Hoje elas são fofas. E amanhã?

Pesquisas mostram que, aos 10 anos de idade,

crianças acima do peso têm 80% de probabilidade de

virar um adulto em eterna luta contra a balança.

Crianças acima do peso são fofinhas, mas do ponto de vista médico, a classificação para elas é outra: são crianças com excesso de peso, cuja saúde está em risco e cuja probabilidade de se tornarem um adulto obeso cresce a cada gesto de indulgência dos seus pais. E, são eles, os pais e adultos próximos, que são os principais responsáveis por estes resultados.

As crianças brasileiras estão ingerindo mais calorias do que deveriam. O risco de uma criança obesa de tornar um adulto obeso é de 15% aos 2 anos de idade, 35% aos 5 anos, 50% aos 7 anos e 80% aos 10 anos de idade!

Quem cresce em meio a frituras, sanduíches gordurosos e pacotes de biscoito recheados resistirá mais a se adaptar a uma alimentação saudável no futuro.  Além disso, gorduras e carboidratos consumidos em excessos durante a fase de desenvolvimento, inibem a ação da proteína que atuam no cérebro e no fígado induzindo a sensaçãinduzindo a sensaçe carboidratos consumidos em excessos durante a fase de desenvolvimento, inibem a aç de idade!o de saciedade e estimulam as que controlam o apetite. O mesmo ocorre com as enzimas responsáveis por determinar o gasto de energia do organismo. Esse descontrole pode se tornar irreversível e, nesse caso, pode fazer com que, ao longo de toda a vida, esta criança “fofinha” tenha facilidade para engordar e dificuldade para emagrecer. Evitar que essas engrenagens metabólicas entrem em parafuso por conta de excessos e mais hábitos alimentares é tarefa que cabe aos pais!

E atenção, o paladar infantil começa a se formar bem cedo. Com 24 semanas de gestação, um feto já consegue identificar diferenças de sabor no líquido amniótico. Deste modo, aquilo que a mãe gestante come, influencia diretamente no paladar do filho.

Até os 2 aos de idade a criança não pode consumir guloseimas como doces e frituras! Depois desta fase, com o incremento das atividades sociais da criança fica difícil proibir. Mas o controle dos alimentos é possível e necessário. Em matéria e educação alimentar, a responsabilidade é dos pais. Cabe a eles limitar os doces e salgadinhos.

A alimentação ideal para crianças deve conter frutas, verduras, legumes, carboidratos integrais, proteínas, pouca gordura e distribuídas em 5 a 6 refeições diárias. Evitar excesso de comida em uma mesma refeição, e calorias vazias (sem nutrientes) é à base de uma alimentação saudável.

Perceber que seu filho passou do patamar de fofinho para obeso não é fácil. Tomar a decisão de levá-lo a um especialista e passar a controlar a sua alimentação pode parecer mais difícil ainda. Mas é desse tipo de decisão que depende a saúde dos pequenos.

Fonte: revista Reja, 30 de Junho de 2010

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *