Obesidade infantil

Causas da obesidade infantil

A obesidade infantil já é considerada o distúrbio nutricional mais comum na infância, tomando proporções muito maiores que a desnutrição.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a Obesidade Infantil é uma “epidemia global” atingindo 39% das crianças brasileiras e este número vem crescendo assustadoramente a cada ano, diminuindo a perspectiva e a qualidade de vida desses jovens quando adultos.

A causa mais comum repousa no desequilíbrio entre o que a criança come e a energia que ela gasta.

A alimentação brasileira mais tradicional (arroz, feijão, carne, saladas, legumes e frutas) vem sendo substituída por porções ricas em calorias, quase sempre com baixo valor nutricional. E para piorar a situação, as porções dos lanches vêm aumentando assustadoramente bem como os aditivos: conservantes, sal e gorduras em geral.

Até pouco tempo as refeições hipercalóricas fartas em guloseimas eram acessíveis apenas às classes mais favorecidas o que remetia aumento de peso maior dessas crianças, hoje a realidade é outra, as classes sociais mais baixas também têm acesso a esses alimentos. Afinal, é mais simples, barato e fácil comprar e consumir biscoitos, salgadinhos industrializados, doces, lanches e refeições prontas que adquirir e preparar alimentos mais saudáveis como frutas, verduras, legumes, etc.

Outras mudanças no estilo de vida trazidas pela modernidade também estão no centro do problema. O sedentarismo aumentou.

As crianças passam mais tempo na frente do computador, televisão e do vídeo game do que se exercitando com brincadeiras na rua ou praticando uma atividade física regular, seja pela violência crescente e a insegurança, seja pelo comodismo.

O resultado do maior consumo de calorias e do aumento do sedentarismo não poderia ser outro: obesidade.

Os pais e responsáveis precisam ensinar às crianças e jovens sobre as boas escolhas alimentares, pois esse é o primeiro passo para a perda de peso. É preciso uma mudança dos hábitos alimentares e mais prática de atividade física.

Manter um bom diálogo sobre essa nova postura é urgente e necessário para preservar a saúde e a qualidade de vida desta nova geração.

Jaqueline dos Anjos de Abreu

Nutricionista Clinlife

CRN 4632

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *