Disbiose Intestinal: desequilíbio entre o corpo e meio externo

Disbiose intestinal ocorre quando o seu intestino produz uma maior quantidade de bactérias maléficas (que fazem mal para sua saúde) do que as bactérias benéficas (que fazem bem para a sua saúde). Esse desequilíbrio pode vir a provocar: gases, azia, má digestão, intestino preso, além disso, esse desequilíbrio pode diminuir sua defesa e em estágios críticos poderá causar: Artrite reumatóide, acne, urticárias, depressões, celulite.

 

A Disbiose pode ser consequências das seguintes situações: uso de medicamentos (principalmente antibióticos), estresse, uso de laxantes, infecções, dieta inadequada, constipação intestinal. Estas situações farão com que haja um desequilíbrio desta população bacteriana.

 

O indivíduo que esteja com desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) não irá absorver os nutrientes, causando uma deficiência crônica provocando “fome celular”. Para que o nutriente seja absorvido é necessário que haja uma série de condições e de sincronicidade de processos bioquímicos e fisiológicos no intestino!

 

Dicas Nutricionais

  • Evitar:

deve-se evitar corantes, conservantes, glutamato monossódico, carnes vermelhas e alimentos gordurosos. Alguns alimentos como leite, ovos, soja, açúcar branco e embutidos também devem ser evitados. Frutos do mar e alimentos ricos em glúten podem não ser desejáveis dependendo da gravidade do problema.

 

  • Preferir:

A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura, couve-flor, repolho, chicória, além de frutas, farinha de banana, arroz integral e leguminosas. Também devem ser usados produtos contendo probióticos (microorganismos vivos que melhoraram a flora intestinal) como leites fermentados e iogurtes especiais

 

Tratamento da disbiose:

 

Os probióticos são usados na medicina humana para prevenção e tratamento de doenças, na regulação da microbiota intestinal, em distúrbios do metabolismo gastrintestinal, como imunomoduladores, e na inibição da carcinogênese.

 

A glutamina age na nutrição da mucosa intestinal e nas células do sistema imunológico, diminuindo a apoptose (morte das células), mantendo a integridade da célula e dificultando a passagem de bactérias patogênicas através da mucosa, associado à manutenção da flora intestinal pelos probióticos.

 

Prebióticos servem como “alimento” para estes microorganismos, ajudando desta forma no aumento das bactérias benéficas e no decréscimo das bactérias maléficas. Os prebióticos mais conhecidos são os frutooligossacarídeos (FOS).

 

Uma parede intestinal íntegra e saudável é fundamental na seleção natural dos nutrientes absorvidos, não só dos necessários, mas também de substâncias estranhas ao organismo. Desta forma é possível dar condições ao meio interno para reagir ao meio externo.

 

Importante ressaltar que não existe dieta ortomolecular, o que existe é dieta específica a cada necessidade do paciente.

 

Déborah Pessoa

Nutricionista Clinlife

CRN 6854

Lesões ou dores nos joelhos

O joelho é uma das articulações que mais sofrem lesões em diversas modalidades no esporte. Essas lesões acontecem com pessoas de diversas faixas etárias e podem ocorrer tanto com pessoas que eventualmente praticam uma modalidade ou até mesmo atletas que utilizam com muito maior freqüência uma sobrecarga submáxima desta articulação.

Por isso, é preciso conhecer um pouco mais da estrutura dessa articulação e maneiras de prevenir possíveis lesões ou dores futuras.

Primeiro vamos conhecer um pouco da estrutura do joelho. Basicamente o Joelho é composto por cartilagem articular, membrana sinovial, líquido sinovial (liquido que lubrifica a articulação do joelho), quatro principais ligamentos (colateral medial, colateral lateral, cruzado anterior, cruzado posterior) e dois meniscos (medial e lateral).

Os principais músculos que estabilizam a articulação do joelho são; Quadríceps (músculo da frente da perna, principal responsável pela extensão de joelho), isquiossurais (músculos da parte de trás da perna, principais responsáveis pela flexão de joelho), adutores do quadril (músculos da parte interna da perna) e abdutores do quadril (músculos da parte lateral da perna e glúteos).

