Você dorme bem?

Devido à ansiedade, estresse, correrias no dia-a-dia, é comum ouvirmos as pessoas reclamarem que não dormem bem à noite.

Geralmente, ao deitarem, acabam levando os problemas ou preocupações do dia para cama e aí, adeus sono. A mente fervilha cada vez mais e o sono nada de aparecer. O resultado aparece no outro dia: mau humor, dores de cabeça, memória ruim e cansaço, muito cansaço.

Mas dormir mal pode causar outro problema: a obesidade. Isso porque durante o sono o hormônio leptina é produzido. Esse hormônio é responsável pelo controle da ingestão alimentar, atuando em células neuronais do hipotálamo no sistema nervoso central.

A ação da leptina no sistema nervoso central  promove a redução da ingestão alimentar e o aumento do gasto energético. Sendo assim, pessoas que dormem mal produzem menos quantidade desse hormônio, tendo como conseqüência a ingesta exagerada de calorias durante o dia.

Além disso, dormir mal aumenta a liberação do hormônio grelina. A grelina é conhecida como o “hormônio da fome”. Ela é produzida principalmente pelo estômago, mas também pelas células do pâncreas e pelo hipotálamo, núcleo arqueado ou pelo intestino.

Quando o estômago fica vazio, intensifica a secreção da grelina, O hormônio atua no cérebro dando a sensação de fome; quanto mais elevado for a produção, maior será a sensação de forme.

Sabemos que uma noite mal dormida pode ocasionar inúmeros problemas. Mas é importante falarmos também dos benefícios de uma boa noite de sono.

O sono está relacionado com a manutenção e conservação de energia, amadurecimento do sistema nervoso central, fortalecimento do sistema imunológico, consolidação da memória e aprendizado, secreção e liberação de hormônios (hormônio do crescimento, insulina, entre outros), função termorreguladora, alívio do estresse. Tudo isso sem falar no poder de relaxamento e descanso da musculatura!

Se você estiver tendo problemas para dormir, segue abaixo algumas dicas para melhorar a qualidade do seu sono:

  • Prefira consumir alimentos leves no jantar e, após, faça uma caminhada leve, pois ajuda a acelerar a digestão e, ao mesmo tempo, promove o relaxamento do corpo e da mente,
  • Evite consumir bebidas estimulantes como o chá preto, café ou refrigerantes,
  • Tome um banho morno (ajuda a relaxar),
  • Não durma com a TV ligada,
  • Procure acordar sempre no mesmo horário, mesmo aos finais de semana,
  • Evite fumar cerca de 2 horas antes de se deitar (o tabaco é estimulante),
  • Procure criar um ambiente relaxante, com música calma ou leia um livro (de preferência uma leitura relaxante).
  • Tenha colchões confortáveis e não leve trabalho para a cama.

 

Pequenas mudanças de hábitos podem te ajudar a ter uma noite de sonho melhor e, conseqüentemente, uma vida melhor!

Cristiane Froes

Psicóloga Clinlife

CRP:35.330

 

Conhecendo um pouco mais sobre abdominais

Existem muitos textos que falam sobre vários tipos de abdominais e prometem milagres com esses exercícios. Eles são prescritos de diversas maneiras: abdominal reto, inverso, oblíquo, pranchado, com bola suíça, em máquinas, com polias, entre outros. Mas qual é o mais eficaz? Qual é o mais eficiente? Todos os abdominais são bons para mim? Existe um ‘top 10’ dos melhores abdominais para ter uma ‘barriguinha’ definida?

Para esclarecer essas e outras dúvidas, segue algumas dicas para você entender um pouco mais sobre o assunto:

1º – Muitas pessoas pensam que somente a prática de abdominal é suficiente para retirar gordura na região central do tronco. Mito! Na verdade não é! O abdominal vai ajudar a modelar o seu abdômen, mas somente ele, não será eficaz na retirada da gordura abdominal.

2º – A prática de alguns abdominais pode ser prejudicial em alguns casos. Diversas pessoas possuem desequilíbrios das musculaturas do corpo e isso pode ser um fator relevante na prática de alguns abdominais. Por exemplo: se uma pessoa fizer um tipo de abdominal querendo acionar o reto do abdômen e ativar muito um músculo chamado Iliopsoas, esse indivíduo está propício a desenvolver uma dor de coluna.

