Aeróbio em Jejum. Vale mesmo a pena?

O emagrecimento é sem dúvida um dos principais objetivos das pessoas que iniciam a pratica regular de exercícios físicos. Mesmo os que não estão obesos ou com sobrepeso por vezes recorrem a alguma estratégia para eliminar gordura e ficar com o corpo “definido”. Uma das estratégias mais polêmicas é o chamado aeróbio em jejum (AEJ), também conhecido pelo termo “aerobiose”. Pode-se ver uma enxurrada de tags que inundou as redes sociais, com pessoas postando as mais diversas imagens realizando e incentivando essa prática.

As recomendações podem variar, mas existe um protocolo facilmente encontrado na internet que indica a realização de exercícios aeróbios contínuos, de intensidade leve a moderada, com duração de 20 a 60 minutos. Os praticantes sugerem a realização dessa atividade pela manhã, assim que acordar. A ideia seria aproveitar as baixas reservas de glicogênio após uma noite de sono. Com os estoques de glicogênio comprometidos pelo jejum noturno, nosso corpo priorizaria a oxidação de gorduras no fornecimento de energia para essa atividade.

A ideia por trás do conceito do AEJ/aerobiose se baseia na dinâmica da utilização de substratos (carboidrato, gordura e proteína) para fornecimento de energia durante o exercício físico, a chamada abordagem metabólica.

Apesar de se falar em Aeróbio em Jejum, muitas vezes são ingeridos alguns suplementos antes da realização dessa atividade no intuito de prevenir a perda de massa muscular. Para compreender onde reside a incoerência dessa prática, é preciso lembrar que a glicose é fundamental para o bom funcionamento do nosso corpo. O cérebro, por exemplo, só funciona na sua presença. Quando passamos muito tempo sem nos alimentar, a glicose sanguínea (glicemia) pode cair bastante, instaurando um quadro conhecido por hipoglicemia. Dores de cabeça, tontura, enjoo, náuseas, escurecimento da vista, desmaio e, em casos extremos, coma seguido de morte, são consequências da falta de glicose no sangue. Como os estoques de glicogênio estão comprometidos pelo jejum, nosso organismo vai tentar de todas as maneiras produzir glicose e evitar as complicações causadas pela sua baixa disponibilidade.

Para nossa sorte, a glicose pode ser sintetizada a partir das gorduras (triacilglicerol) e das proteínas (aminoácidos), processo chamado gliconeogênese.

Como a perda de proteínas nem sempre é um resultado desejável, algumas pessoas sugerem a ingestão de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) e/ou Glutamina cerca de 30 minutos antes de iniciar o AEJ. A ideia é prover um fornecimento exógeno de substratos para a via gliconeogênica, e evitar a utilização dos aminoácidos que compõem a massa muscular (proteólise).

No entanto, a ingestão de aminoácidos numa situação de jejum e esforço, como as vivenciadas durante o AEJ, só surtirá o efeito desejado (poupar proteínas) se os aminoácidos forem convertidos em glicose. Assim, os aminoácidos, que possuem valores de comercio muito mais elevados do que os carboidratos, serão convertidos em glicose pelo nosso organismo. Sendo que pra evitar a proteólise bastaria realizar uma refeição leve no café da manhã, de modo a fornecer quantidades satisfatórias de carboidratos, excelente poupador de proteínas.

Outra incoerência observada na prática do AEJ é a definição de jejum. A ingestão de aminoácidos caracteriza a “quebra” do jejum. Afinal, jejum significa inanição, ausência total de ingestão calórica por um determinado período. Nesse caso o termo correto não seria “Aeróbio em Jejum”. Seria aeróbio em Low Carb.

Mesmo quando o Jejum é real (sem ingestão de aminoácidos), os resultados das pesquisas não apoiam essa prática. Estudos verificaram a diferença no metabolismo das gorduras durante um exercício aeróbio moderado (36min/65%FC) na esteira pela manhã em duas situações: 1) alimentado e 2) Jejum (Jejum de verdade, inanição total). Doze horas após o exercício, o grupo que se alimentou continuava com o VO2máx elevado, enquanto o quociente respiratório reduziu significativamente, indicando maior utilização de gorduras na situação alimentado, mas não quando o exercícios era realizado em jejum. E 24hs após o exercício, a diferença ainda era significativa, com maior gasto energético e de gordura para quem se alimentou antes do exercício. Assim, concluiu-se que o exercício aeróbio moderado, para perda de peso, realizado em JEJUM, não aumenta a oxidação de Gorduras e uma refeição leve é aconselhável.

O jejum também não se mostrou superior mesmo após seis semanas de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT) em mulheres obesas ou com sobrepeso. Ou seja, não é o estado de jejum que favorece a oxidação de Gorduras, como muitos acreditam, mas a intensidade do exercício. 

Portanto, podemos concluir que a prática do AEJ não tem apoio em artigos científicos e está presa ao paradigma de que para emagrecer é preciso oxidar gorduras durante o exercício (abordagem metabólica). Na realidade, estratégias para emagrecimento, devem envolver treinamento de força com exercícios resistidos associados a protocolos de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), que estimulam a elevação da Taxa Metabólica de Repouso e mantém a oxidação de gorduras elevada, mesmo horas após sua execução.

Rafael Rodrigues de Faria

Profissional de Educação Física

CREF: 011028 G/MG

Alimentação saudável em qualquer parte do mundo

Feriados, alguns dias de folga ou até mesmo as tão sonhadas férias costumam ser sinônimo de viagem. Mas como a atividade representa uma diferença significativa na rotina do dia a dia, visitar novos lugares torna ainda mais difícil a tarefa de manter a dieta.

O problema é que qualquer escapadinha pode por tudo a perder e acabar com o esforço de meses de alimentação balanceada e atividades físicas regulares.

Conhecer novos restaurantes e ter a possibilidade de experimentar todos os sabores da culinária loca, pode modificar nossa rotina alimentar. Além disso, o momento de lazer em outros países contribui para esquecermos por alguns dias do compromisso com a balança e com a alimentação saudável.

Mas para poder experimentar o que a gastronomia tem de melhor sem aquele receio de ganhar alguns quilinhos, basta contar com o bom senso e um pouco de parcimônia. Por isso, confira algumas dicas e aproveite sua viagem ao exterior sem preocupações.

É possível encontrar alimentos saudáveis em outros países para manter uma rotina balanceada . Frutas e sucos naturais são ótimas opções e podem ser encontrados em qualquer parte do mundo. Sem contar que experimentar as frutas e vegetais nativos do seu destino também é uma ótima oportunidade para conhecer os sabores tradicionais do local.

Por esse motivo, vale a pena visitar supermercados ou feiras livres para encontrar esse tipo de alimento. Procure também por sanduíches e outras bebidas lights que contribuam para a dieta. Se estiver hospedado em um hotel ou pousada, resista à tentação de provar todas as guloseimas oferecidas no café da manhã. As melhores opções para essa refeição são as frutas, iogurtes, sucos naturais e pães com fibras.

Outra dica importante e muito fácil de ser seguida é programar-se para ter sempre um lanchinho à mão. Assim como fazemos diariamente, é fundamental ingerir algum alimento a cada três horas. Porém, com a agenda cheia de passeios e visitas, muitas vezes nos esquecemos de comer uma fruta ou algum alimento leve nos intervalos. Dessa maneira, aumentamos consideravelmente a chance de devorar um belo prato quando chega a hora de escolher uma refeição principal.

Lembre-se também de que com o clima do local e a programação dos passeios você pode acabar se esquecendo da hidratação. Tenha sempre uma garrafinha de água na bolsa ou mochila e invista pesado na hidratação para evitar maiores problemas.

A gastronomia dos destinos mais procurados

Assim que definir o país em que deseja passar algum tempo, busque informações sobre a culinária local e dicas de restaurantes em guias gastronômicos, sites, blogs ou com amigos que já conheçam a cidade. Se sua rotina alimentar possui alguma restrição – vegetarianos ou pessoas que possuem alergias, por exemplo – esteja preparado para escolher alternativas aos pratos típicos servidos no local.

Quando bater a dúvida, escolha pratos que estejam de acordo com o seu paladar para evitar surpresas desagradáveis. Ainda, se estiver viajando acompanhado, não se sinta constrangido ao optar por um prato diferente do que o escolhido pela maioria. Aproveite a ocasião como uma oportunidade para, caso todos concordem, pedirem pratos diferentes e dividirem a experiência de saborear alimentos variados.

Caso seu destino seja localizado na Europa, saiba que vai ser difícil resistir aos chocolates e queijos tão tradicionais de muitos países da região. Então prove as diversas opções com parcimônia.

Escolha um tipo de queijo por dia, por exemplo, e aproveite bem cada um dos sabores. Se você consumir muitas opções de uma única vez, será mais difícil apreciar os alimentos e suas especificidades.

Os chocolates também podem entrar na hora da sobremesa ou no lanchinho da tarde, porém, em porções pequenas. Lembre-se de que é possível escolher alguns chocolates para trazer como presente para os amigos e familiares. Então, por que não trazer alguns para você mesmo? Assim você saboreia as lembranças da sua viagem mesmo depois de voltar e espanta para bem longe o risco de engordar.

Os países do Mediterrâneo também têm a alimentação rica em peixes e hortaliças frescas – uma dieta infalível para a boa forma e a saúde do coração que pode ser apreciada sem maiores preocupações.

Já se você está com as malas prontas para desembarcar nos Estados Unidos deve estar prevendo a quantidade de calorias que vai ingerir em fast foods.

Como se trata de um país onde é mais difícil driblar esse tipo de alimentação, a dica é não abrir mão dos lanchinhos leves entre as refeições. Aproveite as frutas, as barrinhas de cereais e as oleaginosas, como nozes e castanhas, para diminuir a fome e garantir uma quantidade menor de calorias nas refeições principais.

Quando chegar aos restaurantes de fast food, procure no cardápio as opções menos calóricas. Em vez de um hambúrguer, peça um prato sem queijos gordurosos, molhos cremosos ou acompanhamentos pesados, como bacon e batata frita.

Na hora de escolher a carne, as aves e peixes são sempre mais saudáveis e indicados para a dieta. Uma alternativa fácil de encontrar em muitas lanchonetes são os wraps – massas finas recheadas com peito de peru ou salmão defumado e acompanhadas de salada são pratos leves que não atrapalham a dieta.

Em geral, o segredo para manter a dieta durante as viagens é saber fazer as escolhas certas para controlar o impulso de experimentar tudo ao mesmo tempo.

Interprete seus desejos para saber distinguir situações em que a vontade de provar um doce, por exemplo, pode ser um exagero. Se não for mais visitar o restaurante, bar ou padaria, leve a guloseima para saborear em outro momento ou aproveite a oportunidade para voltar ao local e passar mais algumas horas provando da boa gastronomia.

Dicas:

O filé argentino é uma das opções mais consumidas entre os turistas que visitam a Argentina.

Os tradicionais cafés espalhados nas ruas de Paris reservam muitas opções deliciosas.

É possível encontrar alternativas saudáveis aos pratos calóricos servidos nos tradicionais diners americanos.

 

Juliana Castilho Alves

Nutricionista Clinlife

CRN4524

 

Comer demais também pode ser culpa do seu cérebro

 

A desculpa científica para pegar mais uma fatia de bolo pode não depender apenas da sua força de vontade. Cientistas acreditam que a falta de um hormônio no cérebro pode levar as pessoas a comer demais sem estar com fome e apenas pela prazer.

O estudo foi realizado na faculdade de medicina norte-americana Rutgers Robert Wood Johnson, em New Jersey, e divulgado na publicação científica Cell Reports. Os pesquisadores descobriram que quando o hormônio GLP-1 (glucagon-like peptide-1) está reduzido no sistema nervoso central, o apetite aumenta mesmo que não haja a falta de nutrientes no corpo. O teste foi realizado com ratos que comeram além do normal e ainda preferiram comidas com muitas calorias.

O hormônio intestinal é secretado pelas células endócrinas L e também pelas células cerebrais e tem a função de regular os hábitos alimentares. Sua função é a de avisar o corpo que é a hora de deixar o garfo descansar.

Os pesquisadores manipularam a ativação do hormônio e o resultado foi de que os ratos começaram a comer menos. Eles acreditam que essa descoberta pode levar ao surgimento de uma nova linha de inibidores de apetite que podem agir com mais foco para as pessoas que apresentarem deficiência ou mau funcionamento das células que produzem o hormônio.

Fonte: UOL Científico

Assim, vale lembrar que o processo de emagrecimento envolve não só a disciplina com reeducação alimentar e exercícios físicos, como também o conhecimento do processo biológico de seu sistema. Quando existem taxas desreguladas, a dificuldade pode parecer maior. Procurar um profissional especializado é essencial nesta jornada.

Lembre-se: trate seu corpo com respeito e carinho! Conhecê-lo é o melhor caminho.

Mayara Baltar – Psicóloga CLINLIFE

CRP 01/16374

Emagreci: e agora como manter?

Emagrecer nem sempre é muito fácil e não importa se você precisava eliminar cinco ou cinqüenta quilos: as dificuldades são sempre as mesmas. Mas a sensação de chegar ao peso desejado, ter mais saúde e gostar do que refletido no espelho é o que importa.

Para isso é necessário uma boa reeducação alimentar, não apenas uma dieta com prazo de validade para acabar após atingir o peso desejado.  É necessário aprender a comer corretamente, de 03 em 03 horas, de forma moderada e suficiente para deixar o organismo alimentado. É isso que devemos levar para a vida inteira.

A manutenção do peso é muito importante para manter o corpo magro e essencial para a saúde, por reduzir o risco de doenças relacionadas a uma má alimentação como colesterol alto, triglicérides, hipertensão, diabetes, doenças do coração, dentre outras.

É, nesta fase que a maioria das pessoas encontra as maiores dificuldades, pois começam se permitir a incluir e retornar com velhos hábitos que não são saudáveis. Muito comum depois de atingido o objetivo darmos uma relaxada na dieta e achar que agora tudo volta a ser “liberado”, é aí que mora o perigo.

A consciência de que é necessário mudar hábitos alimentares e estilo de vida para se manter magro e saudável, é fundamental. Quando você aprende que o segredo é escolher alimentos corretos, equilibrar a dieta, praticar atividade física regularmente e beber bastante líquido, fica mais fácil se convencer da importância de adotar esses hábitos saudáveis por toda a vida.

E, ai com o passar do tempo o seu organismo se adapta aos novos hábitos adquiridos e você verá que poderá comer de tudo, em quantidade e freqüência adequada e se sentirá satisfeito sem alterar o peso.

Entender o que acontece no nosso corpo quando adquirimos quilinhos extras, ajuda a compreender a importância de ter uma alimentação saudável mesmo depois de ter emagrecido.

As células de gordura são formadas ainda na infância, quando você se alimenta de forma incorreta e acaba adquirindo peso, estas células incham, chegando a ficar seis vezes maior que o tamanho original. São estas células “cheias“, que multiplicadas, aumentam os depósitos de gordura corporal.

Por mais que você emagreça, as células de gordura adquiridas quando se ganha peso não morrem ou desaparecem, elas apenas encolhem, diminuem. Estas células te acompanham pelo resto da vida e ficam só esperando uma oportunidade ou um descuido seu para voltarem a inchar e se multiplicar.

Portanto, o tipo de dieta que você segue para reduzir o peso é um dos fatores mais importante para determinar o sucesso da manutenção do seu peso em longo prazo.

Alcimara Macieira

CRN: 4284

Nutricionista

Clinlife

É importante mudar!

Decidiu que quer emagrecer! Pense nas vantagens de ter saúde e emagrecer!

Comece escrevendo os motivos pessoais de ser magro e coloque na carteira, bolsa e ande com a anotação com você para ler a qualquer momento do dia e relembrar de sua meta que é ter saúde e emagrecer!

Lembre-se que emagrecer é uma escolha pela melhora da sua qualidade de vida! Não é por outras pessoas que a mudança é necessária e sim por você!

Inicialmente você passa pela fase em que se nega a necessidade de emagrecer e assim aumenta a possibilidade de desenvolver doenças cronicas não transmissíveis.

Então é importante buscar ajuda profissional para te auxiliar a traçar suas metas e trazer a realidade a respeito da sua saúde ou a falta dela!

Aconselho a leitura de livros que falam sobre a psicologia do emagrecimento pois este tem que ocorrer de dentro para fora! É pensar magro para ser magro.

Será necessário se despir de todo e qualquer preconceito em ser magro. Caso os maus hábitos pioraram e o peso subiu após algum trauma ou problema, trabalhe seu pensamento enxergando que comer mal não vai resolver nenhum problema.

Aliás, irá criar mais um problema que é engordar e perder saúde!

A partir de então você vai aceitar que precisa emagrecer e começar a ficar insatisfeito com seu peso e corpo.

Finalmente ocorre a conscientização de que é preciso mudar! Que assim não está bom e que as doenças irão começar a surgir!

A mudança de comportamento é alcançada a partir da aquisição de bons hábitos alimentares, através da Reeducação Alimentar.

Você provavelmente sabe que parte do conhecimento você tem; mas, o que você realmente coloca em prática do que você sabe?

Não adianta apenas saber, precisa trabalhar uma mudança de comportamento. Isso não significa que você nunca mais comerá a fritura ou a guloseima, mas terá conhecimento para entender como equilibrar a sua alimentação do dia a dia.

Ter uma Alimentação Saudável significa que precisamos consumir em quantidades adequadas todos os grupos alimentares. Para isso contamos com a Pirâmide Alimentar, nosso guia alimentar.

Enfim, para termos uma alimentação saudável devemos seguir a pirâmide alimentar, assim além de controlar o peso; garantimos uma boa nutrição e ficamos mais resistentes para enfrentar o dia a dia.

Déborah Pessoa

Nutricionista Clinlife

CRN: 6854

Melatonina- importante não somente na regulação do sono!

A melatonina é um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal e por um importante aminoácido chamado Triptofano.

Ela reduz a vigilância e diminui a temperatura corporal, induzindo assim ao sono, além de regular nosso relógio biológico.

No recém-nascido, ocorre naturalmente a liberação de melatonina após o fechamento dos olhos. Nessa fase, outra fonte de obtenção de melatonina é através do leite materno, ajudando a induzir o sono nos recém-nascidos após as mamadas.

Na adolescência, a melatonina é produzida em grande quantidade, porém na velhice há evidências de um declínio nos seus níveis de produção, por isso o idoso dorme bem menos.

Mas a melatonina é responsável não somente por regular nosso sono, ela tem também funções importantes a nível neuronal.

Isso se dá porque a melatonina é uma substância anti-radical livre, ou seja, um importante antioxidante.

Por ser capaz de atravessar a membrana que protege o cérebro, ela é de extrema importância na proteção dos neurônios contra as lesões provocadas pelos radicais livres.

Mas, você sabia que além da idade, o fator de estresse é também um grande vilão para diminuição de melatonina?

Isso porque uma pessoa sob forte estresse produz mais adrenalina e cortisol, aumentando assim a probabilidade de lesão nas células.

Além disto, a adrenalina e o cortisol induzem a formação de uma enzima capaz de destruir o Triptofano, antes que este atinja a Glândula Pineal, com isso a Melatonina não é fabricada, nem tampouco a Serotonina, podendo levar a aumento de peso e a depressão.

Além do nosso organismo produzir naturalmente a melatonina, podemos encontrá-la em alimentos como cebola, cereja, banana, cereais e em plantas aromáticas como hortelã, verbena, salva e o tomilho.

A melatonina é de suma importância em nossa vida. Para que ela seja produzida de forma natural em nosso organismo, além ingerir alimentos que contenham é importante também cuidarmos da nossa qualidade de vida, observando sempre nosso nível de estresse, bem como buscando meios e possibilidades de ficarmos sempre melhores conosco, lembrando sempre que nossa vida é aquilo que fazemos dela! Sendo assim, façamos nosso melhor em favor de nós!

