É necessário dizer não !!!

Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu na pele o peso da expressão “engolir sapo”. Quase regra para a convivência pacífica, somos habituados muitas vezes a dizer sim mesmo a contragosto. Em casa, no trabalho e até nas rodas de amigos, na hora de escolher que programa fazer. O que poucos se dão conta é que esses pequenos “sapos” podem trazer conseqüências bem mais desagradáveis. É que levar desaforo para casa, fazer concessões além da conta e acumular raiva são atitudes que levam a diversos distúrbios, inclusive à obesidade.

A reação a uma contrariedade excessiva faz com que o indivíduo passe a ingerir mais alimentos, conseqüentemente ganhando mais peso. Com isso acabam atuando como fator desencadeante da obesidade,

Para comprovar essa teoria, estudiosos da Universidade do Texas realizaram uma pesquisa recente com adolescentes entre 14 e 17 anos e constataram que atitudes como aceitar desaforos, por exemplo, contribuem para a obesidade. Os sentimentos de impotência provocam raiva, que nos leva a comer, que por sua vez engorda e engordar provoca sentimentos de culpa. É um verdadeiro círculo vicioso.

O psiquiatra Adriano Segal, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), confirma que o estresse desencadeia uma série de alterações bioquímicas que levam o indivíduo a exagerar no tamanho do prato. A mais perigosa delas é a deposição de gordura no abdome, que pode levar às doenças cardiovasculares e outras disfunções, inclusive a diminuição dos níveis de serotonina no cérebro, que entre outras funções controla a saciedade.

A relação entre raiva e comida começa cedo. Quando os bebês choram, só se acalmam quando encontram o peito da mãe. “O alimento é o primeiro ansiolítico e o primeiro antidepressivo que utilizamos”, compara Marco Tommaso. Inconscientemente, essa relação permanece na vida adulta, já que somos culturalmente condicionados a “engolir” o choro, a raiva e o que mais se manifeste. “Reprimir a emoção deixa o corpo em estado de alerta constante”, avisa.

Nesses casos, reconhece Segal, é importante ver a freqüência com que a pessoa busca o consolo na alimentação, e se a pessoa se sente desconfortável por estar exagerando na comida. O especialista diz que se a dieta e exercícios físicos não estão adiantando, talvez seja a hora de procurar a ajuda de um psicólogo.Uma atitude que pode ajudar nessas horas é aprender a dizer não, e expor a opinião, independentemente do que os outros pensem. Essa habilidade deve ser bastante exercitada, já que esse posicionamento oferece novas formas de expressão de sentimentos, que outrora iam para a comida.

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