Vitamina D – Uma vitamina muito importante

Imaginem um tratamento capaz de reforçar os ossos, fortalecer o sistema imunológico e reduzir o risco de doenças como o diabetes e problemas cardíacos e renais, bem como pressão alta e câncer. Algumas pesquisas sugerem que esse tratamento maravilhoso já existe. Trata-se da vitamina D, um nutriente que o corpo produz com base na luz solar e que também é encontrado em peixes e no leite fortificado.

No entanto, a despeito do potencial de uso da vitamina D para a saúde, cerca de metade das crianças e adultos norte-americanos apresentam níveis inferiores ao ideal desse composto, de acordo com algumas estimativas, e até 10% das crianças apresentam sérias deficiências, de acordo com relatório publicado em 2008 pelo American Journal of Clinical Nutrition.

Os médicos cada vez mais recorrem a testes quanto ao nível de vitamina D no organismo do paciente, e receitam suplementos de uso diário para elevá-los. De acordo com a Quest Diagnostics, uma rede de laboratórios de exames clínicos, os pedidos de testes de vitamina D subiram em mais de 50% no trimestre final de 2009, ante o mesmo período um ano antes. E em 2008 os consumidores norte-americanos adquiriram o equivalente a US$ 235 milhões em suplementos de vitamina D, ante US$ 40 milhões em 2001, de acordo com o Nutrition Business Journal.

A vitamina D é encontrada em diversas partes do corpo e age como mecanismo sinalizador para ativar e desativar células. No momento, a dosagem recomendada, computando todas as fontes, entre os quais os alimentos e a luz solar, é de 400 unidades internacionais por dia, mas a maioria dos especialistas concorda em que essa recomendação é provavelmente baixa demais. O Instituto de Medicina dos Estados Unidos está revisando suas normas quanto à vitamina D, e a expectativa é de que eleve a dose diária recomendada.

Ainda assim, a maioria dos especialistas acredita que uma dosagem de 400 unidades internacionais é baixa demais para oferecer benefícios de saúde adicionais.

Estudo, envolvendo 1,2 mil mulheres, estudava os efeitos de 1,5 mil miligramas de cálcio e de mil unidades internacionais diárias de vitamina D. As mulheres que receberam ambos os suplementos apresentaram risco menor de câncer de mama, nos quatro anos seguintes, mas o número de casos concretos – sete no grupo que usou o placebo e quatro no grupo que recebeu o suplemento – era pequeno demais para permitir comparação estatística significativa.

Ainda que os consumidores possam se sentir tentados a correr e começar a usar duas mil unidades internacionais diárias de vitamina D, médicos advertem que isso é perigoso. Diversos estudos recentes sobre nutrientes, entre os quais as vitaminas E e B, selênio e beta caroteno, se provaram decepcionantes – e alguns resultados chegaram a sugerir que a dosagem elevada faz mais mal do que bem, elevando o risco de problemas cardíacos, diabetes e câncer, a depender do suplemento envolvido.

As pessoas que correm mais risco de uma deficiência de vitamina D tendem a ser mais velhas, os diabeticos ou com doenças renais, que não saem muito de casa ou que têm a pele mais escura.

A comunidade científica continua a debater qual seria o nível ideal de vitamina D para o organismo. As pessoas em geral são classificadas como deficientes caso a presença do composto no sangue seja inferior a entre 15 e 20 nanogramas por mililitro. Mas muitos médicos acreditam agora que o nível ideal de vitamina D deveria ser superior a 30 nanogramas por mililitro. Não se conhece o nível ideal, e tampouco é sabido o que constituiria uma dose excessiva de vitamina D, o que poderia causar pedras nos rins, calcificação de vasos sanguíneos e outros problemas de saúde.

O nível de vitamina D no organismo das pessoas é influenciado pela cor de sua pele, pelo local de moradia, pelo tempo que passam ao ar livre e pelo seu nível de consumo de peixe e leite. Para elevar a presença de vitamina D sem recorrer a suplementos, uma pessoa poderia estender sua exposição ao Sol em 10 ou 15 minutos por dia. Comer mais peixe ajuda – uma porção de 100 gramas de salmão fresco oferece entre 600 e mil unidades internacionais de vitamina D -, mas para conseguir a dose recomendada do produto usando o leite seria necessário beber um litro de leite ao dia.

Mas talvez ainda não seja hora de começar a devorar as pílulas de suplemento de vitamina D. O importante é que se vá ao médico para uma avaliação cuidadosa. Ele deve solicitar a dosagem da Vitamina D e só depois do resultado deve propor ou não a reposição dela. Deve também acompanhar seu paciente para que a elevação da vitamina não seja exagerada.

E você? Já dosou a vitamina D presente no seu organimo???

‘”Texto baseado em artigo do The New York Times. “

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