Mudanças!

Você se considera uma pessoa aberta às mudanças, ao novo? Ou acha que o novo traz medo e insegurança, então prefere ficar na chamada “zona de conforto”, mesmo que não esteja tão confortável assim?

De acordo com o Dicionário Aurélio, mudança significa o ato de mudar, alteração. Modificação, transformação.

Sabemos que mudanças nem sempre são fáceis, pois abraçar o novo significa abandonar o familiar, a rotina confortável, buscar algo até então desconhecido. E o desconhecido pode causar medo.

Cada pessoa comporta-se de uma maneira quando o assunto é mudança. Até mesmo porque isso depende da história pessoal de cada um, das suas experiências, das memórias formadas… Enfim, o valor dado ao que se está deixando para trás é individual.

Para uns, deixar para trás um emprego onde se está insatisfeito e buscar  um que se considera melhor pode ser um alívio; já outros podem achar que nunca conseguirão algo melhor, que o ideal é se contentar com aquilo que se  tem.
A resposta ao novo pode depender da história de cada um, mas também depende de uma outra estrutura: a maneira automática como o cérebro reage ao novo e desconhecido.

Nosso cérebro responde de uma forma ao que é novo e de outra ao que é desconhecido.

Isso porque a amígdala ( pequena estrutura em forma de amêndoa, situada dentro da região Antero-inferior do lobo temporal) é fundamental para a auto-preservação, por ser o centro identificador do perigo, organiza uma reação de ansiedade e temor frente ao desconhecido.

Porém, a região do estriado ventral (localizada na área primitiva do cérebro), gera, ao contrário, desejo, motivação e expectativas positivas sobre o que é novo.

Em algumas pessoas, o sistema que gera angústia frente ao desconhecido é mais forte do que em outras – e também mais forte do que o outro sistema que simultaneamente nos atrai ao desconhecido.

Por tudo isso, é possível ter sentimentos aparentemente contraditórios em relação a uma mudança: sentir-se ao mesmo tempo angustiado, empolgado e aliviado, ou destemido, mas saudoso.

Se você se identifica com a situação acima, saiba que isso é comum e bem normal de acontecer. Porém podemos e devemos sempre procurar mudar nossa maneira de enxergar a situação.

Nem sempre teremos controle das situações, mas podemos e devemos ter o controle de como reagiremos frente a elas: abraçar a mudança,  olhar a questão de forma realista, encontrando os pontos positivos que aquilo pode trazer e ir em busca da realização deles.

Buscar sempre enxergar o melhor e transformar limões azedos em limonadas refrescantes! Pense que as mudanças podem causar medo, porém podem ser a chave daquela porta que você tanto deseja entrar!

Aqueles  que têm tendências naturalmente pessimistas podem praticar atitudes positivas e buscar conscientemente enxergar as vantagens do novo.

O primeiro requisito é tornar-se ciente dos seus sentimentos, para então poder agir sobre eles.

Não tenha medo das mudanças….tenha medo da falta delas!

Cristiane Froes

Psicóloga Clinlife

CRP: 35.330

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *