Água: um elemento vital

A água é a substância mais abundante do corpo humano. Ela é um componente essencial de todos os tecidos do organismo. Apesar de não conter nenhuma caloria ou outros nutrientes, sem a água o corpo humano só continuaria funcionando por poucos dias. A perda de 20% de água corpórea pode causar a morte e uma perda de apenas 10% causa distúrbios graves.

A água desempenha um papel essencial em quase todas as funções do corpo humano. É utilizada para a digestão, para a absorção e para o transporte de nutrientes; serve de meio para uma série de processos químicos; assume o papel de solvente para os resíduos do corpo e também os dilui para reduzir sua toxicidade, ajudando no processo de excreção do corpo. Ajuda ainda a manter a temperatura do corpo estável. Além disso, a água proporciona uma camada protetora para as células do corpo e, sob a forma de líquido amniótico, protege o feto em desenvolvimento.

Muitos seguem uma alimentação balanceada, suam nas academias contudo, grande parte das pessoas acaba se esquecendo de ingerir em quantidades adequadas de água .

É muito comum observar pessoas que saem pela manhã para trabalhar e ao voltarem para casa à noite se dão conta que não ingeriram ao menos 1 copo de água durante todo dia. Existem aqueles que não sentem tanta sede e por isso, acreditam que não há problema algum ingerir uma quantidade mínima durante o dia. O que essas pessoas não sabem é que a deficiência constante desse líquido precioso no nosso corpo pode causar sérios problemas no futuro e por nossa saúde em risco.

Muitas pessoas não associam a água a uma boa alimentação, mas ela é, depois do oxigênio, a substância mais importante para a manutenção da vida. Nos próximos meses, quando a média de temperatura deverá ultrapassar os 30ºC, as necessidades serão ainda maiores e todos nós deveremos ficar atentos para repor as perdas que ocorrem nesse período.

O corpo humano perde água de várias formas. Através dos rins em forma de urina, como parte das fezes, através do processo de respiração e através da transpiração (suor). Podemos verificar que a ingestão de água está insuficiente simplesmente observando nossa urina. Quando isso ocorre, os rins tentam compensar conservando a água e, portanto excretam uma urina mais concentrada, com coloração amarelo mais acentuado. Um baixo consumo crônico de água aumenta o risco de cálculos (pedras) renais ou cálculos na bexiga

É necessário consumir mais água quando está calor, durante exercícios físicos, no caso de febres, resfriados e outras doenças. É necessário ingerir maior quantidade de água também durante a gravidez, tendo em vista a formação do líquido amniótico e o aumento no volume de sangue, e também para atender as necessidades do feto em desenvolvimento. Da mesma forma, mães com filhos que mamam no peito precisam aumentar a ingestão de líquidos para produzir leite, que contém 87% de água.

É bom lembrar também que alguns componentes da dieta aumentam a necessidade de água, como é o caso dos alimentos muito salgados. O uso de diuréticos ou outros medicamentos que aumentam o fluxo urinário requer uma ingestão adicional de líquidos.

 Uma dica é: tenha sempre uma garrafa de água ao alcance das mãos, pois a reposição de líquidos deve ser frequente e independente da sensação de sede. Além disso, se dois litros de água lhe parecem demais, saiba que parte da ingestão diária pode ser suprida com outras fontes, como sucos, água de coco, leite, frutas, chás e sopas.

 Junia Rodrigues

Nutricionista Clinlife

CRN 3683

Saia de sua zona de conforto!

As zonas de conforto são áreas no mundo exterior ou interior em onde nos sentimos tranqüilos e á vontade, enfim, confiantes nas nossas capacidades, bem, são aquelas sensações boas que todos nós desejamos sentir a todo o momento. Sempre ao nos encontramos indecisos, ansiosos ou depressivos, significa que acabamos de sair da nossa zona de conforto, seja por motivos de conhecimento ou negligencia, que representam dois grandes entraves ao desenvolvimento pessoal; mas também por bons motivos como o desafio pessoal, que significa o desejo de crescer e buscar os nossos próprios sonhos, que nos fazem enfrentar medos, lidar com fracassos.

É importante ter abertura suficiente para pensar que deveríamos estar a vontade com “tudo” e se não o estamos é porque não temos tempo para tal pois somos seres finitos com necessidades básicas e prioridades. Eu não sei falar chinês nem quero aprender agora, pois não é a minha prioridade, mas era excelente aprender um dia, pois gostava de ir á china e fazer amigos por lá falando chinês.

