Atenção e Memória

Estas duas funções cognitivas estão intimamente relacionadas e são responsáveis por várias tarefas que realizamos todos os dias.

Mas a grande maioria das pessoas acaba por atribuir todas as suas queixas a função de memória, sem considerar que a memória é resultado de um aprendizado e assim sendo, necessita de funcionamento adequado de outras funções.

ATENÇÃO

A atenção é a função cognitiva básica para que diversos comportamentos possam ser realizados. Um nível de atenção adequado pode representar o sucesso ou não de diversas atividades tais como: assistir um filme e compreendê-lo; manter o foco de conversação em um ambiente ruidoso. Sem mencionar que a atenção é um pré-requisito fundamental para o processo de aprendizagem e conseqüentemente de memorização.

Por atenção deve-se entender que é a seleção e manutenção de um foco, seja de um estímulo ou informação, entre as infinitas que se está exposto através dos sentidos, memórias armazenadas e outros processos cognitivos.
Podemos de forma didática separar para estudar e avaliar os diferentes aspectos da atenção da seguinte forma:

  • Atenção seletiva: quando o indivíduo escolhe um estímulo ao qual prestará atenção, por exemplo, ler um livro ao invés de assistir tv, mesmo que esta esteja ligada e faça ruídos ao fundo;
  • Atenção dividida: caracteriza-se pela capacidade do indivíduo em prestar atenção em mais de um estímulo ao mesmo tempo, por exemplo, conversar enquanto dirige um veículo, trabalhar no computador enquanto atende ao telefone;

A atenção depende de inúmeros fatores, desde a o interesse ou ânimo por algum assunto, até as dificuldades específicas, como quadros de ansiedade e medo.

MEMÓRIA

A memória é uma das funções cognitivas mais presentes no cotidiano de uma pessoa. Através da função de memória pode-se armazenar informações, lembrar delas e utilizá-las em momentos que se fizerem necessárias. O bom funcionamento da memória depende inicialmente do nível de atenção, mas também da capacidade de percepção e associação que são  importantes para que as informações possam ser armazenadas com sucesso.
Mas apesar do conceito de memória ser único, tem-se várias formas de classificá-la inclusive, de acordo com a duração e os tipos de informação envolvidos:

  • Memória de curto prazo: ou memória de trabalho, armazena (numa quantidade limitada) informações por alguns minutos. A memória de trabalho possibilita, por exemplo, uma pessoa discar um número de telefone que alguém acabou de lhe dizer ou repetir algumas frases de um texto lido naquele exato momento.
  • Memória de longo prazo: tem uma capacidade maior para o armazenamento de informações, que permanecem com o indivíduo durante longos períodos, podendo até ficar guardadas indefinidamente. Um dos exemplos mais comuns desse tipo de memória são as lembranças de fatos ocorridos na infância, o aprendizado de conteúdos escolares.

A memória de longo prazo pode ser dividida nos seguintes tipos:

Memória episódica: fazem parte desse conjunto os eventos vivenciados pela pessoa que os recorda, em um determinado tempo e lugar. A memória episódica é constituída por lembranças autobiográficas que representam um significado importante para o indivíduo.

Memória semântica: corresponde ao conhecimento de fatos da vida em geral, como o idioma falado, o significado das palavras, o nome de objetos e que não têm qualquer ligação com as experiências dotadas de algum tipo de emoção.

Memória procedural: esse tipo de memória é ligado ao conhecimento de procedimentos corriqueiros e automáticos, por exemplo, lembrar como se toca um instrumento musical, andar de bicicleta, vestir-se, etc.

Os prejuízos que aparecem no funcionamento da memória podem ser decorrentes de fatores tais como idade, o estresse emocional, a depressão e problemas de ordem física.

Thais Martins Santos

Psicóloga da Clinlife

CRP 04 24 638

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