Síndrome do Intestino Irritável

A Síndrome do Intestino Irritável (SII), também conhecida por colite nervosa e neurose cólica, é uma desordem relacionada ao aparelho digestório, caracterizada por dor abdominal associada a alterações do hábito intestinal: períodos alternados de obstipação e diarréia.

Inicialmente essa síndrome era denominada Síndrome do Cólon Irritável, pois se julgava que o distúrbio funcional estivesse restrito ao cólon. Estudos atuais da motilidade intestinal, porém, evidenciaram a presença dessas alterações em todo aparelho digestivo. Esta síndrome atinge uma média de 15% da população acometendo pacientes de todas as faixas etárias dos 10 aos 70 anos, principalmente adultos jovens do sexo feminino. As principais causas são: distúrbios da motilidade, psiquiátricos e deficiências ou intolerâncias dietéticas.

Dentre os principais sintomas, merecem destaque: alternância entre diarréia e obstipação intestinal, cólicas, fezes em geral desfeitas e às vezes pastosas, prisão de ventre de 3 a 4 dias, queixas de gases e dor abdominal. O estresse e outros fatores emocionais como depressão e ansiedade não são diagnosticados como causa, mas como condições que agravam o quadro de sintomas, pois estão relacionados ao aparecimento e aumento das crises de SII, variando de 51 a 86,7% em estudos realizados. A SII representa um grande desafio para profissionais de saúde em vista não só das dificuldades embutidas no seu diagnóstico de certeza, como também na difícil escolha do tratamento mais apropriado, o qual deve basear-se na natureza e gravidade dos sintomas.

O TRATAMENTO É DIVIDIDO EM ETAPAS

O objetivo da dieta é melhorar o estado nutricional, promovendo um ganho de peso até a eutrofia em pacientes apresentam baixo peso. Várias publicações mostram que a reatividade intestinal está relacionada aos alimentos em geral e não a qualquer substância alimentar específica. Porém, certos alimentos promovem o aumento de sintomas como: as gorduras, alimentos que contêm lactose (leites e derivados), sorbitol (adoçantes), alimentos que aumentam a produção de gases (couve, feijão, repolho, maçã, lentilha, uva, etc.).

Outros alimentos que podem agravar ainda mais os sintomas são: álcool, cafeína, fumo, chocolate, tomate, menta, bebidas gasosas, carboidratos e gomas de mascar. A utilização das fibras deve ser cuidadosa, pois as solúveis são úteis na melhora da diarréia e as insolúveis no tratamento da constipação. Quando utilizadas na dieta, recomenda-se sua administração gradativa até que se atinja a dose necessária para alívio dos sintomas.

Fonte:  RG Nutri

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