Nutrição Funcional

A Nutrição Funcional compreende a interação entre todos os sistemas do corpo, que deve estar em perfeito equilíbrio. A sua prática engloba tanto a prevenção como o tratamento de doenças, focalizando os aspectos bioquímicos de cada organismo, levando em consideração o genótipo de cada indivíduo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença.

 A simples ingestão do alimento não garante que seus nutrientes estarão biodisponíveis. Para que isso ocorra, é fundamental que além da quantidade e qualidade ideal de “matéria prima”, também existam condições químicas e fisiológicas ideais para o alimento ser quebrado, os nutrientes serem absorvidos, transportados, e utilizados pelas células. Se uma dessas etapas não funcionar corretamente o organismo terá carências nutricionais e as funções ficaram prejudicadas.

 A quebra e a digestão dos alimentos começa na boca, e só haverá absorção adequada com uma mastigação adequada e com a ação das enzimas gástricas.

 O intestino também deve estar em perfeita condição fisiológica, pois ele é dotado de uma enorme capacidade para selecionar os nutrientes necessários ao funcionamento do organismo e impedir a absorção dos seus agressores.

 As substâncias estranhas ao organismo precisam ser excretadas por isso é necessário o bom funcionamento dos órgãos (o principal órgão é o fígado seguido pelo intestino) que participam do processo de detoxificação.

 Vários nutrientes são necessários para dar suporte ao processo de detoxificação. Se ocorre uma ingestão de substâncias estranhas ao organismo junto com uma má nutrição pode acontecer uma intoxicação orgânica e conseqüentes desequilíbrios funcionais.

 A alimentação desequilibrada, a má digestão, o estresse físico e/ou emocional, o decréscimo da função imune e a baixa motilidade intestinal favorece o desequilíbrio intestinal o aumento de bactérias patogênicas favorecendo o desenvolvimento de doenças.

 Com o desequilíbrio funcional o organismo pode apresentar sinais e sintomas que se não tratado, passará a ser um problema lesional caracterizando uma doença.

 Por exemplo: uma dor de cabeça pode ser interpretada como cansaço, nervosismo etc. Na verdade o organismo pode estar sinalizando uma carência nutricional, falta de hidratação, intoxicação, alergia alimentar, queda de glicose sanguínea, que se não tratado poderá a levar a doenças, como a Síndrome do Pânico. E, um indivíduo com histórico familiar de dislipidemia deverá ter uma orientação nutricional focalizada em nutrientes e compostos bioativos que modulem os níveis de homocisteína e proteína C-reativa para prevenir uma dislipidemia futura.

 Portanto, a nutrição funcional prioriza os nutrientes e os compostos ativos para o funcionamento perfeito do organismo. Avaliando e pesquisando as sensibilidades, a individualidade bioquímica, tratando os sinais/sintomas do organismo buscando o equilíbrio nutricional e prevenindo o aparecimento de doenças.

Fonte: Entendendo a importância do processo alimentar. Denise Carreiro. (adaptado)

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