A MUSCULAÇÃO PODE RETARDAR O ENVELHECIMENTO?

 

A musculação pode ser considerada como uma das atividades campeãs na promoção de saúde e qualidade de vida. Os seus inúmeros benefícios transcendem aos fatores estéticos, como comumente visto. São comprovados os benefícios do treinamento resistido como coadjuvantes no tratamento da hipertensão, osteoporose e diabetes; no combate à sarcopenia (perda natural massa muscular em decorrência da idade); na correção de problemas posturais; na aceleração do metabolismo e emagrecimento; no fortalecimento do sistema imunológico; na melhoria dos padrões ventilatórios; bem como na melhora do humor, libido e autoestima.

Todavia, novas descobertas vêm atraindo a atenção da comunidade científica com relação ao treinamento resistido. Recentes estudos têm comprovado a eficácia das atividades físicas no retardo ao envelhecimento humano, fato que levou alguns dos seus pesquisadores pioneiros a ganhar o prêmio Nobel de medicina no ano de 2009. O comprimento dos telômeros, principalmente das células brancas – leucócitos – têm sido apontados como marcadores fidedignos do envelhecimento humano, fato muito interessante uma vez que nem sempre a nossa idade cronológica corresponde à nossa idade bioquímica.

Telômeros são estruturas constituídas por fileiras de DNA, formando a extremidade dos cromossomos. Sua principal função é manter a estabilidade estrutural dos mesmos, funcionando como protetores para que as informações genéticas (DNA) sejam perfeitamente copiadas quando as mesmas se duplicam. A cada vez que se dividem os telômeros são ligeiramente encurtados, visto que não se regeneram, chegam a um ponto que de tão curtos não são mais capazes de realizar corretamente a replicação dos cromossomos, fazendo com que a célula perca parcialmente a sua capacidade de divisão, o que pode ser descrito como o mecanismo do envelhecimento propriamente dito.

Os estudos têm demonstrado que exercícios resistidos associados à a dietas ricas em substâncias antioxidantes protegem os telômeros, mantendo-os longos por mais tempo, retardando assim o processo do envelhecimento.

Outro estudo sobre os efeitos dos exercícios resistidos em idosos constatou que além do aumento na força e hipertrofia muscular, também houve o aumento da expressão gênica em 179 genes diferentes. E com esse aumento ocorreu uma alteração no perfil genético muscular, resultando em um rejuvenescimento desse perfil, colocando os idosos estudados sob o ponto de vista muscular, no mesmo nível de indivíduos mais novos.

Que tal utilizar essa importante ferramenta para se manter mais jovem e saudável? Busque sempre orientação adequada e bons treinos!

Rafael Rodrigues de Faria

CREF: 011028 G/MG

Profissional de Educação Física – Clinlife

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