Quando o ganho de massa magra vira risco para a saúde

A constante busca pelo corpo perfeito com o mínimo de massa gorda tem aumentado nos últimos anos de maneira significativa.

Muitos dos que buscam isso aderem a protocolos intensos de treinamento, dieta específica e drogas visando obter um resultado a qualquer preço. E para muitos, os hormônios passam a ter mais importância maior que a alimentação e o próprio treino.

Conjugar os treinos, a alimentação e o uso suplementos e anabolizantes pode tornar-se um desafio; porém a grande maioria acredita estar acumulando importantes benefícios em prol da saúde no simples fato de estar com o mínimo de gordura corporal possível.

Muitas vezes, a crença popular é que quanto menos gordura, melhor é para a saúde, e que na verdade, a carga de hormônios envolvidos, a qual uma pessoa se sujeita não tem importância, já que a massa muscular é o que importa.

Porém, essa é uma maneira muito simplista de encarar tal assunto. E talvez, seja hora de examinarmos o uso indiscriminado dos hormônios e da carga excessiva de treinamento.

Além disso, e se a suplementação (muitas vezes prescrita por um indivíduo sem formação em medicina) estiver comprometendo a função imunonológica do organismo.

É bem possível que em algum momento a suplementação de anabolizantes, passe a se tornar um risco para a saúde. E com muita frequência, as pessoas, estão se sujeitando às metodologias de suplementação com cargas esdrúxulas de anabolizantes e tipos sintéticos de hormônios, que podem sistematicamente estar minando as suas produções endógenas.

Essa suplementação extra baseia-se em esteroides e muitas vezes em doses cronicamente altas. Tais níveis elevados de hormônios deprimem células sanguíneas, sobrecarregam do fígado, e, diminuem a libido, havendo até perda da função erétil peniana.

Por outro lado, não queremos dissuadir as pessoas de usufruírem dos reconhecidos benefícios de um corpo com uma boa composição corporal; tanto que enfatizamos os benefícios das programações sensatas e regulares. No entanto, o uso indiscriminado de hormônios sintéticos, sem prescrição médica, não passa nem perto de ser uma maneira fisiológica e saudável de se ganhar massa magra.

Por isso, o ganho de massa magra deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, em que o médico atua com as medicações, exames e controle dos mesmos. O nutricionista com a dieta funcional, e o educador físico trata do treinamento muscular. É fundamental o acompanhamento do exame de bioimpedância para se ver o resultado na “íntegra”. Afinal, muitas vezes há aumento de peso, sem aumento de músculo ou mesmo, aumento de peso à custa apenas de uma retenção hídrica.

O ganho de massa magra, então, não deve ser buscado a qualquer custo. Deve ser bem indicado, muito bem programado e melhor ainda: acompanhado por uma equipe de profissionais competentes, treinados e interligados, para que o objetivo da estética seja acompanhado de saúde!

Texto: Dra. Ana Cláudia Machado Ferreira 23/06/2012

A constante busca pelo corpo perfeito com o mínimo de massa gorda tem aumentado nos últimos anos de maneira significativa.

Muitos dos que buscam isso aderem a protocolos intensos de treinamento, dieta específica e drogas visando obter um resultado a qualquer preço. E para muitos, os hormônios passam a ter mais importância maior que a alimentação e o próprio treino.

Conjugar os treinos, a alimentação e o uso suplementos e anabolizantes pode tornar-se um desafio; porém a grande maioria acredita estar acumulando importantes benefícios em prol da saúde no simples fato de estar com o mínimo de gordura corporal possível.

Muitas vezes, a crença popular é que quanto menos gordura, melhor é para a saúde, e que na verdade, a carga de hormônios envolvidos, a qual uma pessoa se sujeita não tem importância, já que a massa muscular é o que importa.

Porém, essa é uma maneira muito simplista de encarar tal assunto. E talvez, seja hora de examinarmos o uso indiscriminado dos hormônios e da carga excessiva de treinamento.

Além disso,e se a suplementação (muitas vezes prescrita por um indivíduo sem formação em medicina) estiver comprometendo a função imunonológica do organismo?

É bem possível que em algum momento a suplementação de anabolizantes, passe a se tornar um risco para a saúde. E com muita frequência, as pessoas, estão se sujeitando às metodologias de suplementação com cargas esdrúxulas de anabolizantes e tipos sintéticos de hormônios, que podem sistematicamente estar minando as suas produções endógenas.

Essa suplementação extra baseia-se em esteroides e muitas vezes em doses cronicamente altas. Tais níveis elevados de hormônios deprimem células sanguíneas, sobrecarregam do fígado, e, diminuem a libido, havendo até perda da função erétil peniana.

Por outro lado, não queremos dissuadir as pessoas de usufruírem dos reconhecidos benefícios de um corpo com uma boa composição corporal; tanto que enfatizamos os benefícios das programações sensatas e regulares. No entanto, o uso indiscriminado de hormônios sintéticos, sem prescrição médica, não passa nem perto de ser uma maneira fisiológica e saudável de se ganhar massa magra.

Por isso, o ganho de massa magra deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, em que o médico atua com as medicações, exames e controle dos mesmos. O nutricionista com a dieta funcional, e o educador físico trata do treinamento muscular. É fundamental o acompanhamento do exame de bioimpedância para se ver o resultado na “íntegra”. Afinal, muitas vezes há aumento de peso, sem aumento de músculo ou mesmo, aumento de peso à custa apenas de uma retenção hídrica.

O ganho de massa magra, então, não deve ser buscado a qualquer custo. Deve ser bem indicado, muito bem programado e melhor ainda: acompanhado por uma equipe de profissionais competentes, treinados e interligados, para que o objetivo da estética seja acompanhado de saúde!

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