Estilo de vida: qual é o seu?

Vivemos a era da modernidade. Neste exato momento há milhares de pessoas no mundo se empenhando para exercer as mais diversas atividades cotidianas e, cumprir exaustivamente, suas rotinas. Desde o momento em que abrimos os olhos ao acordar, dedicamos integralmente energia e atenção às mais diversas direções que envolvem a vida. Na mente, a preocupação exasperada para dar conta de tudo… Da rotina no trabalho, das intermináveis reuniões, do atendimento aos clientes e fornecedores, de abrir novas frentes de expansão no trabalho, de bater metas, de atender a demanda dos filhos, cônjuges, e, demais demandas pessoais. Quem acompanhou a personagem Alice, vivida por Ingrid Guimarães no filme “De pernas pro ar 2”, pode entender como o corpo humano reage, até mesmo na ficção, as empreitadas da vida moderna: faltam forças para responder a esse ritmo tão intenso que a vida moderna impõe.

 Houve um tempo em que o homem conhecia apenas uma modalidade de estresse, como nos velhos tempos em que ele tinha que sair para caçar. Enfrentava um animal, abatia-o e, depois deste ritual, retornava à sua caverna. Seu estresse podia surgir em virtude de longos períodos de fome ou em decorrência do enfrentamento de algum animal selvagem. Mais uma coisa era certa, existia uma “pausa”. Após este período de grande tensão, passava por um período mínimo de estresse.

 O estresse do homem das cavernas era passageiro. Não era esta maratona que o homem moderno sofre intensamente em sua rotina e em função das mais diversas causas como engarrafamento ao voltar para casa, o toque sonoro dos aparelhos eletrônicos, prazos e mais prazos se esgotando, cobranças sem fim. O resultado disto é cansaço, desânimo, dificuldade de concentração, lentidão ou agitação mental, frequência cardíaca alterada, sensação de exaustão…

 Estresse! Normal, não?! De tão “acostumados” a esse ritmo louco, achamos que está normal, “a vida é mesmo assim”. Este pensamento vigora até chegar a conta: começamos a falhar, a não dar conta de responder ao turbilhão de informações que nos solicitam constantemente, a não lembrar, a embolar as palavras, a perder noites de sono ou até mesmo sentir sono sem fim. São muitos os sintomas que se manifestam em função das reações biológicas intensificadas de um corpo sob pressão. Além de desagradável, é muito prejudicial à saúde e faz envelhecer.

 Além do desgaste físico, muitas pessoas desenvolvem transtornos mentais, como depressão e ansiedade, em decorrência deste estilo de vida moderna. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a perspectiva é que a depressão seja, em 2030, o problema de saúde mais comum no mundo, afetando mais pessoas do que o câncer, por exemplo.

Para cuidar bem da saúde, é necessário descobrir formas melhores para lidar com o estresse e aprender administrá-lo ao longo da vida. Uma medida que é aparentemente simples, mas que exige esforço para se tornar hábito é a mudança no estilo de vida. A prática de atividade física diária e a ingestão de alimentos ricos em nutrientes importantes para o bem-estar que auxiliem no humor e na imunidade. Então, o que podemos fazer é buscar alternativas para amenizar o longo período que ficamos expostos ao estilo moderno de viver. Atentar para o próprio cuidado com a saúde abre possibilidades para adquirir um ritmo de vida que respeite nossas potencialidades e limitações.

 Éricka Heringer Santos

 Psicóloga Clínica – Especialização em Neuropsicologia

 CRP 30205/04

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *