A dança e a Saúde Psíquica

Em todo ser humano está registrada uma dança, aquela dos gestos, do ritmo cardíaco, do ritmo biológico que anima e pulsa nos indivíduos.

Através deste gesto podemos ser nós mesmos, expressando e experimentando novas formas que nos permitem modificar os comportamentos que geram o mal estar físico ou psicológico.

A linguagem corporal pode ser meio de comunicação e busca para ampliar a consciência sobre si mesmo.

A dança é energia vital, rios criativos que nos colocam na relação com nossas emoções na forma corpórea, concreta. A dança dá corpo às emoções de forma saudável.

A dança possibilita que a pessoa tenha maior consciência de si e oportunizar entrar em contato com partes profundas de si, com sentimentos muitas vezes difíceis de serem expressos verbalmente, e a explorar novas formas de ser e de sentir. Desta forma inicia-se uma expressão de forma mais fluida, que passa a se escutar sem muitos julgamentos.

Na dança vista como forma de expressão terapêutica não existe a idéia de dançar como exibição, “somos dançarinos e espectadores de nós mesmos” e os movimentos não se baseiam em um desenho externo e formal de passos; a atenção é colocada em “como nos sentimos”. A partir disso há uma escuta interna que possibilita melhorar a comunicação intra e interpessoal.  A partir do desenvolvimento e aperfeiçoamento dessa escuta interna, podem-se encontrar um modo de expressão respeitosa ao próprio limite e às próprias possibilidades. Assim, uma forma pessoal do movimento nasce da vida interna. Desperta-se desta maneira a dança que existe dentro de cada pessoa.

Uso da dança e do movimento como instrumentos pode auxiliar bastante no processo terapêutico uma vez que pode promover a integração emocional, cognitiva, física e social do indivíduo.

Thais Martins Santos 
Psicóloga
CRP-04/24638

 

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