Como cuidamos de nossos problemas

O que a lagarta chama de fim do mundo, o homem chama de borboleta.

Richard Bach

A forma como “cuidamos” dos problemas vai mostrar a perspectiva que temos inclusive da forma de resolvê-lo. Algumas formas de realizar esta tarefa são as seguintes: sabotagens, trapaças e escudos fazem parte de um sistema derrotista, que acaba levando o indivíduo a manter um problema vida afora.

Apesar de constituírem um sistema cada uma dessas maneiras tem suas próprias características. Será que você sabe qual é a diferença entre elas? Pois bem vamos tentar esclarecer um pouco sobre cada uma delas.

O escudo é algo ou alguém que a pessoa coloca entre si e a situação evitada para manter um problema. Por exemplo: uma pessoa com dificuldades de se relacionar afetivamente pode dar como desculpas o filho, o trabalho, a prova do dia seguinte, o excesso de peso e assim por diante, para não se envolver com alguém.

A trapaça é uma conduta estimulada pelo grupo social, mas que mantém a pessoa dentro de um esquema de vida prejudicial. Por exemplo: uma pessoa que trabalha quinze horas por dia, sete dias na semana, frequentemente recebe elogios por ser trabalhadora, enquanto suas relações familiares vão afundando. Ou uma pessoa que está sempre cuidando dos outros é elogiada por ser generosa, mas enquanto isso a sua vida pessoal está sendo deixada de lado.

A sabotagem são as condutas que a pessoa ou o grupo sabe que vai levá-la ao fracasso. Condutas típicas de sabotagem são adiar, esquecer, negligenciar, etc.Um exemplo típico disso é quando prometemos que vamos iniciar a dieta no dia seguinte, ou na semana seguinte e este dia nunca chega. Ou mesmo quando dizemos que vamos comer apenas um pedacinho e não conseguimos reconhecer o tamanho que este pedacinho acaba ficando negligenciando o objetivo que temos de melhorar a nossa qualidade de vida.

Pense em um problema seu e veja se você está usando alguém como escudo e quais são suas trapaças e sabotagens. Um problema que persiste é geralmente uma maneira de evitar intimidade, desfrutar, ter êxito, autonomia e dessa forma tornar-se um vencedor. Essas são as fontes para obtermos a plenitude da nossa existência.

Os problemas persistem porque as pessoas  muitas vezes  mão se permitem o  direito de serem felizes . Então, seus problemas funcionam como penitência ou castigo.

Thais Santos Martins

CRP – 04.24638

Psicóloga – Clinlife

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