Por um fígado magro: O excesso de peso é o grande causador da doença hepática gordurosa não alcoólica

esteatose hepática, conhecida popularmente como fígado gorduroso, é uma alteração caracterizada por um acúmulo excessivo de lipídeos, mais comumente os triglicerídeos, nos hepatócitos, células funcionais do fígado, ocasionando uma mudança na morfofisiologia destas células, e consequentemente gerando mudanças no metabolismo.

A origem desse tipo de doença pode ser uma alteração na ação da insulina, fato que ocorre nos diabéticos tipo 2 e em alguns pacientes que se encontram acima do peso. O organismo destas pessoas passa a produzir maiores quantidades de insulina para compensar uma espécie de “defeito”, passando, com isso, a estocar ainda mais gordura nas células do fígado. Esse quadro é chamado de resistência insulínica e quando ocorre em um paciente não diabético serve de alerta para o surgimento da doença.

A prevalência estimada do distúrbio é de 10% a 25% na população em geral, 74% entre os obesos e, provavelmente, 100% das pessoas que têm diabetes e obesidades associadas.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais, mostrou que dos 100 voluntários avaliados nessa situação 80,2%tinham a circunferência abdominal larga – 67,7% eram obesos!

O pior é imaginar que hoje não existe tratamento específico para esse problema sério. A melhor maneira de preveni-lo e combatê-lo é por meio de mudanças no estilo de vida. Vale lembrar que as enfermidades hepáticas costumam apresentar sintomas quando já estão em fase avançada. Outra razão para começar a se alimentar bem e praticar exercícios quanto antes.

Os sintomas desta disfunção são variáveis de acordo com o grau do acometimento do órgão em questão e podem ocorrer desde náuseas, vômitos, falta de apetite e febre, até alterações mais graves como icterícia, ascite e hepatomegalia – fígado doloroso e aumentado de tamanho.

O não tratamento da esteatose pode ocasionar uma destruição progressiva dos hepatócitos, com possível ocorrência de fibrose e perda da funcionalidade do fígado – quadro denominado de cirrose hepática e, em casos mais graves pode ser revertido somente com o transplante de fígado.

Além de levar a perda de peso, a nova dieta deve priorizar frutas, vegetais, cereais integrais e gorduras mono e polinsaturadas, ela deve conter carboidratos, proteínas e gorduras numa proporção de 60%, 15% e 25%, respectivamente, e ser isenta de bebidas alcoólicas.

 

Dra. Ana Cláudia Machado Ferreira

Médica – Equipe Clinlife

CRM 49006

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *