Obesidade Infantil na Adolescência: As Conseqüências e as Doenças

Diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas relacionadas com a obesidade que prevalecem entre os adultos estão começando a ser mais comuns entre os jovens.

O percentual de crianças e adolescentes com excesso de peso ou obesos é agora mais alta do que nunca. Os maus hábitos alimentares e a inatividade física são considerados como causa do aumento da obesidade na juventude.

Predomínio e tendências:

Aproximadamente 30,3% das crianças (dos 6 aos 11 anos) têm excesso de peso e 15,3% são obesas. Entre os adolescentes (dos 12 aos 19 anos) 30,4% têm excesso de peso e 15,5% são obesos.

O excesso de peso durante a infância e adolescência é prenúncio de excesso de peso na idade adulta. As crianças com excesso de peso, entre os 10 e os 14 anos, com pelo menos um dos pais obeso ou com excesso de peso, são referenciados como tendo 79% de probabilidades de que o excesso de peso se mantenha quando adultos.

Gênero:

A prevalência do excesso de peso é mais elevada nos meninos (32,7%) do que nas meninas (27,8%). Nos adolescentes, a prevalência do excesso de peso é quase a mesma (30,2%) para o sexo feminino do que para o sexo masculino (30,5%).

Efeitos na saúde:

Muitos efeitos adversos na saúde estão relacionados com o excesso de peso verificado entre as crianças e adolescentes. O excesso de peso na infância, particularmente, na adolescência, está relacionado com o aumento da morbidez e da mortalidade mais tarde.

Diabetes (tipo 2):

O diabetes do tipo 2 aumentou drasticamente, num curto período, entre as crianças e os adolescentes. O aumento paralelo da obesidade entre as crianças e os adolescentes é reportado como sendo o fator mais significativo para o aumento do diabetes.

Hipertensão:

Descobriu-se que os níveis persistentemente elevados da pressão sanguínea ocorrem cerca de 9 vezes com mais freqüência entre as crianças e os adolescentes obesos (dos 5 aos 18 anos) do que nos não obesos.

Complicações ortopédicas:

Entre as crianças e jovens que estão em processo de crescimento, os ossos e as cartilagens não são suficientemente fortes para suportar o excesso de peso. Como resultado, ocorre diversas complicações ortopédicas entre as crianças e os adolescentes obesos. Nas crianças com menos idade o excesso de peso pode conduzir ao encurvamento e ao crescimento excessivo dos ossos das pernas. O peso em excesso sobrecarrega o quadril e pode causar dor e limitar a capacidade de movimentos. Entre 30 e 50 por cento das crianças nestas condições têm excesso de peso.

Efeitos psicossociais e estigma:

As meninas, que desenvolvem uma imagem negativa do seu corpo, representam risco elevado por causa das subseqüentes desordens alimentares. As adolescentes do sexo feminino que têm excesso de peso relataram experiências de estigmatização tais como chamarem-lhes nomes ou dizerem-lhes piadas ofensivas, assim como, por menos intencionais que sejam comentários potencialmente dolorosos pelos colegas, membros da família, empregados e até estranhos.

As crianças e os adolescentes com excesso de peso reportam suposições negativas a seu respeito por parte de outros, incluindo serem inativos ou preguiçosos, serem mais fortes ou mais resistentes, não terem sentimentos.

Apnéia do sono:

A apnéia do sono (parada da respiração durante o sono) ocorre em cerca de 7% das crianças com obesidade. São comuns as deficiências no raciocínio entre as crianças obesas que sofrem de apnéia do sono.

Fonte:www.obesidadeinfantil.org (Adaptado)

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Um comentário

  1. Publicado em 26 de fevereiro de 2013 às 2:43 PM | Permalink

    Thiago leia essa matéria mto importante, lembrei do joao. Tamara

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