Cristiane Froes

Psicóloga Clinlife

CRP:35.330

Manter – se magro: uma tarefa difícil, mas, possível.

Esse é um desafio para todas as pessoas que já passaram por um processo de emagrecimento e atingiram seus objetivos.

 

O tão famoso “efeito sanfona” ocorre em decorrência de um mecanismo compensatório do organismo na busca de armazenar em forma de energia o que “faltou” durante o período de baixa ingestão energética.

 

Durante as restrições alimentares ocorrem mudanças hormonais no organismo que estimulam posteriormente, a sensação de fome e contribuem para o hipometabolismo, ou seja, a diminuição da taxa metabólica basal.

 

O mais importante quando se atinge um objetivo de peso é manter o ritmo das atividades físicas e a alimentação balanceada por períodos maiores de tempo, para que o organismo vá se adaptando a nova realidade.

 

A questão emocional também está diretamente ligada a esse processo e deve ser incluída no tratamento para manutenção de peso.  Fatores ligados a genética também devem ser considerados, mas não devem ser usados como justificativa para quem perdeu peso e não conseguiu manter.

 

Portanto trace metas como objetivo tenha disciplina e força de vontade! E não se esqueça de quando atingir a meta, continuar se policiando para que os bons resultados sejam mantidos.

 

 

Fernanda Rocha Andrade

Nutricionista Clinlife

CRN 11.100

 

 

A corrida e seus benefícios na qualidade de vida

A corrida trás muitos benefícios, e você já deve saber. Mas será que realmente conhecemos todos os benefícios que a corrida pode nos proporcionar?

A corrida é uma atividade completa, envolvendo praticamente todos os músculos do nosso corpo. Tem relação direta com a degradação da gordura e o emagrecimento, e com a melhora das funções cardíacas e respiratórias. Mas, além disso, a corrida proporciona melhora da autoestima, da qualidade do sono, do humor, o que consequentemente melhora os níveis de ansiedade e alivia o estresse.

Quanto mais condicionado e oxigenado o organismo, maior a vascularização no cérebro, estimulando agilidade de raciocínio, a memória, a agilidade na tomada de decisões. Além de trazer enorme sensação de prazer e bem estar, físico e mental.

Diversos estudos afirmam também sobre a capacidade da prática da corrida em aumentar a longevidade. Ela melhora a absorção de oxigênio e reduz a pressão arterial. Diminui as taxas do colesterol LDL (conhecido como colesterol ruim), e estimula a produção do colesterol HDL (o colesterol bom). Ajuda ainda na prevenção da osteoporose, pois o impacto da força exercida dos músculos sobre os ossos aumenta a densidade óssea.

Atenção! Isso não significa dizer que quanto mais corrida melhor! E nem que a velocidade da corrida vai garantir mais anos de vida. É fundamental entender que cada um tem seu ritmo. É preciso conhecer e respeitar seus limites! Aí sim está sua garantia de muitos anos aproveitando todos os benefícios que corrida tem para você.

Quer começar? Procure seu médico e realize todos os exames necessários para sua segurança durante a atividade. Estando tudo bem, é hora de procurar um profissional de educação física, que vai planejar passo a passo seu treinamento e suas devidas progressões, garantindo muito sucesso nas pistas!

E aí, vamos correr?

Isabela Moura

Profissional de Educação Física

CREF 019931

Whey protein – benefícios reais

 

 

Muito se ouve falar do suplemento alimentar Whey protein e é um dos mais procurados e consumidos por atletas e praticantes de atividade física que buscam ganho e ou manutenção da massa muscular; bem como evitar o catabolismo que é a degradação da proteína muscular com a intenção de gerar energia.

O Whey protein é derivada da proteína do soro do leite sendo assim é desaconselhada para indivíduos que apresentam alergia à caseína que é a proteína do leite.

Já aqueles que apresentam intolerância à lactose se adaptam bem a esse suplemento nas versões isoladas e hidrolisadas em que há alto valor nutricional com baixos constituintes não protéicos como gorduras e lactose, apresentando também boa digestibilidade e baixo potencial alergênico.

