Praticar esportes é ótimo, mas prevenir lesões é essencial.

Você já ouviu falar no “cotovelo do tenista”?

É uma síndrome conhecida desde o início do século dezenove. Como o nome sugere, a lesão é comum entre jogadores de tênis, mas jogadores de squash, badminton, tênis de mesa, golfe e outros, podem também ser afetados, assim como aqueles que fazem movimentos unilaterais e repetitivos em suas atividades profissionais (por exemplo, eletricistas, carpinteiros) ou em atividades de lazer (tricotar, por exemplo).

O cotovelo de tenista pode ocorrer nos jogadores de tênis por uma falha técnica de batida. A falha técnica de backhand, frequentemente causa cotovelo de tenista lateral e a falha técnica de forehand pode causar cotovelo de tenista medial no tenista amador. Um saque distorcido (torto) pode causar problemas medial e posterior no tenista profissional.

Os jogadores amadores geralmente desenvolvem problemas no cotovelo, como resultado de rebater bolas com movimentos de punho, ao invés de bater com punho firme e um movimento de todo o braço e ombro.

Bater uma bola de tênis a uma velocidade de 50Km/hora é teoricamente equivalente a levantar um peso de 25Kg. A força que a bola causa quando bate na raquete deve ser distribuída por todo o corpo do jogador.

É portanto, essencial que todo ombro e o tronco, inclusive os grandes músculos, sejam usados de forma que a força e a vibração sejam distribuídos o mais amplamente possível. Os jogadores amadores também podem bater erradamente, o que causa força de torção e vibração que então terão de ser distribuídas pelos tecidos.

O cotovelo de tenista é uma queixa comum e estudos mostram que 45% dos atletas que jogam tênis diariamente e 25% dos que jogam 2 a 3 vezes por semana já sofreram desse mal. Ele é particularmente comum em atletas acima de 40 anos de idade.

O problema aparece na área de uma pequena protuberância óssea (o epicôndilo lateral) no lado externo (lateral) do cotovelo, que é o lugar de origem dos músculos que estendem os dedos e o punho. Os principais músculos afetados no cotovelo do tenista são o extensor curto radial do carpo, o extensor comum dos dedos, o externo longo do carpo radial e o extensor ulnar do carpo.

Por ser pequena a origem do extensor, as forças desenvolvidas pelos músculos geram uma alta carga por unidade de área.

OS SINTOMAS:

Dor que afeta principalmente a parte externa do cotovelo, mas que pode irradiar-se para cima ao longo do braço e para baixo ao longo do lado externo do antebraço.

Fraqueza no punho. Isso pode levar à dificuldade de execução de movimentos tão simples quanto levantar um prato ou uma xícara de café, abrir a porta do carro, espremer um pano molhado e apertar a mão numa saudação.

Um ponto de sensibilidade aumentada distinto é revelado por pressão ou percussão sobre o epicôndilo lateral.

Dor sobre o epicôndilo lateral, quando a mão é dobrada para trás na altura do punho contra resistência.

Dor na parte externa do cotovelo, desencadeada por alinhamento dos dedos fletidos contra resistência.

MEDIDAS PREVENTIVAS:

Jogar corretamente e usar técnicas adequadas e trabalho são as medidas preventivas mais importantes.

Algumas vezes o uso de uma braçadeira no antebraço ou retentor de calor pode contribuir para a distribuição das forças, antes que elas atinjam o epicôndilo.

Técnicas de treinamento assimétricas devem ser evitadas.

Agora que você já sabe dos cuidados que deve tomar para evitar o “cotovelo do tenista”, é só praticar!!!

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