Devemos ter humildade para ver que muito daquilo que desejamos e não possuímos se encontra fora da nossa zona de conforto. E para o obtermos vamos necessitar sentir, intuir, pensar, planear e sem duvida agir para conseguirmos vencer os desafios, e uma vez alcançados estes são nossos, é um pouco como aprender a ler, uma vez feito muito dificilmente voltamos a esquecer.

De cada vez que traçamos uma meta, seja esta de fundo material, social, físico, psicológico, emocional ou espiritual e a alcançamos, sairemos pessoas mais alegres e realizadas. Quando começamos a sair, primeiro das nossas tocas como toupeiras, depois das nossas casas como homens e por fim dos nossos palácios como reis para ver o que há de novo a aprender, estamos no caminho certo para o Amor, Liberdade e Verdade.

 

Adrielle Ferreira

Psicóloga Clinlife

CRP: 04/38423.

Aprendendo a dizer “NÃO”

Quantas vezes você já disse “SIM” ou concordou com alguém só para “evitar confusão”? Ou para “não render assunto”? Ou porque “não queria discutir”? Ou ainda “porque não valia à pena”?

Muitas vezes não é mesmo?

Consegue dizer com que freqüência você age de tal maneira? Como se sente abrindo mão de seus desejos, necessidades e opiniões?

“Ahh mas agradar ao outro não é abrir mão do que eu desejo, ou do que penso”

Com certeza não, mas se tal comportamento se torna regra em sua vida, é hora de repensá-los.

Relacionamentos são trocas, aprendizado mútuo, companheirismo, doação. É claro que em algum momento precisamos ceder ou flexibilizar um pouco em prol dos que gostamos. No entanto, ao abrirmos mão de tudo sempre, acabamos por deixar nós mesmos de lado. E isso é conseqüência direta de uma baixa autoestima que só gera mais sentimentos de desvalorização.

O medo exagerado e infundado de perder a estima de outrem, faz com que esquecermos muitas vezes de nos auto estimar. Afinal, manter o outro ao nosso lado é muito mais importante.

Para se sentir amado precisa abrir mão do que você é realmente? Será que o outro o ama pelo que você é ou pelo que você faz por ele? Quando alguém que você goste te diz um “NÃO” você deixa de amá-lo?

Comece a se fazer essas perguntas e veja se faz sentido.

Ninguém fica feliz em receber um “NÃO”, afinal gostamos que nossas vontades sejam aceitas e acatadas, no entanto somos milhares de seres humanos, e cada um tem suas próprias vontades sendo portanto impossível agradar a todos. É um papel de civilidade e educação entender esses limites e nos conformarmos que a necessidade do outro é diferente da nossa. Portanto, para uma boa convivência, existem os acordos.

Os acordos são formas educadas de dizer “NÃO” sem provocar desentendimentos. Ofereça opções ao seu interlocutor, “hoje eu não posso, mas amanhã à tarde estarei livre”; “infelizmente eu não consigo fazer esse trabalho para você, mas te indico uma ótima pessoa”; “estou ocupado no momento, pode me ligar mais tarde?”.

Dessa forma, satisfazemos a nós mesmos e deixamos claro ao outro que estaremos disponíveis quando pudermos.

Então, estamos de acordo?

 

Iana Pechir

Psicóloga Clinlife

CRP: 04/35355

A construção do seu padrão de beleza

Estamos vivendo uma época na qual os padrões de beleza estão estereotipados. 

O corpo bonito é o malhado, sem nenhuma gordura, sem nenhuma imperfeição. Qualquer dobrinha é abominável. 

Jovens e adultos gastam horas em frente ao espelho, em busca de qualquer evidência que mostre que algo está fora do lugar. E quando encontram algo inadequado correm para academia, gastam (literalmente) horas do seu dia em busca do corpo perfeito, e também fecham a boca, afinal preferem morrer a imaginar qualquer gordurinha….

 

Será que paramos para pensar que os padrões impostos para nós, reles mortais, são realmente os adequados a nosso tipo físico? Geralmente não se pensa na resposta, afinal, isso não importa; se preciso for tira-se até uma costela, pois a cinturinha tem que ser fina, muito fina!

É óbvio que todos nós queremos nos sentir bem, mas precisamos saber que o bem-estar vai além, muito além de um simples corpo malhado.

