Autoestima real em um mundo digital irreal!

Atualmente a cobrança para sermos felizes 24 horas por dia é imensa.

No Facebook e Instagram só vemos os bons momentos, os melhores ângulos, o que deu certo.

Tudo bem querer compartilhar as alegrias, o sucesso, mas a verdade é que a vida não é feita só de bons momentos.

Sim, essa é a realidade, e entender isso traz até um certo alívio.

“Seja feliz!”, mensagens que prometem a possibilidade de manter para sempre um estado emocional imutável e que tentam deixar sentimentos naturais como tristeza, ansiedade, e frustração em baixo do tapete ou longe demais não me convencem…

Sem perceber entramos em uma eterna comparação, e uma comparação desumana já que só é mostrado o prazer, a alegria a felicidade.

E autoestima que se baseia só na comparação não é verdadeira, não pode ser perene.

O que fazer para amenizar o impacto de tudo isso?

Auto-compaixão é uma dessas ferramentas.

“Quais são as minhas necessidades básicas e reais?”

Isso não tem nada a ver com egoísmo, muito pelo contrário, quando atentamos para nossas necessidades nos tornamos mais pacientes, tolerantes, e abertos para todas as solicitações externas. Desenvolvemos a compaixão.

Quando a gente sabe das nossas verdadeiras necessidades e age de forma alinhada com elas, estamos demonstrando respeito, auto-compaixão.

Assim fica muito mais fácil lidar com as demandas cotidianas, já que estamos mais disponíveis e dispostos.

Dispostos para ir atrás dos nossos sonhos e objetivos de uma forma realista, sabendo que vamos enfrentar obstáculos, mas que no final, fortalecerão nossa autoestima.

Paula Oliveira

CRP 04/34982

Psicóloga Clinlife

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