Disbiose intestinal

 

Transtorno no qual as bactérias da flora normal ficam em minoria e o organismo torna-se debilitado já que a capacidade de defesa orgânica diminui.

Quando estamos diante de um quadro de flora intestinal anormal, teremos a reabsorção de toxinas do lúmen intestinal. Estas toxinas caem na circulação portal e podem produzir efeitos farmacológicos. E a presença no cólon de fezes putrefativas, gera placas duras e aderentes na mucosa intestinal, liberando toxinas para todo o organismo.

 

Tratamento:

Evitar:

  • Evitar corantes, conservantes, glutamato monossódico, carnes vermelhas e alimentos gordurosos.
  • Alguns alimentos como leite, ovos, soja, açúcar branco e embutidos também devem ser evitados.
  • Frutos do mar e alimentos ricos em glúten podem não ser desejáveis dependendo da gravidade do problema.

 

Consumir:

  • A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura , couve-flor, repolho, chicória, cebola, alho e alho-poró, além de frutas, farinha de banana, arroz integral e leguminosas.
  • Zinco: envolvido com o crescimento e regeneração do epitélio intestinal (abacaxi, ameixa, maça, manga, uvas, pêra, abóbora, acelga, alface, agrião, cenoura, couve, tomate, arroz integral, aveia, soja, lentilha, ameixa seca, castanhas).
  • Vitamina E: importante para a manutenção da integridade da membrana celular (óleos vegetais – amendoim, soja, palma, milho, cártamo, girassol – e o gérmen de trigo).
  • Vitamina A: melhora a função da barreira intestinal (fígado, leite, gema de ovo, sardinha, abacate, acelga, tomate, couve, cenoura, mamão).
  • Vitamina B5: associado à cicatrização da mucosa (carnes, ovos, frutas, cereais e verduras, sendo encontrada, praticamente, em todos os alimentos).
  • Ácido fólico: essencial para a formação de microvilosidades (brócolis, tomate, rúcula, couve, caju, cogumelos, pitanga).
  • Vitamina C: antioxidante intestinal (acerola, laranja, kiwi, goiaba, mamão, limão, morango).
  • Complexo gama-orizanol: envolvido na restauração da permeabilidade intestinal (farelo de arroz integral, milho e cevada)
  • Glutamina: utilizada como fonte energética para os enterócitos.
  • Fibras produzem ácidos graxos de cadeia curta que são fonte de energia para as células do cólon.
  • Prebióticos (Inulina e FOS): estimulam seletivamente o crescimento de bactérias benéficas reduzindo as bactérias patogênicas do trato gastrintestinal. Fontes: alho, cebola, aspargos, chicória, alcachofra, banana, cevada, tomate.
  • Probióticos (Lactobacillus):  estimulam a multiplicação de bactérias benéficas reforçando os mecanismos naturais de defesa do organismo. Benefícios: controle da microbiota intestinal, estimulação do sistema imune, alívio da constipação, aumento da absorção de minerais e produção de vitaminas.

Juliana Castilho

Nutricionista Clinlife

CRN 4524

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