Precisamos saber que não podemos simplesmente perder algo que nos incomoda, ao contrário, precisamos ganhar e saber o que estamos realmente ganhando: saúde, bem-estar (tanto físico como emocional), autoestima e qualidade de vida!

Quando nos alienamos e partimos em busca de um corpo idealizado pelos padrões impostos, perdemos o que teria que ser considerado o mais importante para nós: autoestima. A busca torna-se irreal, inatingível, pois sempre iremos querer mais e mais…

 

Na era em que os direitos estão cada vez mais sendo adquiridos; mulheres conquistando cada vez mais espaço na sociedade, pessoas estão se acorrentando em uma busca irreal,  cruel, muitas vezes até fatal em busca do corpo perfeito.

Será que não está na hora de buscarmos e reinventarmos nosso próprio padrão de beleza, baseado em nosso tipo físico e em necessidades individuais?

A hora é agora- construa você mesma seu padrão de beleza: olhe-se mais, ame-se mais, admire-se mais. Se nessa busca reconhecer que precisa e pode melhorar algumas características, melhore-as.

Mas seja você a visualizar isso, com olhar sadio sobre você, não adoentado pelos padrões impostos. O padrão de beleza precisa tornar-se individualizado, afinal, cada um sabe qual é o seu. Não tem que ser algo imposto pelo outro!

Precisamos nos olhar mais, nos admirar mais, reconhecer defeitos (sim, todos temos) mas também qualidades(simmmmmm, todos temos também), afinal, com toda certeza, você é muito mais bonita do que pensa ser!

Cristiane Froes

CRP: 35.330

Psicóloga Clinlife

 

 

 

Preciso Emagrecer: mas como mastigo?

Quem nunca escutou o ditado: “Quem come depressa, come cru!”.

É comum encontrarmos muitas pessoas preocupadas com a qualidade da sua alimentação, procurando sempre informações sobre o assunto, mas raramente encontramos pessoas que se preocupem com a sua mastigação.

Se você é o tipo de pessoa que é sempre a última a se sentar à mesa para comer e a primeira que acaba, que tal rever alguns pontos.

Quando nos alimentamos sentimos várias experiências sensoriais ao mesmo tempo: o sabor por meio das nossas papilas gustativas, o odor que entra pelas nossas narinas, o colorido que os nossos olhos enxergam. No entanto, o momento de realizar as nossas refeições deve ser calmo e delicado.

Mas quando uma pessoa come muito rápido significa que mastiga mal ou não mastiga os alimentos e que, com certeza, terá uma digestão mais difícil, sobrecarregando o trabalho do estômago ocasionando algumas sensações do tipo azia, gases e desconforto.

Além disso, pode dificultar o trabalho de absorção dos nutrientes no intestino, pois o processo de identificação das enzimas e compostos necessários para esta absorção inicia-se por um trabalho cerebral que também compromete a eliminação das fezes se o intestino fica “preguiçoso”, ou seja, lento até identificar quais processos deverão ser liberados.

Poucas pessoas sabem que a digestão começa com os olhos para após ser quebrada pela boca, com a ação da saliva que contêm enzimas.

Outro ponto importante para quem tem uma alimentação rápida, engolindo a comida sem mastigar de forma suficiente, é ver a balança mexer.

No nosso cérebro existe um centro que regula a fome e a saciedade. Quando comemos com rapidez, com ansiedade, não dá nem tempo do nosso cérebro identificar e enviar uma mensagem de que já estamos satisfeitos com o que comemos, ou seja, já podemos interromper a refeição, pois já não estamos mais com fome e não necessitamos continuar comendo.

O cérebro leva, pelo menos, 15 minutos para enviar a mensagem de saciedade. Com isso, a pessoas não repete o prato! Um exemplo típico é quem come e, logo em seguida, começa a abrir a geladeira e/ou o armário da cozinha em busca de algo para mastigar.

No entanto para comer mais devagar podemos usar de algumas estratégias, tais como:

·         Comer em prato de sobremesa e com talher de sobremesa, pois a capacidade deles é menor;

·         Descansar os talheres no prato enquanto mastiga;

·         Levar o guardanapo à boca;

·         Cruzar as mãos;

·         Separar as refeições o frio do quente (sempre consumir primeiro as saladas).

Outro ponto importante é evitar tomar líquido em excesso durante as refeições. A quantidade de até 01 copo americano (150 ml) compromete a ação do ácido responsável pela digestão dos alimentos no estômago e prejudicará a absorção.

Fora dos horários das refeições devemos tomar bastante água para garantir o bom funcionamento dos rins, intestino e para hidratar o corpo. Até porque a necessidade de ingestão hídrica do corpo vem através de um estimulo de sensação de fome.

Comer devagar, mastigando bem os alimentos, sentindo a explosão de sabores, aromas e texturas na boca, é uma experiência gostosa de satisfação e prazer que a alimentação nos dá.

Além disso, vamos comer a quantidade necessária de alimentos e de calorias! Absorver o que precisamos e a balança estará do nosso lado.

 

Alcimara Macieira

Nutricionista – Clinlife

CRN: 4284

Como cuidamos de nossos problemas

O que a lagarta chama de fim do mundo, o homem chama de borboleta.

Richard Bach

A forma como “cuidamos” dos problemas vai mostrar a perspectiva que temos inclusive da forma de resolvê-lo. Algumas formas de realizar esta tarefa são as seguintes: sabotagens, trapaças e escudos fazem parte de um sistema derrotista, que acaba levando o indivíduo a manter um problema vida afora.

Apesar de constituírem um sistema cada uma dessas maneiras tem suas próprias características. Será que você sabe qual é a diferença entre elas? Pois bem vamos tentar esclarecer um pouco sobre cada uma delas.

O escudo é algo ou alguém que a pessoa coloca entre si e a situação evitada para manter um problema. Por exemplo: uma pessoa com dificuldades de se relacionar afetivamente pode dar como desculpas o filho, o trabalho, a prova do dia seguinte, o excesso de peso e assim por diante, para não se envolver com alguém.

A trapaça é uma conduta estimulada pelo grupo social, mas que mantém a pessoa dentro de um esquema de vida prejudicial. Por exemplo: uma pessoa que trabalha quinze horas por dia, sete dias na semana, frequentemente recebe elogios por ser trabalhadora, enquanto suas relações familiares vão afundando. Ou uma pessoa que está sempre cuidando dos outros é elogiada por ser generosa, mas enquanto isso a sua vida pessoal está sendo deixada de lado.

A sabotagem são as condutas que a pessoa ou o grupo sabe que vai levá-la ao fracasso. Condutas típicas de sabotagem são adiar, esquecer, negligenciar, etc.Um exemplo típico disso é quando prometemos que vamos iniciar a dieta no dia seguinte, ou na semana seguinte e este dia nunca chega. Ou mesmo quando dizemos que vamos comer apenas um pedacinho e não conseguimos reconhecer o tamanho que este pedacinho acaba ficando negligenciando o objetivo que temos de melhorar a nossa qualidade de vida.

Pense em um problema seu e veja se você está usando alguém como escudo e quais são suas trapaças e sabotagens. Um problema que persiste é geralmente uma maneira de evitar intimidade, desfrutar, ter êxito, autonomia e dessa forma tornar-se um vencedor. Essas são as fontes para obtermos a plenitude da nossa existência.

Os problemas persistem porque as pessoas  muitas vezes  mão se permitem o  direito de serem felizes . Então, seus problemas funcionam como penitência ou castigo.

Thais Santos Martins

CRP – 04.24638

Psicóloga – Clinlife

Férias, Copa do Mundo, Festas Juninas!

 

Estamos em um período em que estão acontecendo várias festividades ao mesmo tempo. Queremos comemorar nossas férias, afinal de contas trabalhamos/estudamos durante todo o ano para termos esse merecido descanso.

E na maioria das vezes nos esquecemos de continuar seguindo uma rotina de boa alimentação e atividades físicas, pois acreditamos que merecemos nos dar de presente dias sem regras.

Comemorar as vitórias na copa do mundo com muita comida e bebida.

E porque não aproveitar as festas “juninas” e se deliciar com todas as iguarias comuns nas quermesses e quadrilhas?

Podemos e devemos sim descansar, experimentar novos sabores, relembrar sabores de outras épocas e ocasiões. Festejar durante a copa do mundo, afinal a copa do mundo é nossa.

E aproveitar as festas juninas, porém sem abrir mão da qualidade de vida e do emagrecimento.