3º – Alguns abdominais podem ser prejudiciais para casos de desvios posturais ou patologias. Um desvio postural muitas vezes, se desenvolve através de um músculo muito ‘rígido’, encurtado, e ou muito forte. Sendo assim, se você fizer um abdominal para esse músculo com essas características, pode intensificar seu desvio postural. Determinadas patologias também, conseguem afetar a prática desse exercício. É o caso de pessoas que possuem movimento das vértebras da coluna ‘em bloco’. Esse aspecto pode prejudicar a execução de alguns abdominais.

4º – Outro grande erro na prática de abdominais é a pessoa achar que, quanto mais abdominais fizer, melhor. Os músculos abdominais são como outro músculo do corpo. Para modela-lo é preciso eficiência em poucas repetições.

Não é apenas nos exercícios abdominais que você vai modelar seu abdômen. Alguns agachamentos ou outros exercícios que você execute, mantendo a estabilização dessa parte do corpo, poderá ativar a musculatura do mesmo. Um exemplo disso é que, alguns fisiculturistas não fazem abdominais e conseguem ter essa região muito bem definida.

A maioria dos exercícios abdominais, quando bem realizados ou bem prescritos para a pessoa executante, é eficaz. Essa eficiência se dá quando você consegue ‘isolar’ ao máximo a região abdominal, que tem como objetivo exercitar. A prescrição correta deve ser feita de acordo com a sua necessidade e seu perfil. Procure sempre orientações de um profissional de educação física para a prática correta desse exercício.

Richardson Siqueira

Profissional de Educação Física

Clinlife

Estresse e ganho de peso

O estresse pode ser definido como um conjunto de reações fisiológicas necessárias para a adaptação a novas situações. Ele pode ser desencadeado por estados emocionais positivos ou negativos. Porém, nos dias atuais, o estresse passou a ser crônico, um estado quase permanente. E uma das conseqüências disso, é a liberação exagerada dos hormônios do estresse, como o cortisol.

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas supra renais e serve para ajudar o organismo a controlar o estresse, reduzir inflamações, contribuir para o funcionamento do sistema imune e manter os níveis de açúcar no sangue constantes, assim como a pressão arterial. Em excesso, ele está relacionado com o aumento da gordura abdominal, compulsão por doces, retenção de líquido, hiperglicemia, cansaço, fraqueza, entre outros sintomas.

Além do cortisol alto, o estresse pode causar ainda baixas concentrações de serotonina e dopamina – neurotransmissores responsáveis pelo prazer, bem-estar e euforia.

Dessa maneira, manter uma dieta equilibrada, com redução dos alimentos estimulantes do estresse e aumento dos alimentos ricos em triptofano, pode ser um grande aliado ao combate ao estresse.

Alimentos fontes de bom humor:
• Banana
• Castanhas
• Aveia
• Alimentos integrais
• Chocolate amargo
• Ovos

Esses alimentos são fonte de triptofano que auxilia o organismo a liberar a serotonina. Além disso, são ricos em vitaminas e minerais que aumentam a produção de energia.

Evite:

• Café, chá mate, chá preto, refrigerantes a base de cola – estes alimentos são estimulantes e produzem mais cortisol
• Bebida Alcoólica – O álcool estimula a liberação de adrenalina, aumentando a tensão nervosa, a irritabilidade e a insônia.
• Carboidratos simples como pães brancos, arroz branco, macarrão, bolos e doces – aumentam os níveis de açúcar no sangue rapidamente, levando à exaustão da glândula defensora do estresse.
• Carne vermelha – Aumenta a produção de adrenalina, levando ao estresse, ansiedade e tensão nervosa.
Aliado a isso, pratique atividade física e tome sol regularmente. Em momentos de maior tensão, práticas como yoga, meditação e massagens podem ser de grande ajuda.

Karoline Martins
Nutricionista Clinlife
CRN 5616

Livros para colorir Antiestresse?

Os Livros de Colorir se transformaram em febre nos últimos meses para o público adulto.

Com a proposta de aliviar o estresse e de ser uma arteterapia, esses produtos ganharam uma grande adesão da população mundial a ponto de hoje em dia, as livrarias e papelarias possuírem uma sessão especial para eles.

Mas afinal de contas eles realmente ajudam ou é só mais uma promessa marketeira para atrair vendas?

A eficácia desses livros cientificamente falando ainda não foi comprovada, mas pela experiência de Psicóloga, e por ter contato com pessoas que compraram e fazem uso desses livros regularmente, percebem-se sim muitos benefícios de seu uso na vida cotidiana dessas pessoas.

 Um dos principais motivos é o fato de separar um tempo do dia para se dedicar a uma tarefa que remete à infância, às sensações boas daquela época. Além disso, escolher uma cor, prestar atenção em detalhes e preencher uma figura manualmente, são atividades que ativam áreas cerebrais ligadas à atenção, concentração e à coordenação motora.

Um fator mais diretamente observável é a sensação de relaxamento provocada pela tarefa. Você se desliga dos seus problemas, de angústias e preocupações que o afetaram durante o dia para se dedicar exclusivamente à arte de colorir. Consegue canalizar suas energias em algo novo e expressar com a arte sentimentos que possam estar emergindo no momento.

Outro benefício secundário é o afastamento, mesmo que temporário, das tecnologias, redes sociais, celulares que tendem a bombardear nossa vida de informações a todo tempo, aumentando nosso nível de estresse.

Portanto, apensar de ainda não haver pesquisar comprovativas dos benefícios desses livros, pode-se dizer que, a prática regular de algum tipo de arte é sempre bom para a expressão emocional e é um momento de prazer diante da turbulência que é a vida das pessoas atualmente.

O seu uso ou mesmo a adesão a qualquer tipo de hobbie, é sempre bom para a a saúde física e, principalmente mental.

Iana Pechir

Psicóloga Clinlife

CRP: 04/35355

O que é CrossFit?

O Crossfit surgiu a alguns anos mas só agora está em destaque aqui no Brasil. O Crossfit não é só uma nova modalidade, é uma marca registrada, por isso não se pode usar o nome da marca sem ser afiliado à marca.

Uma frase que define o Crossfit é: Movimentos Funcionais, constantemente variados e em alta intensidade.

Entenda movimentos funcionais como padrões de recrutamento motor universal, sendo realizados em movimentos de contração desde o centro do corpo até a extremidade, podendo ser realizados de forma multiarticular. Eles são movimentos locomotores naturais, eficazes e eficientes do nosso corpo e de objetos externos. Porém, nenhum aspecto dos movimentos funcionais é tão importante quanto a sua capacidade de mover grandes cargas por longas distâncias e o mais rápido possível.

Desde o começo, objetivo do CrossFit tem sido conquistar um condicionamento físico amplo, geral e inclusivo, através do máximo aperfeiçoamento das 10 competências físicas conhecidas: resistência cardiorrespiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão.

Para isso os treinamentos são montados seguindo uma combinação de movimentos de Ginástica Olímpica, movimentos de Levantamento de Peso Olímpico e movimentos do Atletismo. Esses movimentos são adaptados de acordo com o aluno, levando em consideração o seu sexo, idade, nível de condicionamento físico ou qualquer outra necessidade que precise ser adaptada.

Portanto, qualquer pessoa pode praticar o Crossfit, basta querer. Procure um Box(Academia) afiliado(www.crossfit.com) para conhecer um pouco mais.

Rodrigo Menezes – Profissional de Educação Física
Cref 09991-G/DF

Existe alimento proibido na reeducação alimentar?

Quando se fala de mudança de hábitos está na hora de mudar seus conceitos com relação a tal alimentação. Não existe nenhum alimento proibido, existe uma nova forma de pensar, uma palavrinha que faz toda a diferença “Moderação!”

Evitar alguns tipos de alimentos não quer dizer que não poderá comê-lo nunca mais. É uma questão de se planejar. Se você planejar suas refeições e conseguir manter uma rotina saudável, de vez em quando comer pizza, lanche ou qualquer outro alimento mais calórico e menos saudável, não comprometerá sua saúde, nem seu peso.

Geralmente certas pessoas acabam se sentindo ansiosas quando iniciam dietas por isso, por terem a visão de proibição, restrição e associam reeducação alimentar à sofrimento, mas, não é bem assim! Reeducação alimentar, aprender a comer significa mudança de hábitos, mudanças de atitudes.

No entanto, vamos ter que ser realistas: Não podemos fazer tudo do jeito que gostaríamos, se não nosso peso não irá mudar. Para muitas coisas na vida temos que ser moderados e com a alimentação não é diferente, pois podemos comer de tudo, o que não é recomendável é comermos sem termos limites. Mude sua cabeça, mude seus hábitos!

 

 

Adrielle Ferreira

 

Psicóloga Clinlife

 

CRP: 04/38423.

 

Aeróbico em Jejum. Vale mesmo a pena?

O emagrecimento é sem dúvida um dos principais objetivos das pessoas que iniciam a pratica regular de exercícios físicos. Mesmo os que não estão obesos ou com sobrepeso por vezes recorrem a alguma estratégia para eliminar gordura e ficar com o corpo “definido”. Uma das estratégias mais polêmicas é o chamado aeróbio em jejum (AEJ), também conhecido pelo termo “aerobiose”. Pode-se ver uma enxurrada de tags que inundou as redes sociais, com pessoas postando as mais diversas imagens realizando e incentivando essa prática.

As recomendações podem variar, mas existe um protocolo facilmente encontrado na internet que indica a realização de exercícios aeróbios contínuos, de intensidade leve a moderada, com duração de 20 a 60 minutos. Os praticantes sugerem a realização dessa atividade pela manhã, assim que acordar. A ideia seria aproveitar as baixas reservas de glicogênio após uma noite de sono. Com os estoques de glicogênio comprometidos pelo jejum noturno, nosso corpo priorizaria a oxidação de gorduras no fornecimento de energia para essa atividade.

A ideia por trás do conceito do AEJ/aerobiose se baseia na dinâmica da utilização de substratos (carboidrato, gordura e proteína) para fornecimento de energia durante o exercício físico, a chamada abordagem metabólica.

Apesar de se falar em Aeróbio em Jejum, muitas vezes são ingeridos alguns suplementos antes da realização dessa atividade no intuito de prevenir a perda de massa muscular. Para compreender onde reside a incoerência dessa prática, é preciso lembrar que a glicose é fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo. O cérebro, por exemplo, só funciona na sua presença. Quando passamos muito tempo sem nos alimentar, a glicose sanguínea (glicemia) pode cair bastante, instaurando um quadro conhecido por hipoglicemia. Dores de cabeça, tontura, enjoo, náuseas, escurecimento da vista, desmaio e, em casos extremos, coma seguido de morte, são consequências da falta de glicose no sangue. Como os estoques de glicogênio estão comprometidos pelo jejum, nosso organismo vai tentar de todas as maneiras produzir glicose e evitar as complicações causadas pela sua baixa disponibilidade.

Para nossa sorte, a glicose pode ser sintetizada a partir das gorduras (triacilglicerol) e das proteínas (aminoácidos), processo chamado gliconeogênese.

Como a perda de proteínas nem sempre é um resultado desejável, algumas pessoas sugerem a ingestão de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) e/ou Glutamina cerca de 30 minutos antes de iniciar o AEJ. A ideia é prover um fornecimento exógeno de substratos para a via gliconeogênica, e evitar a utilização dos aminoácidos que compõem a massa muscular (proteólise).

No entanto, a ingestão de aminoácidos numa situação de jejum e esforço, como as vivenciadas durante o AEJ, só surtirá o efeito desejado (poupar proteínas) se os aminoácidos forem convertidos em glicose. Assim, os aminoácidos, que possuem valores de comercio muito mais elevados do que os carboidratos, serão convertidos em glicose pelo nosso organismo. Sendo que pra evitar a proteólise bastaria realizar uma refeição leve no café da manhã, de modo a fornecer quantidades satisfatórias de carboidratos, excelente poupador de proteínas.

