Contribuições da Psicologia para a Qualidade de Vida

O termo “Qualidade de Vida” tornou-se um conceito que abrange diversas áreas, podendo ser intelectual, espiritual, física, mental ou financeira. Na perspectiva Psíquica, Qualidade de Vida  depende totalmente da personalidade de cada um e tal como para as outras perspectivas, defini-la é uma tarefa complexa, dada a falta de unanimidade sobre o seu significado e à utilização de diferentes termos, que embora não definam Qualidade de Vida sob a perspectiva psicológica, apontam, para essa direção, como é o caso de felicidade e satisfação com a vida, estado de ânimo.

O conceito de  Qualidade de Vida na perspectiva da psicologia se refere a   autoestima e respeito pelo seu semelhante, a saber ultrapassar as adversidades da vida mantendo o equilíbrio mental, a saber aproveitar os momentos de felicidade, a saber manter relações sociais, a ter boas expectativas em relação ao futuro,  ser fiel a si próprio.

Qualidade de vida encontra-se, assim, dependente do indivíduo e da sua interação com os outros e com a sociedade. Neste sentido, para a OMS (1995) a “Qualidade de Vida é a percepção que o indivíduo tem da sua posição na vida, no contexto da cultura e do sistema de valores nas quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações.” Os critérios para avaliar Qualidade de Vida pelo viés  psicológico são, por exemplo, os relacionados com a imagem corporal, a atividade profissional, a capacidade para realizar atividades de vida diárias, a mobilidade, a capacidade para manter relações com os outros, a saúde e os aspectos que cada um considera contribuir para a sua felicidade.

Os avanços tecnológicos na medicina auxiliaram bastante a aumentar a longevidade da população e, durante um bom tempo, o foco mudou para “quantidade de vida” ao invés de “qualidade de vida”. Melhorar as técnicas para fazer diagnósticos mais precisos faz parte dessa evolução, mas o que dizer sobre viver a vida sem ansiedade, estresse ou tensão constante?

Para a maioria das pessoas que levam uma vida considerada comum hoje em dia, ou seja, conciliada entre trabalho, cuidar da casa, estudo, entre outras tarefas, o desejo mais comum é conseguir administrar a ansiedade e baixa autoestima gerada pelo estresse do dia a dia. Embora não seja considerado uma doença de fato, o estresse pode desencadear doenças neuropsiquiátricas como depressão e transtorno da ansiedade, e sentimentos de baixa autoestima, de culpa, desânimo e falta de motivação.

Ter dúvidas, dificuldade de compreender certas situações ou se sentir com baixa autoestima é perfeitamente normal para qualquer ser humano. O problema começa quando essas condições são frequentes e impedem a realização de tarefas simples, afetando a Qualidade de Vida. Se sentir necessidade de “colocar as ideias no lugar”, procure um psicólogo com o qual se sinta bem e confortável. Certamente será peça importante na busca por equilíbrio em todas as áreas da vida.

 

Thais Martins Santos
CRP 04/ 24-638
Psicóloga 

Related posts:

  1. Autoestima: Um forte aliado para o emagrecimento e a qualidade de vida!
  2. A Reserva Cognitiva e a Qualidade de Vida
  3. QUALIDADE DE VIDA PARA QUE?
  4. Mudanças que contribuem para a Qualidade de Vida
  5. Sejam bem vindos ao + Mais Qualidade de Vida!

Envie um comentário

Seu email não será divulgado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*


3 − = 1