Para isso segue algumas dicas:

- consumir pequenas porções,

- fracionar as refeições (fazer pelo menos 06 refeições diárias),

- escolher petiscos lights,

- preferir sucos de frutas naturais,

- escolher uma fruta como sobremesa e evite ficar “beliscando”,

-não se esquecer de praticar atividade física diariamente e se exagerar no consumo alimentar, tentar compensar com mais exercício físico e diminuído as porções das refeições seguintes.

Aproveitar a vida (férias, copa do mundo e festas), é muito melhor quando estamos bem com nosso corpo.

Nara Cristina Purificação

CRN- 6952

Nutricionista Clinlife

O benefício da prática de exercícios físicos na terceira idade

O aumento da população idosa no Brasil tem levado a muitos questionamentos e preocupações em relação a como envelhecer de forma saudável. Atualmente sabemos que adquirir bons hábitos, como uma alimentação adequada e a prática de exercícios físicos, traz inúmeros benefícios para envelhecer com qualidade de vida.

Os exercícios físicos vão ajudar o idoso a executar melhor suas atividades de vida diária a partir do aumento da força muscular, do equilíbrio, da flexibilidade, da resistência aeróbica e da melhora da composição corporal.

É importante saber que todos os indivíduos com idade avançada devem praticar alguma modalidade de exercício físico. A escolha dessa modalidade deve ter como principais características o prazer do idoso ao praticá-la e, além disso, a modalidade escolhida deve se adaptar a condição física do mesmo.

Mas o exercício físico não vai ajudar a melhorar apenas aspectos físicos do idoso.  A prática regular de alguma modalidade de exercícios pode ajudar no autoconhecimento, na melhora da autoestima, do humor e o aumento do relaxamento. Tudo isso ocorre devido à sensação de prazer e de bem-estar causada pela liberação de endorfina pelo organismo durante os exercícios. Essa condição ajuda a diminuir e prevenir a depressão.

O envolvimento do idoso com outros indivíduos da mesma idade durante a prática de exercícios físicos em grupo favorece a socialização fazendo com que o mesmo aumente seu contato social prevenindo do isolamento social e consequentemente do possível surgimento da  depressão.

A prática de exercícios pode ajudar na manutenção e na melhora da memória, visto que pela repetição e pela dificuldade na realização dos movimentos exigidos, trabalha-se a atenção, a concentração, o raciocínio e o aprendizado motor.

Com o organismo mais fortalecido através dos exercícios físicos e com o aumento do seu contato social promovido pelos exercícios em grupo, o idoso adoece menos fisicamente e psicologicamente melhorando sua qualidade de vida e recuperando sua autoconfiança.

Flávia Ferreira Simão

CREF: 015957-G/MG

Estresse engorda!

Uma queixa comum nos consultórios é o cansaço e algumas horas a mais de sono nem sempre são suficientes para eliminá-lo.

O problema ainda é maior quando associado ao estresse crônico, normal da vida corrida da maioria das pessoas, que pode levar as glândulas adrenais ao sofrimento.

Estas glândulas, localizadas acima dos rins (também são conhecidas como glândulas supra-renais), desempenham várias funções, além de uma comunicação intensa com o sistema nervoso por meio dos hormônios adrenalina, noradrenalina e cortisol.

O comprometimento da glândula não só diminui os níveis de energia como também aumenta o acúmulo de gordura abdominal, prejudica a imunidade e a capacidade de concentração, aumenta a irritabilidade e leva à exaustão.

A boa notícia é que a adrenal pode ser tratada com alimentos e suplementos nas quantidades e horários corretos. Importantíssimo é o fracionamento das refeições já que a queda da glicemia leva o organismo ao estresse.

Quando isto acontece as glândulas adrenais aumentam a produção do hormônio cortisol, que tem como uma das funções equilibrar a quantidade de glicose no sangue.

Para isto, quebra proteínas (diminuindo a massa muscular) tranformando-as em açúcar. Quando ficamos muito tempo sem comer as adrenais funcionam mais e mais.

O cortisol tem um ciclo natural que funciona junto ao nosso relógio biológico ou ritmo circadiano. De madrugada, os níveis de cortisol são baixíssimos, favorecendo a recuperação do corpo.

Se comemos demais à noite, liberamos mais cortisol e o corpo não se recupera tão bem. Este é um dos motivos para privilegiar refeições maiores pela manhã e menores à noite, quando precisamos relaxar para dormir.

O cortisol, hormônio relacionado ao estresse, também é secretado em maiores quantidades após exercícios intensos. Por isto, se quer dormir bem, evite este tipo de atividade à noite. Neste horário prefira caminhadas ou alongamentos.

