Tireóide: a maestrina do corpo

Uma estrutura pequena, localizada em nossa garganta, tem cerca de 10cm de comprimento e pesa 15 a 30 gramas, produz hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) que coordenam de forma sincronizada o organismo inteiro, o chamado metabolismo.

Afeta a velocidade de funcionamento do corpo como o ritmo cardíaco, a digestão e até mesmo a nossa cognição.

E como saber se estes hormônios estão chegando às células alvo no corpo, por outra glândula ainda menor, a hipófise que libera TSH (hormônio tireoestimulante) quando a quantidade de T4 diminui?

O que acontece se a quantidade destes hormônios (T3 e T4) aumenta ou diminui? Existem duas situações: hipertireoidismo e hipotireoidismo.

É muito comum que as pessoas acusem o funcionamento mais lento da tireóide como culpado pelo aumento de peso. Tudo bem, o hipotireoidismo realmente mexe com o metabolismo basal, aquele que regula quantas calorias gastamos ao dia, e o deixa discretamente mais lento. Ou seja, pode haver um pequeno favorecimento de ganho de peso, mas nunca causará obesidade em quem tem hábitos de vida saudáveis.

E o tratamento destas disfunções pode ter como aliado a mudança de hábitos de vida, não abusando da comida, evitando o sedentarismo e cuidando das emoções.

Então fique de olho em seu corpo, sintomas como queda de cabelo, fadiga, lentidão no raciocínio e até mesmo um intestino com funcionamento diferente do que era são sinais de que sua tireóide não anda bem….Atitudes como parar de fumar e manter a calma colaboram com a saúde da tireóide.

O que comemos também equilibra a tireóide. A matéria-prima dos hormônios é o iodo e o seu consumo influencia diretamente na produção da glândula. Além do iodo, a vitamina A, o selênio e o ferro também vão ajudar a ativar a tireóide.

Segue uma listagem com alguns destes alimentos:

Algas: na quantidade correta só traz benefícios. Ingestão indicada: 01 folha seca ou 01 colher de sopa de alga marinha seca. Algas mais usadas: nori, Agar-ágar (extrato de 08 “plantas” marinhas), clorella espirulina.

Carne vermelha: 300gramas por semana já é o suficiente para trazer benefícios para a tireóide. É rica em selênio, zinco e ferro de alto valor biológico!

Peixes de água salgada: atum, sardinha e salmão.

Laranja: interfere na produção do neurotransmissor catecolamina responsável por processar as informações do sistema nervoso central, ativando ou inibindo centros do cérebro capazes de dar comandos para a produção hormonal.

Quinua: rica em zinco, cálcio e ferro! Ingestão de 02 a 04 colheres de sopa por semana.

Castanha-do-brasil (pará): rica em ômega-3 e também em selênio que para a saúde da tireóide só perde para o mineral iodo. Ingestão de 01 unidade ao dia.

Frutos do mar: camarões, mexilhões, lagostas, siris e ostras são ricos em iodo! E também em vitamina A que modula a produção de TSH.

Gema do ovo: rica em carotenóides que dentro do corpo se transforma em vitamina A.

Leite: também tem iodo, em pequena quantidade, mas não deixa de ser uma fonte importante. O cálcio irá ajudar na excreção e conversão de hormônios tireoidianos. A ingestão de 02 copos por dia já é suficiente – seja integral ou desnatado.

Linhaça: a recomendação é de 01 a 02 colheres de sopa ao dia que pode ser consumida triturada, para que a casca, feita de fibra resistente, não impeça que seus nutrientes sejam digeridos e aproveitados pelo organismo.

 

Deborah Pessoa

CRN 6854

Nutricionista Clinlife

 

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