O QUE FAZER QUANDO O ESTÔMAGO QUEIMA?

O refluxo gastresofágico, ou seja, a sensação conhecida como azia, é um sintoma decorrente do retorno dos ácidos estomacais para o tubo que conecta o estômago à boca, chamado de esôfago. Esse refluxo ocorre devido ao relaxamento do esfíncter esofagiano inferior (EEI), um músculo que tem como função controlar a passagem dos alimentos para o estômago. Neste caso, o músculo não se contrai adequadamente, permitindo o retorno do suco gástrico.

A maioria absoluta da população que apresenta esse problema segue uma dieta bastante desequilibrada. Em muitos casos, o consumo de quantidades elevadas de frituras, café, refrigerantes, bebidas alcoólicas e doces, além de concentrar grandes volumes de alimentos em uma única refeição. Todas essas condutas irão propiciar o relaxamento do esfíncter esofagiano, havendo assim o retorno do conteúdo gástrico, seguido dos sintomas do refluxo.

É importante adotar hábitos alimentares saudáveis, retirando os alimentos comumente consumidos, que promovem a agressão da parede do estômago.

O uso prolongado de antiácidos e inibidores de bombas de prótons (como Omeprazol®, Pantoprazol®) irá gerar uma alcalinização do conteúdo gástrico, ou seja, o suco gástrico perde sua acidez e, assim, há o comprometimento da digestão de proteínas, minerais como o Ferro, além de vitaminas como a B12. Com a “diluição” do conteúdo gástrico, a digestão fica comprometida e, assim, o alimento permanece por mais tempo no estômago, o que gera desconforto e sensação de empachamento. Além disso, a má digestão de proteínas favorece que macromoléculas mal digeridas penetrem pelo intestino e cheguem à corrente sanguínea, disparando a ação do sistema imunológico e o início de diversos processos inflamatórios que podem estar relacionados com a causa do refluxo.

Dessa forma, um dos passos iniciais do tratamento é reequilibrar a produção e concentração de ácido clorídrico estomacal e das enzimas essenciais para a digestão de todos os nutrientes através da utilização de chás digestivos como alecrim, cidreira, erva-doce, hortelã. Finalmente, é necessária uma dieta livre de irritantes à mucosa, como frituras, café, álcool, refrigerante e outros alimentos industrializados, porém, rica em alimentos fontes de nutrientes reparadores e de crescimento da mucosa como zinco, vitamina E, vitamina A, vitamina B12, ácido fólico e vitamina C.

O tratamento nutricional visa eliminar a causa do problema, ou seja, devolver ao órgão o seu equilíbrio e funcionamento correto. Portanto, se você sofre de azia, queimação e má digestão, procure um profissional que poderá lhe ajudar a eliminar o seu desconforto.

EVITAR:

· Café, chocolate, chá  (mate, preto), refrigerante, menta ou bebidas mentoladas.
· Álcool e cigarro
· Frituras e gorduras

· Massas e doces (feitos com farinha de trigo)
· Temperos fortes: vinagre, limão, pimenta, pimenta-do-reino, alho, cebola, mostarda, catchup, conservas, embutidos (salsicha, salame, lingüiça).
· Comer antes de dormir (esperar duas horas)
· Ingerir muito líquido durante as refeições

RECOMENDAÇÃO:

· Comer devagar e mastigar bem os alimentos
· Não ficar de jejum mais que quatro horas, alimentando-se, pelo menos, seis vezes ao dia ( a cada 2 horas)
· Leite sem lactose (parmalat – zimyl, Itambé- nolac);

· Leite de soja, podendo ser com sabor
· Frutas: mamão, melão, maçã, pêra, morango, banana-maçã, pêssego, ameixa, caju, acerola, goiaba, caqui, etc.
· Cereais: farelo de trigo, gérmen de trigo, aveia, granola

· Pão integral ou de centeio
· Torrada, bolacha de água e sal, bolacha de fibras
· Presunto de peru, frango desfiado, atum na água.
· Arroz, feijão
· Saladas com legumes, verduras, grãos (ervilha, lentilha, milho,…)
· Carne magra: na chapa, grelhada, assada ou cozida
· Gelatina, sagu (fécula extraída de várias espécies de palmeiras), frutas cozidas.

Texto adaptado: www.vponline.com.br/blog

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