Também é fundamental escolher bem os alimentos. Como o estresse adrenal leva ao cansaço muitos acabam optando por alimentos hipercalóricos como bolos, biscoitos, massas, chocolate, café com açúcar ou refrigerantes.

Porém, estes alimentos dão apenas um pouco de energia momentânea já que a hipoglicemia de rebote acontece e o cansaço passa a ser ainda maior.

A cafeína e o glúten são particularmente problemáticos, roubando energia do organismo e afetando o sono. Caso esteja louco por café ou por carboidratos pode ser que seu cortisol esteja baixo ou sua serotonina desequilibrada.

Para restaurar a adrenal dê preferências às bebidas com gengibre ou ginseng, chás de ervas como camomila ou valeriana e sucos verdes. Dê preferência aos cereais integrais (especialmente pela manhã) para estabilizar os efeitos do cortisol.

Para suporte adicional alguns suplementos também podem contribuir:

  • Extrato seco de alcaçuz: o princípio ativo é glicirrizina, que tem ação antiinflamatória. Porém, como o mesmo é metabolizado pelas bactérias intestinais, o tratamento da flora é muito importante. Atenção não recomendado para gestantes.
  • Extrato seco de Rhodiola Rosea: modula o estresse reduzindo a secreção do hormônio liberador de corticotropina.
  • L-theanina: aminoácido da planta camellia sinensis, aumenta a produção de serotonina no cérebro, promovendo relaxamento.
  • Alimentos ou suplementos vitamínico-minerais: as vitaminas C (acerola, kiwi e frutas cítricas em geral, brócolis, pimentão e pimenta malagueta), E (semente de girassol, nozes, germe de trigo), o complexo B (peru, atum, lentilha),  e o magnésio  desempenham funções cruciais nas reações que ocorrem na glândula adrenal. Cálcio (laticínios, peixes, brócolis), zinco (frango, peixes, castanhas) e selênio (frutos do mar, carnes, grãos e sementes) também atuam de forma sinérgica acalmando as funções do organismo.

Lembre-se que o tratamento é sempre individualizado. Apenas o médico e o nutricionista estão aptos a orientar sobre a necessidade de suplementos e alimentos.

Déborah Pessoa de Mendonça Camargos

CRN: 6854

Nutricionista Clinlife

Atividades Físicas esporádicas são boas opções?

Você é daquelas pessoas que fazem esportes esporadicamente nos finais de semana? A ‘correria’ do cotidiano não deixa você fazer nenhum exercício físico no dia a dia? Será que aquele futebolzinho com os amigos é uma boa opção de pratica de atividades físicas para as pessoas?

Qualquer exercício físico bem orientado e com uma prática regular é bom para saúde. O problema é quando esses exercícios são feitos sem nenhuma orientação e quando eles são feitos apenas eventualmente como única atividade física para esse indivíduo.  O risco de lesões que a pessoa possui em fazer essas atividades somente um dia por semana ou um dia a cada 15 dias é muito grande. A pessoa que pratica um esporte, por mais cuidadosa que seja, irá se arriscar em uma jogada perigosa, um deslocamento abrupto ou até mesmo uma dividida com o colega para ganhar vantagem. Todas essas tarefas exigem esforço do corpo, ou seja, fisiologicamente falando, esforço da articulação, do tendão, da musculatura e de todo o organismo do indivíduo.

Em relação ao organismo da pessoa, são vários fatores que podem influenciar uma prática de atividades físicas seguras ou não. Você sabia que um colesterol alterado pode influenciar uma doença do sistema circulatório ou doença cardíaca (doença do coração)?  Ou que, uma alteração no nível de coagulação do sangue pode significar um risco maior de ter trombose ou embolia?

A prática de atividades físicas e ou esportes são ótimas para o corpo, mas é preciso ter um preparo para o corpo agüentar certos esforços. Procure sempre um médico para fazer exames periódicos e assim saber se sua saúde esta em dia. Outra boa opção é procurar uma orientação de um educador físico sobre a prática de atividades físicas esporádicas. Esse profissional vai saber se o seu corpo esta preparado ou não para certos esforços. Por mais difícil que seja tirar um tempinho para cuidar do corpo, lembre-se, você esta investindo em sua saúde, melhorando sua vida e a vida das pessoas que convivem com você.

Richardson Siqueira

Educador Físico Clinlife

CREF 018387