Disbiose Intestinal: desequilíbio entre o corpo e meio externo

Disbiose intestinal ocorre quando o seu intestino produz uma maior quantidade de bactérias maléficas (que fazem mal para sua saúde) do que as bactérias benéficas (que fazem bem para a sua saúde). Esse desequilíbrio pode vir a provocar: gases, azia, má digestão, intestino preso, além disso, esse desequilíbrio pode diminuir sua defesa e em estágios críticos poderá causar: Artrite reumatóide, acne, urticárias, depressões, celulite.

 

A Disbiose pode ser consequências das seguintes situações: uso de medicamentos (principalmente antibióticos), estresse, uso de laxantes, infecções, dieta inadequada, constipação intestinal. Estas situações farão com que haja um desequilíbrio desta população bacteriana.

 

O indivíduo que esteja com desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) não irá absorver os nutrientes, causando uma deficiência crônica provocando “fome celular”. Para que o nutriente seja absorvido é necessário que haja uma série de condições e de sincronicidade de processos bioquímicos e fisiológicos no intestino!

 

Dicas Nutricionais

  • Evitar:

deve-se evitar corantes, conservantes, glutamato monossódico, carnes vermelhas e alimentos gordurosos. Alguns alimentos como leite, ovos, soja, açúcar branco e embutidos também devem ser evitados. Frutos do mar e alimentos ricos em glúten podem não ser desejáveis dependendo da gravidade do problema.

 

  • Preferir:

A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura, couve-flor, repolho, chicória, além de frutas, farinha de banana, arroz integral e leguminosas. Também devem ser usados produtos contendo probióticos (microorganismos vivos que melhoraram a flora intestinal) como leites fermentados e iogurtes especiais

 

Tratamento da disbiose:

 

Os probióticos são usados na medicina humana para prevenção e tratamento de doenças, na regulação da microbiota intestinal, em distúrbios do metabolismo gastrintestinal, como imunomoduladores, e na inibição da carcinogênese.

 

A glutamina age na nutrição da mucosa intestinal e nas células do sistema imunológico, diminuindo a apoptose (morte das células), mantendo a integridade da célula e dificultando a passagem de bactérias patogênicas através da mucosa, associado à manutenção da flora intestinal pelos probióticos.

 

Prebióticos servem como “alimento” para estes microorganismos, ajudando desta forma no aumento das bactérias benéficas e no decréscimo das bactérias maléficas. Os prebióticos mais conhecidos são os frutooligossacarídeos (FOS).

 

Uma parede intestinal íntegra e saudável é fundamental na seleção natural dos nutrientes absorvidos, não só dos necessários, mas também de substâncias estranhas ao organismo. Desta forma é possível dar condições ao meio interno para reagir ao meio externo.

 

Importante ressaltar que não existe dieta ortomolecular, o que existe é dieta específica a cada necessidade do paciente.

 

Déborah Pessoa

Nutricionista Clinlife

CRN 6854

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *