“RELAXAR PODE EMAGRECER”, DEMONSTRAM PESQUISADORES ISRAELENSES

A chave para perder peso pode não estar nos exercícios pesados e nas dietas rigorosas, mas no simples ato de relaxar. Duvida? A conclusão foi feita por pesquisadores israelenses que identificaram um gene que nos faz sentir vontade de comer – quando estamos sob estresse – doces e comidas gordurosas.

O estudo foi publicado na revista especializada “Proceedings of the National Academy of Sciences”. Segundo Alon Chen, um dos autores do estudo, os cientistas queriam descobrir por que a pessoas recorriam aos biscoitos calóricos quando se sentiam pressionados em casa ou no trabalho. Durante experimentos com ratos, eles perceberam que um determinado gene bombeia uma proteína chamada Ucn3 em momentos de estresse.

Produzida no cérebro, essa proteína afeta todo corpo, incluindo o coração, os músculos, o fígado e o pâncreas. Ela aumenta o apetite e afeta nosso grau de satisfação, além de alterar a maneira como o corpo usa a insulina, hormônio crucial para o processamento de açúcar em energia. Por essa razão, o gene descoberto estaria ligado não só à obesidade como também ao diabetes tipo 2.

Por isso, cuidado com seu nível de stress, alertam os cientistas. “O stress é bom quando você precisa lidar com um evento específico. Mas o sistema que responde ao stress precisa ser muito bem controlado”, afirma Chen, do Weizmann Institute em Israel. “Se altos níveis de stress são constantes, o risco é engordar e adoecer, adiciona”. O recém-inaugurado Ambulatório de Pediatria da Unicid (Universidade da Cidade de São Paulo) está oferecendo atendimento gratuito a crianças e adolescentes – entre 0 e 16 anos – que estão acima do peso, para orientar os pais sobre os riscos e tratamentos da obesidade. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a obesidade já atinge uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos no Brasil.

No primeiro contato, serão realizadas entrevistas sobre os hábitos alimentares da família, a prática de atividades físicas e se há doenças associadas ao excesso de peso. Em seguida, a criança será submetida a um exame físico completo. A equipe composta por alunos e professores vai elaborar um gráfico padronizado para medir o grau de obesidade, solicitar exames laboratoriais para rastrear as complicações do problema e montar um cardápio individualizado para a criança seguir.

EXTRAÍDO DO JORNAL ALEF – Edição 1.524

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