É preciso coragem para sentir e se permitir

Desde muito novas as pessoas são colocadas frente às situações mais diversas e sempre o medo é associado inclusive como forma de cuidado e sobrevivência. Quando mais novos os medos estavam relacionados à ausência das figuras parentais, afinal a criança pequena é muito dependente, e ficar longe dos pais é deparar-se com o desamparo neste momento.

Os medos vão variando de acordo com as fases da vida, uns a
gente supera outros nos acompanham e tem ainda os novos surgem.

Mas as experiências e as demandas da atualidade vêm revelando a importância da coragem para viver e não simplesmente sobreviver.

Observa-se como as pessoas nos últimos tempos estão sendo dominadas pelos medos e os impactos disso na vida de cada uma delas.

A coragem anda escassa, o que tem como conseqüência a falência de muitos sonhos que trazem brilho e cor para a vida.

A coragem a qual me refiro é a de ser transparente com o que se sente.

Aquela que faz com que se entregue aos sentimentos bons que ousam, por algum motivo, bater à nossa porta.

É preciso deixar que eles entrem apesar dos riscos, e por vezes deixar que eles façam morada em nossos arredores.

As questões aqui colocadas podem ser comparadas a um sopro de esperança, uma vez que o medo de sentir e se permitir esta cada vez maior. A cada vez que se erra ou se tropeça ao longo do caminho o julgamento é tão severo que a grande maioria está optando por nem arriscar.

Julgar é fácil, mas é muito difícil acreditar em algo ou alguém novamente depois de tantas decepções.

Afinal, decepção só tem este nome, pois é fruto de uma frustração de uma esperança que tínhamos em algo ou em alguém.

Por isso é preciso coragem.

É preciso muita coragem para se levantar sacudir a poeira e recomeçar.

É preciso coragem para colocar o coração a prova no jogo da vida em que sentir e se permitir são regras básicas para quem quer realmente jogar.

É preciso muita coragem para assumir que se é feito de carne, osso e sentimentos à flor da pele.

Não é fácil. Não é qualquer um que consegue não se esconder em máscaras, em capas, em cascas. Não é fácil tirar toda a armadura e se permitir estar vulnerável sobre alguém, sobre algo.

É preciso muita coragem para abrir a boca e dizer o que sente e sentir de coração tudo que é dito.

Apesar dos riscos que se corre ao ter essa coragem, nunca é em vão independente do desfecho de cada situação. Porque, apesar dos pesares, é o sentir e a coragem de deixar que tudo se manifeste é que nos move. Que possibilita novas oportunidades!

Assim fica a dica: “A zona de conforto é um lugar bem seguro, mas nada acontece lá de novo. Então que tal viver?” Vida é movimento!

Thais Martins Santos

Psicologa da Clinlife

CRP 04 24 638

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