Todos esses músculos juntos fazem a articulação do joelho ficar mais estável. Função nem sempre muito fácil.

Uma das maneiras mais incidentes de lesionar o joelho é o famoso futebol de final de semana ou esporte praticado em dias esporádicos. A maioria das pessoas, não prepara a articulação para possíveis sobrecargas no esporte praticado e por isso, o joelho não está forte o suficiente para carga ou impacto sofrido nessa modalidade.

Mas as dores ou lesões nos joelhos vão muito mais além da prática de eventuais partidas de futebol. Por exemplo, uma pessoa que trabalha em um escritório por longos períodos sentado pode simplesmente, machucar o joelho por conta de ficar muito tempo com os joelhos flexionados e por conseqüência ter dores patelares derivadas de encurtamento muscular.

Algumas dores articulares são causadas por inflamações na articulação (conhecidas como artrite), se essas inflamações não forem curadas e você não fizer nada para evitar futuras inflamações, essa inflamação pode se tornar uma artrose e você precisará conviver com essa dor pelo resto da vida (o desgaste do joelho não tem cura). Ou seja, como diz o famoso ditado, é melhor prevenir do que remediar.

Outra forma de machucar o joelho é por causa da sobrecarga de peso. A obesidade e o sobrepeso podem causar sobrecarga na articulação e ser o motivo para as dores constantes na região.

Uma reeducação alimentar bem orientada por um nutricionista, complementada com exercícios físicos periódicos planejados por um educador físico, podem fazer essa dor desaparecer.

Nos exercícios físicos, a melhor maneira de manter sua articulação do joelho saudável é manter uma amplitude de movimento anatomicamente saudável (um educador físico vai poder te ajudar a julgar qual alongamento é necessário para cada músculo estabilizador do joelho).

Outra forma de proteger o seu joelho é fazer um fortalecimento equilibrado dos músculos dos membros inferiores (papel que o educador físico pode ajudar muito). Fique atento a esses detalhes e mantenha a saúde do seu joelho em dia.

Richardson Siqueira

CREF 018387

Educador Físico Clinlife

Manter o peso saudável

Cair no efeito sanfona é algo temido pela maioria das pessoas que já emagreceram, principalmente aquelas que em outras fases da vida recuperaram novamente os quilos indesejados. Porém o ato de engordar e emagrecer repetidas vezes, normalmente acontece após dietas muito restritivas, pois a pessoa não consegue manter por muito tempo o mesmo tipo de alimentação e volta a comer em excesso.

Uma das causas do efeito sanfona acontecer está associado com o numero das células de gordura. Estas células são formadas ainda na infância e quando se come muito e de forma desequilibrada, estas células aumentam de tamanho e se multiplicam. Estas células continuam no nosso corpo mesmo após o emagrecimento, elas não são perdidas.

Quando não fazemos uma dieta da maneira correta, pode-se correr o risco do metabolismo se tornar lento, pois o cérebro interpreta a eliminação de peso como uma ameaça à integridade do organismo e começa a “queimar” menos calorias. É uma maneira de preservação para que a pessoa recupere o peso perdido, assim ocorre o efeito sanfona.

O segredo para sair do efeito sanfona é manter uma alimentação equilibrada para o resto da vida. E as vantagens são inúmeras desde que você mantenha a nutrição adequada das células, para que elas exerçam suas funções corretamente.

 Emagrecer com saúde pode levar mais tempo e requer disciplina e força de vontade, pois o organismo precisa se adaptar à nova alimentação. Nosso organismo também precisa de programação e rotina para lidar com a manutenção do peso, isto porque ele tem uma espécie de memória metabólica com tendência a querer retornar ao estado anterior.

As atividades físicas são ótimas aliadas para manter o peso saudável e uma das principais responsáveis em manter o metabolismo sempre ativo, faça do período de emagrecimento uma fase de aprendizado e não permita que ela seja esquecida mais. Todas as mudanças que você fez um sua vida devem continuar, diante disso nada poderá atrapalhar os resultados que você conseguiu com seu esforço e dedicação, fique tranqüilo!!

