Alimento em conserva: até que ponto consumir é saudável?

Palmitos, ervilhas, cogumelos, milhos, cebolas, azeitonas, atum, sardinha, alcachofra… prontos para o consumo! Existe uma infinidade de alimentos considerados ‘coringas’ na hora de preparar uma refeição. Eles incrementam, dão sabor e não requerem trabalho na hora de manusear um prato. Mas, será que compensa comprar? São saudáveis mesmo?

Claro que, se você optar por um legume, verdura ou fruta fresquinha e, de preferência, sem adição de agrotóxicos é bem mais saudável e o seu organismo vai agradecer. Mas, sabemos que a realidade é outra e os industrializados fazem, cada vez mais, parte da nossa rotina diária.

As conservas são nutritivas sim e seguras para o consumo desde que estejam bem armazenadas, de preferência, em recipientes de vidro para que você veja o produto todo. O importante mesmo é não se preocupar somente com a aparência. Deve-se ficar atento na quantidade de sódio que são acrescidos para prolongar a validade e realçar mais o sabor.

O sódio é uma substância presente no sal e está presente na maioria dos alimentos industrializados sejam eles doces ou salgados. Para a saúde, o excesso de sódio é prejudicial por aumentar a retenção de líquidos, que causa inchaço, aumento da pressão arterial e compromete a saúde do coração. Em longo prazo, o estrago pode ser grande, principalmente em casos de pessoas com excesso de peso.

O ideal é ter um consumo moderado de produtos industrializados. Para amenizar os efeitos colaterais causados pelo excesso do sódio a dica é dispensar a água da conserva e dar um banho de água filtrada nos vegetais e grãos antes de consumir. Se for guardar o restante o ideal é deixá-los imersos na água da conserva para preservar o sabor. No caso do atum ou sardinha é melhor preferir as versões na água já que oferecem menos risco e baixo valor calórico.

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Christiane Veloso

Nutricionista Clinlife

CRN 8158

 

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