Estabelecer metas pode auxiliar na Qualidade de Vida

Você já parou para pensar em como anda a sua vida? Onde você está e aonde quer chegar? O que falta para isso acontecer?

Estabelecer metas é uma ótima estratégia para quem busca Qualidade de Vida. Afinal, possuir objetivos claros nos ajuda a entender onde estamos e onde queremos chegar, e nos permite visualizar com maior facilidade qual caminho temos que percorrer até alcançar o nosso objetivo.

Estabelecer metas é importante, pois ajuda no processo de autoconhecimento. Pensar no que você quer para sua vida e para o seu futuro é entrar em contato com seus valores, refletir sobre o que lhe faz feliz, o que você gosta, e o que é necessário manter ou mudar na sua vida.

Pessoas com dor crônica podem contar com diferentes recursos para melhorar a Qualidade de Vida e diminuir o impacto da dor em sua vida. Quando se tem dor crônica, a meta mais óbvia é ter alívio da dor. Muitas pessoas buscam primeiro estar completamente sem sentir dor para só então pensar em metas de vida. No entanto, nem sempre é possível o alívio total e em certas ocasiões, o processo de tratamento leva um certo tempo. E enquanto isso a vida continua. Pensar em metas possíveis pode gerar um senso de propósito e um sentimento maior de estar no controle sobre a própria vida.

Como estabelecer as metas:

Primeiro, é importante identificar quais são as mudanças mais importantes para a sua vida. Pense em coisas que você deixou de fazer, ou que você gostaria de fazer e no momento não está fazendo. É muito comum pessoas com dor crônica deixarem de lado hobbies, interesses, vida social e atividades diárias. Com isso, a Qualidade de Vida diminui consideravelmente. Pense durante um tempo na seguinte pergunta: “o que você gostaria de fazer que você atualmente não está fazendo?”

As características das melhores metas podem ser listadas pelas letras da palavra SMART (significa “esperto”, em inglês”)

S – Specific (Específica): defina uma meta que você saiba identificar quando a atingiu. As metas mais eficientes são as que podem ser descritas com facilidade. Metas como “Me sentir mais feliz” ou  “me livrar da depressão” não são específicas. Já “viajar com a minha família” ou “voltar a trabalhar” são exemplos de metas específicas.

M– Mensurável: é importante definir quantidades ou valores em relação às metas. Por exemplo: ao invés de simplesmente estabelecer que vou caminhar, posso dizer “vou caminhar 30 minutos por dia”. Outro exemplo poderia ser “me reunir com meus familiares uma vez por semana

A – Alcançável: metas impossíveis geram gasto desnecessário de energia. Já metas realistas podem te ajudar a sentir que seu progresso depende muito de suas ações. E esse sentimento é muito recompensador.

R –  Relevante: suas metas devem se referir a aspectos importantes para você. Estabelecer metas a partir da opinião dos outros, ou em relação ao que você acha que DEVE fazer não é tão eficiente quanto pensar algo que realmente importa para a sua vida.

T – Temporal: no momento de estabelecer suas metas, adote um prazo para realizá-las. Por exemplo, você pode dizer: “dentro de 6 meses, vou mudar de casa”; ou “até o fim do mês, arrumarei a gaveta do escritório”.

Diante dessas dicas mãos a obra, afinal a vida é um fluxo constante e não espera para sermos felizes!

Thais Martins Santos 
Psicologa 
CRP 04/ 24-638

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