Exercício Físico x Diabetes

O DMII é caracterizado como uma desordem metabólica que resulta na inabilidade do corpo à resposta dos efeitos da insulina, em receptores, referida com a resistência insulínica.

Acomete em indivíduos por volta de 35 anos de idade embora possa ocorrer em qualquer idade e pode demorar anos para se instalar.

São reconhecidos quatro tipo de diabetes com base na origem etiológica: tipo 1, tipo 2, gestacional (diagnosticado durante a gestação) e com outras origens específicas (defeitos genéticos e induzidos por medicamentos); no entanto a maioria dos pacientes sofre do tipo 2.

O objetivo fundamental do tratamento do diabetes melito é o controle glicêmico utilizando a dieta, exercício e em muitos casos medicações como insulina ou agentes hipoglicemiantes orais.

 

TESTE DE ESFORÇO

 Ao iniciar um programa de exercícios de intensidades baixa a moderada (atividades físicas que elevam a FC e a respiração), é muito importante que façam com o cardiologistas, tendo em vista que a maioria dos diabéticos têm alguma outra doença característica de herãnça genética e/ou correlacionado a obesidade. 

PRESCRIÇÃO DO EXERCÍCIO

Os benefícios do exercício regular nos pacientes com diabetes mileito tipo 2 incluem uma melhor tolerância à glicose, maior sensibilidade à insulina, HbA1C reduzida e menores necessidades de repor a insulina via oral ou intramuscular.

 

As recomendações do ACSM (Americam Colege Sports of Medicine) um dos mais respeitados sobre a prescrição de exercícios fala sobre o treino para  o diabético que inicia a atividade física.

Treinamento Aeróbico:

Frequência: média de 3 a 7 dias/sem

Intensidade: 50%-80% da VO2R

Duração inicial: 20 a 60 minutos (contínuo ou fracionado)

Treinamento com Pesos

Frequência: média de 2 – 3 dias/sem

Tempo: 8 a 10 exercícios (grandes grupos musculares)

Obs: Levando-se em conta que muitos pacientes podem apresentar-se com comorbidades (outras doenças relacionadas), poderá ser necessário ajustar de maneira apropriada a prescrição do exercício de resistência. Enfatizar a técnica a técnica correta, incluindo minimizar a preensão sustentada, trabalho estático e manobra de valsava para prevenir uma resposta exacerbada da Pressão Arterial.

Considerações Especiais

O monitoramento da glicose sanguínea antes e após o exercício, especialmente ao iniciar ou modificar o programa de exercícios é prudente.

  • O exercício não é recomendado durante a ação máxima da insulina, pois pode resultar em hipoglicemia. Diante do risco de uma hipoglicemia pós-exercício retardada, o exercício antes de deitar-se também não é recomendado. No entanto, se for necessário exercitar-se na parte final da tarde (noite), um maior consumo de carboidratos poderá ser necessário para minimizar o risco de hipoglicemia noturna.
  • Ajustar a ingestão de carboidratos e/ou medicações  antes e após exercícios com base nos níveis sanguíneos de glicose e na intensidade do exercício de forma a prevenir a hipoglicemia associada ao exercício. Se a glicose sanguínea pré ou pós-exercício for < 100mg/dl (<5,75mmol/L), devem ser ingeridos de 20 a 30 g adicionais de carboidrato.
  • Evitar a injeção de insulina nos membros que estão sendo exercitados. Utilizar uma área de injeção abdominal a fim de reduzir o risco de hipoglicemia ao exercício.
  • Os sintomas comuns associados à hiperglicemia incluem poliúria, fadiga, fraqueza, aumento da sede e hálito cetônico, presentes. Os pacientes que apresentam quadro hiperglicêmico, desde que se sintam bem, não apresentarem corpos cetônicos presentes no sangue e urina, podem exercitar-se.
  • A desidratação pode contribuir para uma resposta termorreguladora comprometida, necessitando assim de um monitoramento mais frequente dos sinais e sintomas.
  • Monitorar os sinais e sintomas de hiperglicemia e isquemia silenciosa, por causa da incapacidade do paciente em reconhecê-los. Nestes casos monitorar a PA após exercício a fim de controlar a hipotensão e a hipertensão associada a exercício de intensidade vigorosa.  Utilizar a PSE para avaliar a intensidade do exercício, pela percepção do pacientes.
  • Diante da possibilidade de que a termorregulação em ambientes quentes e frio, justificam-se as mesmas precauções adicionais dos princípios do ASCM referentes às considerações ambientais, para enfermidades como, obesidade, idosos e hipertensos.
  • Sabendo-se que a maioria das pessoas com diabetes melito terá sobrepeso, síndrome metabólica, e já sofre de DVC, é prudente consultar as informações adicionais referentes de cada  enfermidades em relação a exercícios em ambientes quentes e/ou frios.

Roger Andrade

Cref: 018552

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