Você não é todo mundo!

 Quem nunca ouvir a famosa frase “Você não é todo mundo.” em alguma fase da vida?

Por vezes somos tentados a nos compararmos com determinada pessoa, ou ajustados com o pensamento de um grupo, no desejo de reivindicar direitos ou participar de acontecimentos que interessam. Mas qual é o problema com isso? Provavelmente problema nenhum!

Na filosofia grega encontramos registros que denuncia a importância da convivência no desenvolvimento de potencialidades das pessoas por intermédio do contato entre os conteúdos pessoais e as experiências dos demais indivíduos que coexistem no mesmo meio. Essa socialização tem a função de mesclar o que somos, com o que são os outros e assim gerar novas alternativas de ‘ser-no-mundo’.

Mas a partir de quando a interação com o meio e a observação “do que é o outro” pode ser prejudicial?

Este é um questionamento que não tem uma resposta pronta, afinal cada pessoa é autônoma para ser quem sente que precisa ser, oferecendo de si e absorvendo do mundo a bagagem que compreende necessária para a satisfação pessoal.

Quando comparamos o que somos com aquilo que são os outros, a ponto de deixar a angústia ocupar os espaços existentes entre o “eu” e o que os outros são estamos trabalhando contra o nosso desenvolvimento pessoal.

As questões individuais habitualmente são desconsideradas nestas situações, esquecendo-se que cada um de nós tem sua percepção e entendimento  para cada dor e cada prazer, para cada lágrima e cada sorriso, baseado em sua história de vida.

O desejo de ser plenamente feliz  por vezes faz com que tomemos atitudes impulsivas e com poucas clareza sobre suas conseqüências de médio e longo prazo .

O Ser Humano é um mosaico constituído de experiências, sensações e percepções. É intuitivo, sensitivo e afetivo. Pode ser vulnerável a ponto de chorar com uma bobagem qualquer, ou pode ser comparado a um leão em sua força, ao superar uma situação de risco. Tem em seu desenho uma infinidade de influências biológicas, psicológicas e sociais.

Cada pessoa, com toda essa carga própria, única e indivisível, pode vivenciar um bilhão de experiências, e dentre elas, a vontade de se comparar, sentir, provar e possuir aquilo que outras pessoas possuem, provam, sentem e são.

Mas quando isso puder interferir em seu bem mais precioso, a sua saúde, vale a máxima do sociólogo Boaventura de Souza Santos: “Temos o direito de ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades.”

Você é único e como tal deve cuidar de sua Qualidade de Vida!

Thais Martins Santos 
Psicóloga 
CRP04/ 24638

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