Nutrição e o envelhecimento

As tendências demográficas da população vem se modificando. E o aumento na expectativa de vida teve um impacto nas estatísticas vitais relacionadas ao envelhecimento. Com a vida mais longa vem um acréscimo nas doenças e outras condições que afetam os adultos mais velhos.

O envelhecimento é um processo normal que começa desde a concepção e termina na morte. Durante os períodos do crescimento os processos anabólicos excedem as alterações catábolicas. Depois que o corpo atinge a maturidade fisiológica a taxa de alteração catabólica ou degenerativa pode se tornar maior que a regeneração catabólica.

Sendo assim os fatores de estilo de vida que parecem influenciar a idade fisiológica e refletem no estado de saúde do idoso são a adequação e regularidade do sono, freqüência do consumo de refeições bem balanceadas, suficiência de atividade física, hábito de fumar, extensão do consumo de álcool e peso corporal.

O envelhecimento é marcado por uma perda aproximada de 2 a 3% da massa corporal magra por década de vida. Essa perda contribui para diminuição na força muscular, alterações no modo de andar e equilíbrio, perda de função física e risco aumentado de doenças crônicas no idoso. A perda de massa magra é acompanhada freqüentemente por aumento da gordura corporal e diminuição proporcional da taxa metabólica.

A taxa metabólica basal (TMB) diminui aproximadamente 15 a 20% por década durante a vida. As necessidades de energia mudam porque a pessoa possui menos massa muscular, mais gordura corporal e estilo de vida sedentário. Levando à obesidade.

A obesidade no idoso é considerada quando o (IMC )peso dividido pela altura ao quadrado é >= a 30kg/m², levando a distúrbios das condições do organismo. Sugere-se a redução moderada de calorias com uma ingestão adequada de proteínas de alto valor biológico, cálcio, vitamina D juntamente com atividade física. Estudos mostram que a perda moderada de peso pode melhorar a função física e a qualidade de vida dos idosos.

Cada idoso tem necessidades únicas de modo que as recomendações dietéticas devem ser individualizadas.

Apesar de existir diminuição da necessidade energética no idoso, deve-se atentar-se a necessidade de vitaminas, minerais e proteínas que podem permanecer as mesmas ou aumentar.

A água é responsável por aproximadamente 50% do peso de uma pessoa mais velha. A sensação de sede reduzida à ingestão hídrica reduzida, e a incontinência urinaria aumentam o risco de desidratação, o que pode requerer hospitalização.

Os carboidratos devem ser utilizados como fonte de energia para proteger a proteína de ser utilizada como fonte energética. As recomendações são de45 a 65 das calorias totais da dieta sejam provenientes dos carboidratos.

Com a perda de massa tecidual esquelética, as reservas de proteína no músculo podem ser inadequadas para atender as necessidades para síntese de proteína, tornando a ingestão protéica de extrema importância. Sendo a ingestão de 1 a 1,25g/kg dia segura para idosos saudáveis.

É necessário atentar-se para a adequação dos micronutrientes. Conforme o cálcio fica aquém do seu nível necessário, é mobilizado dos ossos para manter a concentração do fluido extra celular destruindo o osso e resultando em uma osteoporose. Um potencial efeito adverso da suplementação de cálcio pode conduzir a uma diminuição na absorção do ferro, fósforo e zinco.

As vitaminas estão ligadas ao sistema imunológico. A deficiência de vitamina C que atua como antioxidante prejudica a proteção contra o dano celular. Encorajar o consumo de alimentos ricos nessa vitamina pode ser a maneira mais eficaz de melhorar os níveis de concentração.

A necessidade de vitamina D é dependente da concentração de cálcio e fósforo da dieta. Níveis baixos dessa vitamina podem levar a diminuição da espessura e cicatrização de lesão da pele. A suplementação moderada com cálcio e vitamina D melhora a densidade óssea e pode prevenir fraturas em adultos mais velhos.

A avaliação dos níveis de vitamia B12 no idoso é necessária, vista a prevalência de deficiência relacionada ao trato gastrointestinal, medula óssea, tecido nervoso e alterações metabólicas. A deficiência de vitamina B12 atinge de10 a 15% dos indivíduos com mais de 60 anos.

Na deficiência de fósforo ocorrem anormalidades neurológica, musculares, esqueléticas, hematológicas e outras. E devem ser suplementadas.

Idoso saudável é idoso feliz!

Nara Cristina Purificação

CRN 6953

Nutricionista Clinlife

1 comentário


  1. Excelente artigo, estou a ouvir um pouco de comida pode realmente reduzir o seu rápido envelhecimento e sempre mantê-lo forte. A verdade é que.

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