Sabores e Emoções

Conforme costumes ancestrais e milenares chineses, a comida sempre esteve ligada ao bem estar espiritual e corporal. Também as cores têm sua importância na composição dos pratos combinando de três a cinco cores que são: o verde, o amarelo, o preto, o vermelho e o branco. Também são cuidados os aromas e os sabores de cada alimento.

Tanto na medicina tradicional chinesa como na medicina indiana, não são considerados os conceitos de proteína, hidratos de carbono, gorduras; eles dão prioridade ao SABOR dos alimentos (doce, salgado, ácido, amargo ou picante) e sua ENERGIA (frio, morno, quente).

 Um alimento pode possuir um ou vários sabores. O sabor é um componente Yin, substancial e nutriente. Segundo a lei dos cinco movimentos, cada sabor tem uma afinidade com um movimento de energia e dinamiza seu campo de ação. No entanto, quando um sabor é consumido em excesso (ou se falta na dieta), prejudica o equilíbrio interno do organismo. Por isso é importante calibrar os cinco sabores na nossa alimentação.

 O sabor que mais lhe agrada – ou que você anda procurando em determinadas fases ou circunstâncias da sua vida – pode estar relacionado ao seu estado emocional.

Segundo a tradicional medicina chinesa, os sabores estão ligados às emoções (e portanto aos seus órgãos de choque). Isso quer dizer que, se você adora uma pimentinha pra lá de ardida, pode ser que esteja precisando estimular o funcionamento de seus pulmões. Ou, então, anda carente de alegria.

 Confira:

 Doce:

O exagero pode sugerir que sua cabeça anda sobrecarregada de preocupações. O que a fisiologia ocidental também explica. Pães e massas levam à liberação de serotonina, substância calmante que pode ajudar a diminuir preocupações e ansiedades. Mas essa busca pode levar a um círculo vicioso. Ao ingerir carboidratos, em excesso, o pâncreas é induzido a fabricar insulina, hormônio que regula a queima de açúcar. A produção extra, por sua vez, vai exigir mais glicose (açúcar) a ser queimada e, para isso, você faz sua terceira parada obrigatória na confeitaria. Como uma coisa leva à outra, você pode estar caindo no pecado da gula ou até mesmo tendo episódios de compulsão por alimentos que de alto índice glicêmico.

 Salgado:

Segundo a medicina oriental o consumo excessivo de alimentos salgados, pode significar que a sua porção medo está em desequilíbrio, gerando insegurança. Em conseqüência, rins e bexiga vão sofrer. Lembre-se de que o sal retém água, o que leva não só à sobrecarga renal como ao ganho de peso.

 Apimentado:

Ao morder um acarajé recheado de pimenta malagueta logo após a mordida, você inspira profundamente e depois solta o ar dos pulmões, na tentativa de aliviar a sensação de queimação na boca. Pois bem é bem por isso que os chineses atribuem a  pimenta o credito de  estimulante dos pulmões. Vale lembrar que a pimenta é um alimento termogênico e que auxilia no funcionamento metabólico.

 Azedo:

Para os chineses quando você experimenta um sabor azedo como o de chupar um limão, levantando os cantos dos lábios e fechando levemente os olhos, essa  expressão lembra a risada. Assim, nada mais natural do que ligar o sabor azedo à alegria. A preferência por alimentos azedos pode significar que você, inconscientemente, esteja precisando estimular seu lado alegre para reequilibrar seu organismo.

 Amargo:

O sabor amargo está associado ao sentimento de raiva, tanto vale a expressão  “verde de raiva”? É o tipo de emoção que faz o fígado trabalhar dobrado para secretar mais bile, substância de cor amarelo-esverdeada e gosto amargo. Esta, por sua vez, vai ser depositada na vesícula, de onde sairá para o intestino, ajudando na “quebra” de gorduras.

Preferência por alimentos amargos, para a medicina chinesa, pode ser um indício de que suas emoções, como a raiva, estão precisando ser melhor  trabalhadas.

Thais Martins Santos

Psicologa – Clinlife

CRP-04/24638

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