O alto valor nutricional conferido ao Whey protein deve-se aos aminoácidos essências presentes, como: alanina, arginina, asparagina, ácido aspártico e glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, leucina, metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, triptofano e tirosina.

Todos esses aminoácidos são fundamentais ao organismo como um todo, potencializando o crescimento muscular (anabolismo) e manutenção do tecido ósseo, evitando também o catabolismo que é a utilização dos músculos como fonte de energia.

Mas para garantir que o processo metabólico aconteça de forma harmoniosa é necessário uma alimentação equilibrada e variada, não se esquecendo de valores calóricos provenientes dos carboidratos responsáveis por gerar energia e fazer com que todo esse processo aconteça sem prejuízos à saúde.

Jaqueline dos Anjos de Abreu

Nutricionista Clinlife

CRN – 4632

ÁGUA: VOCÊ TOMA ADEQUADAMENTE?

 

 

Uma pergunta que não pode faltar na anamnese nutricional é à respeito da ingestão de água!

 Sim! A ingestão hídrica é tão importante quanto a alimentação, mas nem sempre damos a atenção correta á ela!

Quando questiono ao cliente ou paciente quanto à pessoa ingere de água, sempre completo com a indagação “como você toma esta água?”

 Na maioria das vezes, me deparo com a situação de ingestão em grandes volumes e com uma freqüência baixíssima…

Neste momento percebo realmente que a pessoa ingere, 02 litros d´água, porém ingerindo 500 ml por vez!

Ou seja; a pessoa toma água 4x ao dia!

“Mas não está certo? Tomo os02 litros?” É a frase que sistematicamente ouço em seguida!

Respondo que sim! A necessidade para um adulto realmente são de02 a03 litrosde água ao dia, mas com a garantia de que serão “bem tomados”!

Quando digo “bem tomados”, gosto de lembrar que nosso corpo apesar de muito inteligente e perspicaz, é muito criterioso.

 Imagine! Se você está no trabalho, realizando várias atividades ao mesmo tempo para tudo funcionar bem e sair no horário programado, e seu chefe chega e joga uma pilha de trabalho em sua mesa o que você faz?

 Você não concorda que um volume muito grande de serviço não será bem executado?

Assim funciona nosso metabolismo.

 Se mandarmos uma grande quantidade de serviço, neste caso um volume de água de uma vez só, nosso metabolismo não consegue trabalhar adequadamente, na maioria das vezes ele acaba excretando em forma de urina por não conseguir metabolizar bem.

 Ou seja; você tomou, mas seu corpo não conseguiu utilizar porque foi em um volume muito grande.

 Lembrando que as papilas gustativas precisam identificar esta ingestão de água para que se desfaça no cérebro o estímulo da sede, então quando se toma muito rápido a água, ainda se tem aquela sensação de sede que volume nenhum vai fazer passar.

 Em alguns casos sugiro inclusive que o primeiro gole de água seja bochechado para auxiliar neste sintoma.

 Lembrando também que muitos casos de edema, são caracterizados justamente pela baixa ou inadequada ingestão de água. E a justificativa também é simples! “Se meu corpo precisa de água e eu oferto baixa quantidade ou de forma inadequada, meu corpo tende  conter água em forma de inchaço!”

 E esta condição ainda pode ser agravada com tendências genéticas e com o uso de alguns medicamentos.

 Então, você já imaginou o sacrifício  que você expõe seu corpo diariamente!?

Pelo simples fato de não ingerir água adequadamente?

 Para auxiliar  vou dar uma dica que uso sempre, e que denominei sendo a “terapia da água”! Consiste em consumir 04 garrafinhas de 500ml de água ao dia, sendo uma pela manhã até o horário do almoço, duas  no período até o entardecer e mais uma finalizando seu dia.

Importantíssimo dizer que esta ingestão é impreterivelmente em pequenos goles, para favorecer o aproveitamento metabólico.

 Tente em casa por 01 semana e os benefícios serão inúmeros. Garanto à você que se sentirá mais disposto,com funcionamento intestinal favorecido, mais leve e com certeza menos inchado! Lembrando que inchaço também pesa na balança!

Amanda Batista Neves Oliveira

 Nutricionista Clinlife

CRN 8070