CREATINA e suas funções

Após a liberação da comercialização da creatina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), retoma-se o foco nesse suplemento muito utilizado para melhora da performance de atletas.

A creatina é uma amina nitrogenada encontrada no músculo esquelético, formada no fígado, rins e pâncreas a partir de três aminoácidos: arginina, glicina e metionina. Pode também ser fornecida na alimentação, através da ingestão de carnes. Há tempos a creatina é estudada em esportes de alta intensidade.

Após sua absorção a creatina plasmática é distribuída para vários tecidos corporais, principalmente músculo esquelético, nesta forma constitui uma reserva de energia para a rápida regeneração do trifosfato de adenosina (ATP), em exercícios de alta intensidade e curta duração. Este nutriente é capaz de melhorar a força e potência muscular, além de auxiliar na hipertrofia e ganho de massa magra.

A suplementação de creatina deve ser feita de maneira crônica, por no mínimo 12 semanas para aumentar a massa magra. Além disso, estudos recentes demonstram que a suplementação de creatina pode ainda possuir propriedade antioxidante e pode ser benéfica em certos acometimentos neuromusculares, doenças crônico-degenerativas e controle da glicose sanguínea.

No entanto, o uso da creatina no controle da glicose sanguínea em diabéticos tipo 2, está sendo estudada e relacionada com o maior recrutamento de GLUT-4 (uma proteína responsável pela “entrada” da glicose na célula).

Seguindo essa linha, a creatina também vem recebendo atenção em estudos que demonstram seus efeitos neuroprotetores, como na doença de Parkinson e Alzheimer.

Vale lembrar que apesar da liberação de sua comercialização, seu uso deve ser bem orientado e adequado às necessidades e à individualidade bioquímica. Deve ser prescrita por um profissional capacitado, e a quantidade a ser prescrita depende do objetivo e da intensidade do exercício físico.

Adaptado: www.ethika.com.br

 

 

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