Petrina Gomes de Lima

Psicóloga Clinlife – CRP 04/28095

Como aproveitar melhor os alimentos

                                                           O modo como você prepara os alimentos é decisivo para que eles permaneçam nutritivos ou percam vitaminas e minerais. Um dos maiores pecados é cozinhar os legumes com muita água e, depois, jogá-la fora.

 Para evitar tamanho desperdício, o ideal é cozinhar com menos água e utilizá-la depois para preparar um caldo ou cozinhar um macarrão, por exemplo.

 Outro fator importante é deixar os alimentos al dente, já que o calor em excesso também elimina nutrientes. Isso explica ainda por que é importante transferir a comida para outro recipiente assim que desligar o fogo, para acelerar a redução da temperatura e evitar que o cozimento continue.

Outra dica importante é não confundir grelhar com fritar! A fritura, além de ser prejudicial à saúde devido à quantidade de gordura usada, reduz o teor de ferro dos alimentos. Por isso, deve ser evitada principalmente por quem está anêmico.

 Deixe para cortar, descascar as frutas ou preparar um suco com elas, no máximo, 30 minutos antes do consumo. Esse é o tempo médio que a vitamina C demora para oxidar devido ao contato com o oxigênio.

Para aproveitar ao máximo as vitaminas, minerais e fibras dos alimentos, o indicado é consumi-los no seu estado natural, sem terem passado por transformação ou processamento.

Vale lembrar que todos os alimentos devem ser bem lavados em água corrente e  deixados de molho em solução clorada, isto é, com produtos à base de hipoclorito de sódio ou água sanitária, para eliminar os micro-organismos.

Algumas dicas de como aproveitar ao máximo os nutrientes dos alimentos:

Use temperos naturais – cebola, alho, ervas e outros temperos naturais são indicados porque não alteram o valor nutricional dos alimentos, além de serem mais saborosos. Os temperos industrializados por sua vez, são cheios de sódio, conservantes e substâncias que podem causar alergias e retenção de líquido, dificultando a perda de peso.

 Sucos – apesar de deliciosos e refrescantes, os sucos devem ser consumidos com moderação. Eles são mais calóricos do que as frutas: pois quando comemos as frutas in natura, a mastigação gasta mais calorias, além de contribuírem para uma maior sensação de saciedade. E não podemos esquecer também das fibras e nutrientes que são provenientes das cascas de algumas frutas, que contribuem muito para a perda de peso.

 Cozinhar a vapor – a melhor maneira de manter os nutrientes dos vegetais é cozinhá-los a vapor, pois não perdem seus nutrientes na água. E ainda, dispensam o uso de qualquer tipo de gordura, tornando assim o prato mais saudável e menos calórico.

 

 Junia Rodrigues

Nutricionista Clinlife

CRN 3683

A importância do autoconhecimento.

 

Quando pensamos em autoconhecimento automaticamente lembramos-nos de autoestima; esta que oscila de acordo com situações e principalmente como nos sentimos em relação a cada uma delas. O que faz com que certas pessoas sejam mais seguras de si mesmas e equilibradas emocionalmente enquanto outras se perdem e se desesperam quando algo que foge do controle acontece? O que difere uma pessoa das outras neste sentido de ter controle sobre suas emoções é o chamado autoconhecimento.

É importante pensarmos o quando nos conhecemos, será que muito? Ou pouco? A maioria das pessoas acredita que se conhecem, mas na verdade se conhece muito pouco. Será que você confia em alguém que pouco conhece? Geralmente confiamos em quem conhecemos muito. E se você não se conhece como vai acreditar em você mesmo? Em sua capacidade? Como vai realizar sonhos se não acredita ser capaz?

Sendo assim o autoconhecimento é fundamental para que se desenvolva o amor próprio e fortalecer a autoestima. É difícil alguém se conhecer interiormente se sempre quando busca algo, é no externo. Busca roupas novas, corte de cabelo novo; o caminho deve ser ao contrário, ou seja, de dentro para fora. Quando uma pessoa está bem consigo mesmo, isso é percebido não pela roupa que ela usa e sim pelo brilho em seu olhar, sua paz de espírito. Como alguém que está constantemente se criticando, se culpando, se achando errada, pode-se amar? E se amar é condição básica para a autoestima. É importante repensar e identificar quais fatores estão fazendo com que você não consiga elevar sua autoestima. E assim conseguir chegar a realização de seus objetivos.

O importante é desenvolver a capacidade de ter a consciência de saber que o que se faz é o reflexo de quem você é. Ao reconhecer seus pontos negativos, poderá mudá-los. E reconhecendo seus pontos positivos se sentirá mais confiante em sua própria capacidade de conseguir realizar o que deseja independente das criticas ou opiniões que terão sobre você. Assim você terá autoconhecimento suficiente para provar para si mesmo e si amar!  

 

Adrielle Ferreira

Psicóloga Clinlife

CRP: 04/38423.

 

 

 

 

 

 

QUEBRANDO PARADIGMAS

 

Paradigmas são as representações de um padrão a ser seguido. É um pressuposto de onde partem nossas crenças e valores. Existem os paradigmas filosóficos, científicos, culturais e, até mesmo os nossos próprios enraizados e construídos à base de nossas experiências e modelos familiares.

 As leis das Constituições, as regras de convivência social, todas elas se baseiam em idéias pré-estabelecidas, padronizadas sabe-se lá por quem.

 Nos primórdios da nossa existência, foi necessário começar de algum lugar, talvez daí, a necessidade de um padrão de organização da sociedade. Enfim, manter certa ordem é fundamental para a orientação humana, nisso todos nós concordamos.

Acontece que a cada dia que se passa, surge uma nova percepção de mundo.

 Em menos de 20 anos, os meios de comunicação evoluíram de uma forma assustadora, os transportes ficaram mais rápidos e acessíveis e hoje, a globalização tem-nos feito entrar em contato com outras culturas e seus diferentes paradigmas e nos feito questionar sobre os nossos próprios pontos de vista e com isso, alguns ficam perdidos, outros começam a questionar a funcionalidade de certos padrões e outros defendem até a morte seus valores e crenças, ou seja, quem pensar diferente é o desertor, o errado.

E você, em qual desses tipos se encaixa? O indeciso, o flexível ou o rígido?

Esses “padrões” de comportamento vão ter influência direta no processo de emagrecimento a que você está se propondo.

 O indeciso, ainda não decidiu se realmente quer mudar seu estilo de vida, ainda não definiu suas prioridades, ele vive em conflito entre o bem-estar imediato proporcionado pela comida e o a longo prazo , que exigirá esforço, disciplina, mas será mais duradouro e satisfatório do que o primeiro.

 O rígido está bem do jeito que é, não quer mudar, nem abrir mão das coisas que o deixam felizes e satisfeito, para ele, precisamos aproveitar dos prazeres que a vida nos oferece, contraditório, não?

 Se ele tiver uma vida baseada em sedentarismo e má alimentação, não poderá aproveitar de tais prazeres. Enfim, ele é inflexível, não há argumentos que o façam mudar de idéia, mais tarde sofrerá as conseqüências.

 Já o flexível, este sim, é do tipo que pondera, tem maior percepção das mudanças que o mundo sofre e faz escolhas de acordo com as necessidades do momento. Este perfil é do tipo que toma decisões mais acertadas, pois analisa com cuidado o custo-benefício de suas ações e necessidades.

 Este perfil é o mais adequado ao emagrecimento. Ele está disposto a mudar hábitos, quebrar paradigmas, se for necessário para alcançar um objetivo que lhe seja mais adequado no momento, caso faça uma escolha inacertada, está sempre pronto a rever a situação e tentar novamente, e com isso sofre menos. 

 Então, vamos em busca da flexibilidade e, literalmente, ter uma vida mais leve !!!

 

Iana

CRP: 04/35355

Psicóloga Clinlife

Alimentação antes e depois do treino!

 

Quando o assunto é malhação, principalmente os treinos de força,  algumas perguntas estão sempre em pauta. Uma delas é o como obter resultados mais rápidos e, por consequência, queimar calorias e diminuir medidas em menos tempo.

Embora exista uma série de outros elementos que irão influenciar no seu treino, uma coisa é fato: comer os alimentos certos antes e depois de suar a camisa é tiro e queda para ficar de bem novamente com o espelho!

Pois é, apesar da alimentação ter um papel super importante na manutenção do peso, a grande maioria das pessoas ainda acredita que a melhor forma de perder peso é malhar muito e comer pouco. Mas, o que poucos conseguem compreender é que isso não é a chave para manter a forma física tão sonhada.

O segredo para conquistar um corpo delineado está exatamente em comer corretamente e praticar exercícios de forma moderada, porém regular. E, não é só isso, alguns alimentos ainda podem contribuir para a construção da massa magra e recuperação muscular. Lembre-se, assim como qualquer máquina, o corpo precisa de manutenções constantes.

Para os que relutam em comer antes do treino por achar que a queima calórica será maior, estudos comprovam que o corpo queima a mesma quantidade de gordura, comendo ou não. Vale ressaltar que se o seu objetivo é adquirir massa muscular, treinar de estômago vazio não é o indicado para quem quer resultados eficientes.

Quando estamos com fome o organismo passa a usar a proteína do músculo. Então, quando isso ocorre, você perde massa muscular, o que não é a melhor escolha se você quiser transformar a gordura em massa magra, sem contar que você está deixando de abastecer seu corpo de forma que ele suporte os treinos sem se sentir fraco ou fadigado.

Como já sabemos, saco vazio não para em pé, sem contar que a escolha de malhar com o estômago vazio é pura balela. Mas, o que comer antes do treino?

As melhores refeições pré-treino são aquelas que possuem algum tipo de carboidrato complexo (cereais integrais) e proteína (carnes, leite e derivados). Então, se você vai malhar, as opções para manter o corpo a todo o vapor durante o treino são: arroz integral; feijão preto; batata-doce; brócolis; banana; maçã; grão de bico; aveia; entre outros. Mas tenha cuidado com a quantidade!

Agora, não é porque você chegou em casa exausto do treino que pular a última refeição será permitido. Para os esquecidinhos, vale lembrar que durante a prática de exercícios o seu corpo utiliza a energia armazenada na musculatura, conhecida como glicogênio, responsável por manter o seu pique durante as aulas de musculação ou ginástica.

Ingestão de proteínas e carboidratos – entre 30 minutos e uma hora – é um verdadeiro elixir para os seus músculos cansados, pois recarrega as reservas de energia, repara os músculos trabalhados e, de quebra, ajuda acelerar o metabolismo e queimar ainda mais calorias.

O segredo para manter o corpo em forma é a moderação. Por isso, cuidado com a quantidade de alimento que você vai colocar no prato.

A refeição pós-treino ideal deve ser feita logo após os exercícios e deve conter proteínas e apenas um pouco de carboidrato. Não tem ideia do que comer? Uma boa dica para quem quer perder gordura e conquistar massa magra é apostar nas vitaminas, uma vez que são ótimas opções para serem transportadas, assim você pode fazer uma boquinha no caminho de casa e não perde o ‘timing’ no processo.

Use a imaginação e bata no liquidificador aquela fruta que você tanto gosta com leite ou iogurte – proteína – e acrescente uma colher de sopa de algum carboidrato, como a aveia ou quinua, por exemplo.

Juliana Castilho

Nutricionista Clinlife

CRN 4524

 

Ficar Leve! Emoções que pesam na balança!


Você já parou para pensar como nossos pensamentos e emoções estão influenciando de forma direta no nosso aumento de peso e, conseqüentemente, baixa da autoestima?

Um dos fatores que está ligado ao fato da pessoa comer demais não é necessariamente biológico, mas sim de origem emocional. Tudo começa com um bombom, depois vem o segundo, o terceiro… e quando percebemos, a caixa está vazia!

Embora o organismo já esteja saciado após o primeiro bombom, a pessoa continua comendo, comendo, comendo…e depois vem aquela terrível sensação de culpa…e essa sensação é tão dolorida que o faz comer ainda mais para ver se ameniza….Assim, o círculo vicioso continua!