Outra incoerência observada na prática do AEJ é a definição de jejum. A ingestão de aminoácidos caracteriza a “quebra” do jejum. Afinal, jejum significa inanição, ausência total de ingestão calórica por um determinado período. Nesse caso o termo correto não seria “Aeróbio em Jejum”. Seria aeróbio em Low Carb.

Mesmo quando o Jejum é real (sem ingestão de aminoácidos), os resultados das pesquisas não apoiam essa prática. Estudos verificaram a diferença no metabolismo das gorduras durante um exercício aeróbio moderado (36min/65%FC) na esteira pela manhã em duas situações: 1) alimentado e 2) Jejum (Jejum de verdade, inanição total). Doze horas após o exercício, o grupo que se alimentou continuava com o VO2máx elevado, enquanto o quociente respiratório reduziu significativamente, indicando maior utilização de gorduras na situação alimentado, mas não quando o exercícios era realizado em jejum. E 24hs após o exercício, a diferença ainda era significativa, com maior gasto energético e de gordura para quem se alimentou antes do exercício. Assim, concluiu-se que o exercício aeróbio moderado, para perda de peso, realizado em JEJUM, não aumenta a oxidação de Gorduras e uma refeição leve é aconselhável.

O jejum também não se mostrou superior mesmo após seis semanas de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT) em mulheres obesas ou com sobrepeso. Ou seja, não é o estado de jejum que favorece a oxidação de Gorduras, como muitos acreditam, mas a intensidade do exercício. 

Portanto, podemos concluir que a prática do AEJ não tem apoio em artigos científicos e está presa ao paradigma de que para emagrecer é preciso oxidar gorduras durante o exercício (abordagem metabólica). Na realidade, estratégias para emagrecimento, devem envolver treinamento de força com exercícios resistidos associados a protocolos de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), que estimulam a elevação da Taxa Metabólica de Repouso e mantém a oxidação de gorduras elevada, mesmo horas após sua execução.

Rafael Rodrigues de Faria

Profissional de Educação Física

CREF: 011028 G/MG

Alimentação saudável em qualquer parte do mundo

Feriados, alguns dias de folga ou até mesmo as tão sonhadas férias costumam ser sinônimo de viagem. Mas como a atividade representa uma diferença significativa na rotina do dia a dia, visitar novos lugares torna ainda mais difícil a tarefa de manter a dieta.

O problema é que qualquer escapadinha pode por tudo a perder e acabar com o esforço de meses de alimentação balanceada e atividades físicas regulares.

Conhecer novos restaurantes e ter a possibilidade de experimentar todos os sabores da culinária loca, pode modificar nossa rotina alimentar. Além disso, o momento de lazer em outros países contribui para esquecermos por alguns dias do compromisso com a balança e com a alimentação saudável.

Mas para poder experimentar o que a gastronomia tem de melhor sem aquele receio de ganhar alguns quilinhos, basta contar com o bom senso e um pouco de parcimônia. Por isso, confira algumas dicas e aproveite sua viagem ao exterior sem preocupações.

É possível encontrar alimentos saudáveis em outros países para manter uma rotina balanceada . Frutas e sucos naturais são ótimas opções e podem ser encontrados em qualquer parte do mundo. Sem contar que experimentar as frutas e vegetais nativos do seu destino também é uma ótima oportunidade para conhecer os sabores tradicionais do local.

Por esse motivo, vale a pena visitar supermercados ou feiras livres para encontrar esse tipo de alimento. Procure também por sanduíches e outras bebidas lights que contribuam para a dieta. Se estiver hospedado em um hotel ou pousada, resista à tentação de provar todas as guloseimas oferecidas no café da manhã. As melhores opções para essa refeição são as frutas, iogurtes, sucos naturais e pães com fibras.

Outra dica importante e muito fácil de ser seguida é programar-se para ter sempre um lanchinho à mão. Assim como fazemos diariamente, é fundamental ingerir algum alimento a cada três horas. Porém, com a agenda cheia de passeios e visitas, muitas vezes nos esquecemos de comer uma fruta ou algum alimento leve nos intervalos. Dessa maneira, aumentamos consideravelmente a chance de devorar um belo prato quando chega a hora de escolher uma refeição principal.

Lembre-se também de que com o clima do local e a programação dos passeios você pode acabar se esquecendo da hidratação. Tenha sempre uma garrafinha de água na bolsa ou mochila e invista pesado na hidratação para evitar maiores problemas.

A gastronomia dos destinos mais procurados

Assim que definir o país em que deseja passar algum tempo, busque informações sobre a culinária local e dicas de restaurantes em guias gastronômicos, sites, blogs ou com amigos que já conheçam a cidade. Se sua rotina alimentar possui alguma restrição – vegetarianos ou pessoas que possuem alergias, por exemplo – esteja preparado para escolher alternativas aos pratos típicos servidos no local.

Quando bater a dúvida, escolha pratos que estejam de acordo com o seu paladar para evitar surpresas desagradáveis. Ainda, se estiver viajando acompanhado, não se sinta constrangido ao optar por um prato diferente do que o escolhido pela maioria. Aproveite a ocasião como uma oportunidade para, caso todos concordem, pedirem pratos diferentes e dividirem a experiência de saborear alimentos variados.

Caso seu destino seja localizado na Europa, saiba que vai ser difícil resistir aos chocolates e queijos tão tradicionais de muitos países da região. Então prove as diversas opções com parcimônia.

Escolha um tipo de queijo por dia, por exemplo, e aproveite bem cada um dos sabores. Se você consumir muitas opções de uma única vez, será mais difícil apreciar os alimentos e suas especificidades.

Os chocolates também podem entrar na hora da sobremesa ou no lanchinho da tarde, porém, em porções pequenas. Lembre-se de que é possível escolher alguns chocolates para trazer como presente para os amigos e familiares. Então, por que não trazer alguns para você mesmo? Assim você saboreia as lembranças da sua viagem mesmo depois de voltar e espanta para bem longe o risco de engordar.

Os países do Mediterrâneo também têm a alimentação rica em peixes e hortaliças frescas – uma dieta infalível para a boa forma e a saúde do coração que pode ser apreciada sem maiores preocupações.

Já se você está com as malas prontas para desembarcar nos Estados Unidos deve estar prevendo a quantidade de calorias que vai ingerir em fast foods.

Como se trata de um país onde é mais difícil driblar esse tipo de alimentação, a dica é não abrir mão dos lanchinhos leves entre as refeições. Aproveite as frutas, as barrinhas de cereais e as oleaginosas, como nozes e castanhas, para diminuir a fome e garantir uma quantidade menor de calorias nas refeições principais.

Quando chegar aos restaurantes de fast food, procure no cardápio as opções menos calóricas. Em vez de um hambúrguer, peça um prato sem queijos gordurosos, molhos cremosos ou acompanhamentos pesados, como bacon e batata frita.

Na hora de escolher a carne, as aves e peixes são sempre mais saudáveis e indicados para a dieta. Uma alternativa fácil de encontrar em muitas lanchonetes são os wraps – massas finas recheadas com peito de peru ou salmão defumado e acompanhadas de salada são pratos leves que não atrapalham a dieta.

Em geral, o segredo para manter a dieta durante as viagens é saber fazer as escolhas certas para controlar o impulso de experimentar tudo ao mesmo tempo.

Interprete seus desejos para saber distinguir situações em que a vontade de provar um doce, por exemplo, pode ser um exagero. Se não for mais visitar o restaurante, bar ou padaria, leve a guloseima para saborear em outro momento ou aproveite a oportunidade para voltar ao local e passar mais algumas horas provando da boa gastronomia.

Dicas:

O filé argentino é uma das opções mais consumidas entre os turistas que visitam a Argentina.

Os tradicionais cafés espalhados nas ruas de Paris reservam muitas opções deliciosas.

É possível encontrar alternativas saudáveis aos pratos calóricos servidos nos tradicionais diners americanos.

 

Juliana Castilho Alves

Nutricionista Clinlife

CRN4524

 

Comer demais também pode ser culpa do seu cérebro

 

A desculpa científica para pegar mais uma fatia de bolo pode não depender apenas da sua força de vontade. Cientistas acreditam que a falta de um hormônio no cérebro pode levar as pessoas a comer demais sem estar com fome e apenas pela prazer.

O estudo foi realizado na faculdade de medicina norte-americana Rutgers Robert Wood Johnson, em New Jersey, e divulgado na publicação científica Cell Reports. Os pesquisadores descobriram que quando o hormônio GLP-1 (glucagon-like peptide-1) está reduzido no sistema nervoso central, o apetite aumenta mesmo que não haja a falta de nutrientes no corpo. O teste foi realizado com ratos que comeram além do normal e ainda preferiram comidas com muitas calorias.

O hormônio intestinal é secretado pelas células endócrinas L e também pelas células cerebrais e tem a função de regular os hábitos alimentares. Sua função é a de avisar o corpo que é a hora de deixar o garfo descansar.

Os pesquisadores manipularam a ativação do hormônio e o resultado foi de que os ratos começaram a comer menos. Eles acreditam que essa descoberta pode levar ao surgimento de uma nova linha de inibidores de apetite que podem agir com mais foco para as pessoas que apresentarem deficiência ou mau funcionamento das células que produzem o hormônio.

Fonte: UOL Científico

Assim, vale lembrar que o processo de emagrecimento envolve não só a disciplina com reeducação alimentar e exercícios físicos, como também o conhecimento do processo biológico de seu sistema. Quando existem taxas desreguladas, a dificuldade pode parecer maior. Procurar um profissional especializado é essencial nesta jornada.

Lembre-se: trate seu corpo com respeito e carinho! Conhecê-lo é o melhor caminho.

Mayara Baltar – Psicóloga CLINLIFE

CRP 01/16374

Emagreci: e agora como manter?

Emagrecer nem sempre é muito fácil e não importa se você precisava eliminar cinco ou cinqüenta quilos: as dificuldades são sempre as mesmas. Mas a sensação de chegar ao peso desejado, ter mais saúde e gostar do que refletido no espelho é o que importa.

Para isso é necessário uma boa reeducação alimentar, não apenas uma dieta com prazo de validade para acabar após atingir o peso desejado.  É necessário aprender a comer corretamente, de 03 em 03 horas, de forma moderada e suficiente para deixar o organismo alimentado. É isso que devemos levar para a vida inteira.

A manutenção do peso é muito importante para manter o corpo magro e essencial para a saúde, por reduzir o risco de doenças relacionadas a uma má alimentação como colesterol alto, triglicérides, hipertensão, diabetes, doenças do coração, dentre outras.

É, nesta fase que a maioria das pessoas encontra as maiores dificuldades, pois começam se permitir a incluir e retornar com velhos hábitos que não são saudáveis. Muito comum depois de atingido o objetivo darmos uma relaxada na dieta e achar que agora tudo volta a ser “liberado”, é aí que mora o perigo.

A consciência de que é necessário mudar hábitos alimentares e estilo de vida para se manter magro e saudável, é fundamental. Quando você aprende que o segredo é escolher alimentos corretos, equilibrar a dieta, praticar atividade física regularmente e beber bastante líquido, fica mais fácil se convencer da importância de adotar esses hábitos saudáveis por toda a vida.

E, ai com o passar do tempo o seu organismo se adapta aos novos hábitos adquiridos e você verá que poderá comer de tudo, em quantidade e freqüência adequada e se sentirá satisfeito sem alterar o peso.

Entender o que acontece no nosso corpo quando adquirimos quilinhos extras, ajuda a compreender a importância de ter uma alimentação saudável mesmo depois de ter emagrecido.

As células de gordura são formadas ainda na infância, quando você se alimenta de forma incorreta e acaba adquirindo peso, estas células incham, chegando a ficar seis vezes maior que o tamanho original. São estas células “cheias“, que multiplicadas, aumentam os depósitos de gordura corporal.

Por mais que você emagreça, as células de gordura adquiridas quando se ganha peso não morrem ou desaparecem, elas apenas encolhem, diminuem. Estas células te acompanham pelo resto da vida e ficam só esperando uma oportunidade ou um descuido seu para voltarem a inchar e se multiplicar.

Portanto, o tipo de dieta que você segue para reduzir o peso é um dos fatores mais importante para determinar o sucesso da manutenção do seu peso em longo prazo.

Alcimara Macieira

CRN: 4284

Nutricionista

Clinlife