Bebida alcoolica faz bem?

Vários mecanismos tentam explicar o efeito protetor do álcool na saúde coronariana: aumento do HDL-colesterol, diminuição do LDL-colesterol, redução da agregação plaquetária, além de modulação da inflamação. Por outro lado, efeitos antiaterogênicos, antitrombóticos e a regulação da função endotelial podem ser atribuídos aos polifenóis e outros constituintes, com propriedades antioxidantes, encontrados no vinho e na cerveja.

Estudos recentes analisaram o consumo moderado de vinho e cerveja e relacionaram com biomarcadores da doença cardiovascular. A ingestão de bebida alcoólica elevou os níveis de HDL-colesterol, Apo lipoproteína A1 e Adiponectina. Ainda, provocou redução nos níveis de fibrinogênio, porém, sem alterações nos níveis de triglicerídeos.

Assim, bebidas como o vinho e a cerveja possuem outras propriedades capazes de provocar efeitos benéficos ao organismo. O vinho tinto, por exemplo, possui quantidades generosas de antocianinas, composto este com característica protetora do sistema cardiovascular. A cerveja, por sua vez, possui em sua composição aminoácidos, vitaminas do complexo B, ácido fólico e selênio. Além disso, possui uma concentração de procianidinas (encontradas em frutos vermelhos), epicatequinas (presentes no chá verde) e ácido ferúlico maior que o vinho branco, o que confere capacidade de reduzir a agressão às células provocadas pelos radicais livres.

No entanto, doses excessivas de etanol produzem conseqüências negativas ao organismo. O consumo elevado de bebidas alcoólicas causa danos às células do fígado, o que pode provocar acúmulo de gordura no fígado (Esteatose Hepática), Hepatite Alcoólica, Cirrose Hepática e Câncer de Fígado. Ainda, pode causar inflamação do pâncreas (Pancreatite), necrose das células pancreáticas e Câncer de Pâncreas. Se ainda não faltassem problemas, a ingestão elevada de etanol aumenta o risco de hipertensão, diabetes, dislipidemia e obesidade abdominal.

Apesar de novos estudos indicarem que o consumo moderado de bebidas alcoólicas, como cerveja e vinho traz benefícios à saúde cardiovascular, ainda a melhor opção é a adoção de uma alimentação que contemple os nutrientes e compostos bioativos presentes nessas bebidas. O conceito de “moderado” depende da interpretação de cada um e, principalmente, da individualidade bioquímica do paciente. Existem diferenças como sexo, idade, metabolismo, genética e estado nutricional entre os indivíduos. Uma dose considerada como moderada para aquela pessoa pode ser extremamente prejudicial para outra.

Dessa forma, procure sempre consumir frutas e legumes – estes são os melhores aliados na prevenção de doenças.

Texto adaptado

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