Usar a alimentação para sanar dores emocionais pode se tornar algo pesado demais para nossas forças (e nosso corpo). Engolir emoções, calar quando é necessário falar, não colocar limites e querer ser sempre “bonzinho” demais para não desagradar os outros  são fatores que pesam demais na balança.

Muitas vezes, o alimento é usado como principal fonte de prazer e consolo.  Quando tudo parece estar dando errado ou quando se passa por algum problema no trabalho, em casa, a pessoa só consegue resolver devorando uma caixa de chocolates. Ou seja, não consegue sentir prazer naquilo que deseja e procura no alimento o prazer que deverá suprir aquele momento de insatisfação.

Em algumas vezes, a obesidade pode ser usada como um escudo para esconder dificuldades de relacionamento (a pessoa se mantém gorda para evitar se relacionar com outras pessoas e enfrentar situações que teme) ou até mesmo a capa de gordura é utilizada para esconder a própria sexualidade, ou a dificuldade de encará-la.

Reconhecermos nossas dificuldades, buscar melhorá-las ao invés de simplesmente querermos engoli-las é sempre a melhor solução. Sabemos que nem sempre é fácil reconhecer tristezas, frustrações, raivas….

Emoções negativas não são algo agradável de serem sentidas, mas precisamos sentir para entender o que estamos de fato sentindo. Aquela fome de doce será fome mesmo ou simplesmente quero adoçar algo azedo demais dentro de mim? Mas o doce conseguirá isso?

Quando as dietas e exercícios não funcionam para você perder peso, talvez seja hora de abrir o coração e colocar para fora quilos e quilos de amarguras, decepções, tristezas… Assim, a leveza virá em todos os sentidos!

Cristiane Froes

CRP: 35.330

Psicóloga Clinlife.

A tecnologia e as atividades físicas em nosso cotidiano

O mundo vem mudando cada vez mais rápido. Os meios de comunicação estão cada dia mais tecnológicos. Cada vez mais, temos mais comodidade para fazer as nossas tarefas do cotidiano. Será que isso é bom? O que isso tem a ver com atividade física?

Essa “tecnologia” que se diz benéfica para todos, na prática, não funciona bem assim. Com a evolução da tecnologia, cada vez temos a necessidade de fazer menos esforço para fazer tarefas simples. E isso, faz com que fiquemos cada vez mais sedentários e com menor condicionamento físico.

Com a ‘correria’ do nosso cotidiano, não temos muito tempo disponível para ‘perder’.  Temos que fazer tudo para ontem e quanto mais rápido e fácil é para desenvolver uma tarefa ‘melhor’.  São esses pensamentos e atitudes que fazem o indivíduo não ‘perder’ o tempo subindo uma escada ou comunicar com o colega de trabalho a 10 metros de distância pelo celular, SMS ou whatsapp.

É importante fazermos atividades físicas no nosso cotidiano não apenas para um melhor balanço calórico (equilibrar o que consumimos com o que gastamos de esforço), mas também, para evitar a perda de massa magra, qualidade articular, colaborar para uma melhor densidade óssea e o não possuir um excesso de acúmulo de gordura em nosso corpo.

Quando fazemos uma caminhada para ir comprar algum produto ou levamos o animal de estimação para passear, estamos desenvolvendo uma atividade física de caráter aeróbico, ou seja, estamos melhorando nosso sistema cardiorrespiratório, colaborando para um melhor equilíbrio hormonal, melhor condicionamento físico e podemos contribuir até para o nosso sono com essa tarefa.

São muitos os benefícios que tarefas do nosso cotidiano, ou melhor, atividades físicas do nosso cotidiano podem colaborar para o nosso bem-estar físico e mental.

Educador Físico Clinlife

Richardson Siqueira

CREF 018387

 

Neurotransmissores e a vontade de comer doces

 

Você passar o dia todo seguindo “religiosamente” a dieta, mas, quando chega o fim da tarde, bate aquela vontade de atacar um docinho ou mesmo aquela vontade incontrolável de comer um pão, massa ou chocolate? Ou é uma daquelas pessoas que só de olhar alguma dessas guloseimas já sente a boca salivar e cai em tentação? Ou no período pré Menstrual não consegue ficar sem o chocolate.  Pois bem saiba que existe uma explicação para esse fato: o nível de serotonina diminui nestes momentos, o que estimula a vontade de comer doces. A origem da vontade por doces está intimamente relacionada ao nosso cérebro e para ser mais precisa a esse  neurotransmissor.  A questão é que quando comemos alimentos açucarados nosso cérebro estimula a produção da serotonina que está intimamente relacionada à sensação de bem-estar. Como todas as pessoas gostam de ficar mais alegres e dispostas, é natural que busquemos estimular toda hora a liberação de serotonina! Por isso podemos perceber pessoas que quando ficam ansiosas parecem desenvolver uma boquinha nervosa ou mesmo pessoas que depois que terminam um relacionamento, se escondem atrás de uma montanha alimentos açucarados tentando amenizar sua dor.  Uma taxa de serotonina dentro dos padrões de normalidade facilita na sensação de saciedade e bem estar uma vez que sabemos que algumas vezes não se tem fome, mas sim apetite e este é da ordem do desejo e não uma necessidade  puramente fisiológica.
O desejo de comer doces é sinal de que seu organismo está com queda de açúcar no sangue (hipoglicemia), que faz com que o desejo por doce fique ainda maior. O organismo torna-se vítima de um efeito gangorra, no qual os níveis de açúcar no sangue sobem e descem desequilibradamente.

O açúcar e a farinha refinada por exemplo, provocam aumento rápido da glicose, em consequência disso provoca uma queda rápida também. Isso faz  crescer a vontade de ingerir mais esses alimentos gerando a compulsividade alimentar. Os sintomas dessa gangorra  podem ficar além da vontade de comer doces como fadiga, cansaço, sonolência durante o dia, preguiça, dor de cabeça, enxaqueca, suores e tremores em casos mais graves.

Alem da relação com a serotonina, a resistência a insulina, aumento do hormônio do estresse, o cortisol e pelo fato de haver algumas deficiências de ácido fólico, magnésio, zinco, vitamina B6, B9, B12, triptofano e outros estão associados a questão dessa vontade incontrolável de carboidratos.

O pico da produção de serotonina ocorre pela manhã e depende da ingestão de diversos nutrientes. Ao longo do dia a quantidade deste neurotransmissor diminui progressivamente. Se, durante a manhã, você não ingeriu os nutrientes necessários para produzir a serotonina, os níveis ao final do dia ficam muito baixos, e aí vem a vontade incontrolável de comer doces.

A solução para evitar esta resposta fisiológica tão indesejada pode estar no seu café da manhã! Devemos caprichar na ingestão dos nutrientes responsáveis pela produção de serotonina como triptofano, vitamina C, B6, B12, ácido fólico, magnésio, selênio, zinco e ômega 3 principalmente no café da manhã e no lanche da manhã. Os alimentos fontes desses nutrientes são: ovos, carnes magras (triptofano e B12), banana, aveia, pão integral (B6), frutas cítricas (Vit C), vegetais verde escuros (ácido fólico e magnésio), castanhas, nozes, amêndoas (zinco e selênio), semente ou óleo de linhaça e peixes (ômega 3).

Além disso, existem alguns micronutrientes que auxiliam na captação da glicose através da potencialização da insulina, por exemplo, o cromo, magnésio e manganês. O consumo exagerado de alimentos refinados (principalmente a farinha de trigo branca e o açúcar refinado) causa a diminuição desses minerais no organismo, que faz gerar mais vontade de consumir esses alimentos, desencadeando um ciclo vicioso. Além da alimentação, o sol também tem influencia na produção de serotonina.. Isso porque quando os raios penetram em nossos olhos, ativam a produção desse neurotransmissor. Por isso seria importante tomar alguns minutos de sol, especialmente pela manhã. Vale mencionar também a melatonina que é um hormônio produzido pelo organismo que influencia a regulação do sono. Ela é produzida pelo organismo naturalmente quando anoitece, de forma mecânica e em resposta ao escuro da noite.