Reconhecendo o seu lado bom!

Você sabe dizer quais são suas maiores qualidades? Algumas pessoas reagem estranhamente ou se assustam quando se deparam com essa pergunta. Existe uma enorme dificuldade em falar sobre o que temos de bom, “pode parecer egocentrismo” pensam uns, “ah não paro muito para pensar nisso”, dizem outros, mas a frase mais comum é “os defeitos são tão mais fáceis de dizer”.

Segundo o dicionário Michaelis a palavra “qualidade” no sentido que estamos usando nesse post significa atributo, condição natural, propriedade pela qual algo ou alguém se individualiza, distinguindo-se dos demais; maneira de ser, essência, natureza.

Pensando dessa forma, nossas qualidades seriam características que nos tornam seres únicos e que nos destacam de forma positiva.

E por que é tão difícil enxergar esse lado positivo? Reconhecer quais características nos são mais marcantes faz parte de uma proposta de autoconhecimento essencial na constituição da nossa autoestima.

Algo está errado quando não assumimos para nós mesmos e para o outro o nosso lado bom. A crença de que falar de si mesmo é mal interpretado socialmente circula por nossos pensamentos e altera a percepção que temos de nós mesmos.

Ter receio de falar sobre nossas qualidades ou mesmo não saber quais são podem levar a comportamentos de auto-desvalorização. Se não vemos nada de bom em nós mesmos que sentido faz nos cuidar, nos proporcionar uma vida melhor? Afinal só cuidamos do que gostamos e reconhecemos como importante. Dificilmente ter a percepção de um ser cheio de defeitos nos levará a nos comportar para buscar melhorias, “pau que nasce torto morre torto”.

O primeiro passo para iniciar um processo de auto-reconhecimento deve ocorrer na nossa forma de pensar; em como nos vemos, principalmente.

Portanto, só conseguimos nos empenhar em qualquer tipo de mudança, se, primeiro, reconhecermos o que é preciso melhorar e quais as ferramentas – qualidades- temos para alterar a condição atual.

Nossas qualidades são nosso ponto de apoio, sem elas, não há mudança possível. Então comece a pensar o que você tem de bom que pode te ajudar nessa caminhada?

Se mesmo assim estiver difícil de responder, seguem algumas dicas:

1 – Quais atividades eu me saio bem?

2 – O que meus amigos ou pessoas mais próximas dizem a meu respeito?

3 – Que conquistas eu tenho até o momento? O que foi preciso para eu conseguir alcançá-las?

Iana Pechir

Psicóloga Clinlife

CRP: 04/35355

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *