A vida é feita de instantes e incertezas

No dia a dia não ficamos pensando na incerteza que é nossa a existência humana, pois afinal seria muito angustiante para qualquer um. Mas a grande realidade é que não sabemos ao certo o que virá na hora seguinte, no dia seguinte, na próxima estação, no findar do ano entre outras coisas.

 Apesar de tentarmos imaginar como será o registro da próxima linha de nossa história de vida e escolhermos letras e formas, não está tudo em nossas mãos. A vida não nos oferece certezas de espécie alguma, o garantido é apenas o momento que vivemos.

É preciso aprender a ajustar as velas para navegar nas ondas do mar da existência respeitando a força dos ventos, tempestades e turbulências, mas, além disso, admirar os dias de céu claro e maré mansa.

O respeito e prudência diante das viradas de página e fechamento de ciclos são indispensáveis, assim como os olhos atentos para contemplas os melhores momentos.

Quando eventos desagradáveis nos acontecem de forma abruta em um dia comum, percebemos que nada nos pertence nem está sob nosso controle.

A vida é feita instantes e incertezas. De flores que nos provam a poesia da natureza e orações ao raiar do dia. De beijos de boa noite e a lembrança de alguém que se foi. De cheiro de carinho de mãe, e dia começando com gosto de café da manhã. De crenças e descrenças. De intempéries e esperança. De finais e recomeços.

Ao recomeçarmos a nossa história, mesmo que tentemos fazer tudo igualzinho, os recomeços sempre são distintos, diferentes, e nem por isso piores.

O problema é que nos apegamos ao que vivemos (sendo bom ou ruim) e queremos perpetuar aquilo que já nos habituamos a viver o novo nem sempre é visto como bem vindo.

Mas com o tempo as coisas se findam, e mesmo que fique a saudade, agora outras vivências estão por vir.

E quando essa constatação é feita, torna-se necessária, sabedoria para aceitar o novo tempo, as novas oportunidades, os novos horizontes, os novos ares.

A tristeza que muitas vezes precede o final de cada ciclo pode ser amenizada pela percepção da oportunidade no inicio do  novo ciclo.

É necessário que a fé e a coragem sejam permanentes, para que possamos navegar no mar da vida, manejando velas e leme para alterar nossa rota quantas vezes forem necessárias.

Que possamos ver o novo com olhares de esperança. Mas não um olhar que espera que as coisas aconteçam, mas sim, como olhos que sabem que apesar das incertezas, escolhem serem autores de sua história apesar das contingências externas.

Temos uma grande responsabilidade com nossas crianças, pois devemos educá-las para navegarem neste mar com olhos atentos que possam perceber a delicadeza e a beleza de cada instante. Afinal como diria o poeta o que se leva desta vida é o que se vive!

Thais Martins Santos

Psicologa da Clinlife

CRP 04 24 638

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