Neurotransmissores e a vontade de comer doces

 

Você passar o dia todo seguindo “religiosamente” a dieta, mas, quando chega o fim da tarde, bate aquela vontade de atacar um docinho ou mesmo aquela vontade incontrolável de comer um pão, massa ou chocolate? Ou é uma daquelas pessoas que só de olhar alguma dessas guloseimas já sente a boca salivar e cai em tentação? Ou no período pré Menstrual não consegue ficar sem o chocolate.  Pois bem saiba que existe uma explicação para esse fato: o nível de serotonina diminui nestes momentos, o que estimula a vontade de comer doces. A origem da vontade por doces está intimamente relacionada ao nosso cérebro e para ser mais precisa a esse  neurotransmissor.  A questão é que quando comemos alimentos açucarados nosso cérebro estimula a produção da serotonina que está intimamente relacionada à sensação de bem-estar. Como todas as pessoas gostam de ficar mais alegres e dispostas, é natural que busquemos estimular toda hora a liberação de serotonina! Por isso podemos perceber pessoas que quando ficam ansiosas parecem desenvolver uma boquinha nervosa ou mesmo pessoas que depois que terminam um relacionamento, se escondem atrás de uma montanha alimentos açucarados tentando amenizar sua dor.  Uma taxa de serotonina dentro dos padrões de normalidade facilita na sensação de saciedade e bem estar uma vez que sabemos que algumas vezes não se tem fome, mas sim apetite e este é da ordem do desejo e não uma necessidade  puramente fisiológica.
O desejo de comer doces é sinal de que seu organismo está com queda de açúcar no sangue (hipoglicemia), que faz com que o desejo por doce fique ainda maior. O organismo torna-se vítima de um efeito gangorra, no qual os níveis de açúcar no sangue sobem e descem desequilibradamente.

O açúcar e a farinha refinada por exemplo, provocam aumento rápido da glicose, em consequência disso provoca uma queda rápida também. Isso faz  crescer a vontade de ingerir mais esses alimentos gerando a compulsividade alimentar. Os sintomas dessa gangorra  podem ficar além da vontade de comer doces como fadiga, cansaço, sonolência durante o dia, preguiça, dor de cabeça, enxaqueca, suores e tremores em casos mais graves.

Alem da relação com a serotonina, a resistência a insulina, aumento do hormônio do estresse, o cortisol e pelo fato de haver algumas deficiências de ácido fólico, magnésio, zinco, vitamina B6, B9, B12, triptofano e outros estão associados a questão dessa vontade incontrolável de carboidratos.

O pico da produção de serotonina ocorre pela manhã e depende da ingestão de diversos nutrientes. Ao longo do dia a quantidade deste neurotransmissor diminui progressivamente. Se, durante a manhã, você não ingeriu os nutrientes necessários para produzir a serotonina, os níveis ao final do dia ficam muito baixos, e aí vem a vontade incontrolável de comer doces.

A solução para evitar esta resposta fisiológica tão indesejada pode estar no seu café da manhã! Devemos caprichar na ingestão dos nutrientes responsáveis pela produção de serotonina como triptofano, vitamina C, B6, B12, ácido fólico, magnésio, selênio, zinco e ômega 3 principalmente no café da manhã e no lanche da manhã. Os alimentos fontes desses nutrientes são: ovos, carnes magras (triptofano e B12), banana, aveia, pão integral (B6), frutas cítricas (Vit C), vegetais verde escuros (ácido fólico e magnésio), castanhas, nozes, amêndoas (zinco e selênio), semente ou óleo de linhaça e peixes (ômega 3).

Além disso, existem alguns micronutrientes que auxiliam na captação da glicose através da potencialização da insulina, por exemplo, o cromo, magnésio e manganês. O consumo exagerado de alimentos refinados (principalmente a farinha de trigo branca e o açúcar refinado) causa a diminuição desses minerais no organismo, que faz gerar mais vontade de consumir esses alimentos, desencadeando um ciclo vicioso. Além da alimentação, o sol também tem influencia na produção de serotonina.. Isso porque quando os raios penetram em nossos olhos, ativam a produção desse neurotransmissor. Por isso seria importante tomar alguns minutos de sol, especialmente pela manhã. Vale mencionar também a melatonina que é um hormônio produzido pelo organismo que influencia a regulação do sono. Ela é produzida pelo organismo naturalmente quando anoitece, de forma mecânica e em resposta ao escuro da noite.

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