Do isolamento à fobia

Se você, desde que engordou, tem se afastado de amigos e familiares para evitar constrangimentos, saiba que é preciso mudar, pois nesse caso o excesso de peso está prejudicando a sua saúde e as suas relações sociais!

Todos sabem  que a nossa cultura valoriza o culto à magreza, principalmente a feminina, e qualquer sinal de sobrepeso pode tornar a pessoa uma vítima de comentários discriminatórios. Essa situação, muitas vezes, leva quem está fora desse padrão a evitar situações sociais e deixar de frequentar ambientes por se sentir incomodado com o que os outros vão pensar sobre seu corpo.

Enquanto para algumas pessoas essa forma de confinamento é fruto de uma escolha consciente, para outras pode ser consequência de um quadro de fobia. Saber diferenciar os tipos de isolamento é fator decisivo para tratar o problema.

De um modo geral, a fobia é um medo infundado, motivado por algum objeto ou situação real ou imaginária. Normalmente, inicia-se na infância ou na adolescência, tem evolução crônica e só desaparece com tratamento. Caracteriza-se pela forte reação de ansiedade diante de uma determinada situação, sempre que ela ocorre.

Sintomas visíveis
A fobia social traz grandes prejuízos ao campo pessoal. Quem apresenta o distúrbio deixa de conviver com grupos de amigos e sente-se mal ao frequentar o ambiente educacional e até de trabalho. Também evita praticar esportes coletivos e ir à academia. Todos esses comportamentos são adotados com o intuito de se esquivar do contato com outros indivíduos, que são percebidos como ameaçadores. Quando precisa enfrentar esse tipo de situação, o fóbico sente fortes reações de ansiedade, como calafrios, tonturas e azia. Esses sintomas aumentam ainda mais o temor de vivenciar experiências semelhantes no futuro e provocam mudanças, em sua trajetória de vida, para barrar qualquer relação social. O tratamento adequado nesses casos é a psicoterapia, que ajuda a resolver os conflitos e prevenir recaídas.

“Todos nós precisamos do contato social para que possamos desenvolver os valores morais, além de preservar a garantia de uma vida plena. Qualquer forma de isolamento pode trazer prejuízos, principalmente o que é gerado pela vergonha do excesso de peso”, afirma a psicóloga Sandra Tereza Gonçalves Orsolano do Hospital das Clínicas, de São Paulo.

A psicóloga ainda ressalta que a melhor técnica para se livrar da fobia e recuperar a autoestima está na vontade de virar o jogo e, principalmente, coragem para enfrentar os desafios. Mas quando a pessoa está deprimida demais, é fundamental o auxílio de um especialista.

“O resultado do tratamento depende da capacidade que a pessoa tem de mudar a visão negativa do mundo, principalmente em relação ao controle emocional, pois é preciso aceitar o sentimento de insegurança. Quem não assume as suas emoções acaba acelerando a mente, deixando- a mais agitada e transformando a incerteza em fobia e até pânico”, diz.

Algumas dicas são fundamentais:
1
Reconheça que você precisa de ajuda para vencer os seus problemas. Consulte um especialista e seja honesto. Não é vergonha encarar os fatos de forma concreta;
2 Não se afaste dos amigos e muito menos da família, pois são eles os elementos fundamentais para o tratamento, além de fazer parte do ciclo social da sua vida;
3 Tente relacionar-se com pessoas que passam pelo mesmo dilema. Dessa forma, será possível trocar experiências e encontrar soluções para as dificuldades (PARTICIPE DO WORKSHOP DE EMAGRECIMENTO DA CLINLIFE!);
4 Vá a festas e eventos sociais, mesmo durante o processo de emagrecimento. Antes, porém, saboreie uma fruta para aliviar a fome. Seja firme no seu objetivo;
5 Aceite a possibilidade de perder e não queira ultrapassar as barreiras de qualquer forma. Cada etapa do processo é lenta, mas válida, pois o benefício é todo seu. E lembre-se: a ansiedade aumenta e muito a chance de derrota;
6 Procure viver o máximo no presente. O passado traz culpas por certas atitudes que cometemos, mas o que importa mesmo é o que você está fazendo hoje.

“Um caminho simples para a felicidade é cultivar a afeição e a ligação com outros seres humanos. Atente sempre para o que você tem em comum com os outros e nunca se sentirá realmente só.” (Tom Butler-Bowdon)

(Texto de Paula Marinho – Adaptado)

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